A sorte acompanha os competentes. Uma bandeira amarela no momento exato em que estava nos boxes, na volta 122 de 225, permitiu com que Álex Palou não somente deixasse o pelotão da confusão, como também assumiu a liderança do GP de Nashville na relargada. O piloto da Ganassi não deixou mais a primeira colocação no oval de Lebanon, no Tennessee, e, nesta segunda-feira (20), venceu mais uma vez na temporada 2026 da Indy.

Josef Newgarden perseguiu o espanhol na metade final da prova, mas não conseguiu demonstrar ação para superar Palou e voltar a vencer em Nashville, onde conquistou em 2025. Relegado ao segundo lugar, o piloto da Penske não escondeu a insatisfação assim que deixou o carro #2.

Caio Collet bateu logo no início do GP de Nashville e abandonou a prova (Vídeo: Reprodução/Indycar)

David Malukas foi um dos destaques da corrida em Nashville. Depois de largar em último, apareceu nas primeiras posições por conta da estratégia: a Penske o manteve na pista quando surgiu a primeira bandeira amarela da prova, causada por Caio Collet, que perdeu o controle do carro na curva 3 e estampou o muro. Depois disso, o norte-americano sempre mostrou ritmo para andar na frente. Diferente de Palou, a amarela causada por Dixon e Rossi o atrapalhou, mas o #12 conseguiu escalar novamente o pelotão para completar a prova no pódio. Vale destacar que o piloto não fez a classificação por ter batido no treino livre 1 e estar em avaliação da equipe médica da Indy

Scott McLaughlin cruzou com o #3 da Penske na quarta posição, com uma arrancada no fim, deixando para trás Felix Rosenqvist, da Meyer Shank, Marcus Ericsson, da Andretti, Pato O’Ward, da McLaren, e Mick Schumacher, da RLL. Importante ressaltar que o mexicano fazia uma corrida muito discreta, mas conseguiu ganhar muitas posições na relargada da bandeira amarela final, causada por Dennis Hauger, enquanto o alemão fez uma corrida progressiva, galgando posições aos poucos.

Mick Schumacher (Foto: IndyCar)

Kyffin Simpson terminou em nono pela Ganassi, enquanto Kyle Kirkwood, da Andretti, parou nos boxes antes da última bandeira amarela, caindo para o fim do pelotão. Coube ao #27 recuperar algumas posições e fechar os dez primeiros.

A Indy terá pela frente os últimos dois fins de semana de folga antes do encerramento da temporada 2026 e retorna somente entre os dias 7 e 9 de agosto, com o GP de Portland, que abre a sequência de seis corridas até o desfecho do campeonato.

Como foi o GP de Nashville da Indy

Único oval da temporada com a utilização de pneus macios e duros, o GP de Nashville teve Christian Rasmussen, Santino Ferrucci, Nolan Siegel, Sting Ray Robb, Romain Grosjean, Dennis Hauger e Christian Lundgaard largando dos boxes com o composto mais macio.

A bandeira verde foi agitada para as 225 voltas de prova — não mais 300 em decorrência do forte calor em Lebanon, no Tennessee, onde fica o Nashville Superspeedway — às 16h06 (de Brasília, GMT -3), um minuto depois do previsto. Scott McLaughlin fez uma largada agressiva, mas não conseguiu sustentar a segunda colocação, sendo superado por Josef Newgarden e Álex Palou na sequência.

Scott McLaughlin e Álex Palou (Foto: IndyCar)

Kyle Kirkwood manteve a liderança, mas sofreu forte pressão de Newgarden, que o atacou por fora durante várias voltas. Ainda assim, o piloto da Andretti conseguiu se manter à frente nas dez primeiras voltas.

Caio Collet, diferentemente do que havia mostrado na largada em St. Louis, não conseguiu ganhar posições e ainda perdeu duas em relação ao lugar de onde partiu, caindo para 17º logo no início da prova.

Na 13ª volta, Christian Rasmussen começou a aparecer com uma bela ultrapassagem por fora sobre Marcus Armstrong, assumindo a sexta colocação. O piloto da Meyer Shank pegou ar sujo e despencou para o nono lugar, sendo superado também por Santino Ferrucci e Rinus VeeKay na sequência.

A primeira bandeira amarela da corrida apareceu na volta 18 e foi causada por Caio Collet. O brasileiro perdeu o controle do carro na curva 3 e acertou o muro do Nashville Superspeedway, danificando o carro #4 da Foyt.

Com a bandeira amarela, os pilotos aproveitaram para ir aos boxes na volta 23, com exceção de Louis Foster, David Malukas e Christian Lundgaard, que permaneceram na pista. Entre os que pararam, McLaughlin voltou à frente, seguido por Kirkwood, Palou, Newgarden, Rossi, Dixon e Rasmussen.

A bandeira verde veio somente na volta 32, com Lundgaard perdendo muitas posições por conta dos pneus desgastados e deixando rapidamente o top-10. Enquanto isso, Malukas aproveitou para superar Foster e assumir a liderança, com McLaughlin surgindo em segundo, equipado com pneus macios novos. O piloto da RLL também deixou os dez primeiros nas voltas seguintes.

Na volta 39, VeeKay mergulhou por dentro na curva 3 sobre Armstrong e fez a ultrapassagem para assumir a sétima colocação. Enquanto isso, Palou pressionava Kirkwood pela terceira posição, mas sem conseguir concretizar a manobra.

Mesmo com pneus usados, Malukas conseguiu abrir 1s5 de vantagem para McLaughlin na volta 43, com Kirkwood, Palou, Newgarden, Rasmussen, VeeKay e Armstrong aparecendo na sequência. Ferrucci subia para nono após superar Alexander Rossi.

Armstrong continuou perdendo rendimento e caiu para 12º, sendo ultrapassado por Rossi, Mick Schumacher e Marcus Ericsson, que fez boa corrida de recuperação e apareceu em nono na volta 53. No mesmo giro, Malukas perdeu tempo atrás de Graham Rahal, que ocupava a 24ª posição e lutava para não levar volta do líder. Com isso, a vantagem do carro #12 sobre McLaughlin caiu de 3s5 para 1s8.

Marcus Armstrong (Foto: IndyCar)

Sem conseguir superar Rahal rapidamente, Malukas foi aos boxes na volta 62 para realizar sua primeira parada e colocar pneus macios. O norte-americano retornou em 23º, uma volta atrás de McLaughlin.

Newgarden começou a crescer na corrida na volta 67, quando atacou Palou e assumiu a terceira colocação, aproximando-se rapidamente de Kirkwood. Ao mesmo tempo, Rasmussen viu o carro escapar na curva 3, mas conseguiu evitar o muro e permaneceu em sexto.

Na volta 72, McLaughlin enfim conseguiu colocar uma volta em Rahal, que acabou se tornando peça importante na disputa pela segunda posição. Newgarden ficou preso atrás de Kirkwood, que conseguiu se defender do ataque do carro #2. Ao perder ritmo, o piloto da Penske acabou ultrapassado por Palou. Enquanto a briga se intensificava, Rasmussen voltou a escapar da linha ideal e novamente quase acertou o muro. Desta vez, o dinamarquês perdeu posições para Ferrucci e Ericsson, caindo para oitavo.

VeeKay, Rossi e Robb foram aos boxes no fim da volta 79, indicando que a janela de pit-stops para os pilotos que haviam parado durante a bandeira amarela estava aberta. McLaughlin, Ferrucci e Armstrong fizeram a troca de pneus e o reabastecimento na volta 82, enquanto Kirkwood, Newgarden, Rasmussen e Simpson pararam no giro seguinte. Na volta 84, foi a vez de Siegel, enquanto Palou, Ericsson, Schumacher, O’Ward e companhia entraram nos boxes na 85. Ainda sem parar, Rosenqvist assumiu a liderança por uma volta, pouco antes de fazer seu pit-stop.

Com a janela de paradas encerrada, Malukas, em estratégia alternativa, voltou à liderança, seguido por McLaughlin, Kirkwood, VeeKay, Palou, Newgarden, Ferrucci, Ericsson, Rossi e Rasmussen no top-10, com 90 das 225 voltas completadas.

A corrida passou a ter os carros mais espalhados pela pista, com poucas mudanças de posição até a volta 106, quando Armstrong entrou nos boxes e ficou por lá devido a problemas no carro #66 da Meyer Shank.

Na liderança, Malukas conseguia abrir vantagem para McLaughlin, mas passou a perder tempo ao se aproximar de Louis Foster. Em 17º, o britânico brigava para não levar volta do líder.

Na volta 116, a bandeira amarela quase foi acionada quando Rasmussen, pela terceira vez na corrida, perdeu o traçado ideal. Desta vez, porém, o dinamarquês tocou o muro e sofreu danos na suspensão. Ainda assim, o piloto do carro #21 conseguiu levar o equipamento aos boxes sem provocar uma interrupção.

Malukas fez sua segunda parada na volta 119 e retornou no meio de um pelotão formado por Kirkwood, VeeKay, Newgarden, Ferrucci e Palou, além de diversos retardatários. O tetracampeão aproveitou para realizar seu pit-stop na volta 122, quando a bandeira amarela finalmente foi acionada.

O incidente envolveu Alexander Rossi e Scott Dixon. O piloto da Carpenter desacelerou excessivamente na reta oposta e acabou acertado na traseira pelo carro #9 da Ganassi, provocando a segunda neutralização da corrida.

Alexander Rossi reduziu repentinamente e foi atingido por Scott Dixon (Vídeo: Reprodução/Fox)

Na volta 130, os boxes foram abertos para as paradas. No retorno, Palou, que já havia feito seu pit-stop, surgiu na liderança, seguido por McLaughlin, Kirkwood, VeeKay, Ferrucci, Newgarden, Ericsson, Siegel, Schumacher e Rosenqvist no top-10. Malukas, que estava em uma estratégia diferente, caiu para a 13ª posição.

A relargada aconteceu no início da volta 140, com Palou mantendo a liderança. Newgarden conseguiu um excelente salto e superou Ferrucci e VeeKay para assumir a quarta colocação. O bicampeão das 500 Milhas de Indianápolis ainda tentou o mergulho sobre Kirkwood, que, assim como no início da corrida, conseguiu sustentar a posição. Quem se deu mal foi Will Power, que acertou o muro, danificou o carro e precisou ir aos boxes.

Rosenqvist também relargou bem e aproveitou o embalo para assumir a sétima posição, deixando Ericsson para trás. Ao mesmo tempo, VeeKay tentava a ultrapassagem sobre Newgarden, que conseguiu se defender pela linha de fora. Malukas entrou no top-10 na volta 147 ao ultrapassar Schumacher por fora. O alemão passou a ser pressionado por Simpson, mas conseguiu manter a 11ª colocação.

Na liderança, Palou passou a imprimir um ritmo mais forte e abriu 1s de vantagem para McLaughlin na volta 160. Kirkwood, Newgarden, VeeKay, Ferrucci, Rosenqvist, Ericsson, Siegel e Malukas completavam os dez primeiros. Entretanto, apenas dois giros depois, o piloto da Carpenter superou Siegel, então o melhor representante da McLaren na prova, e assumiu a nona posição.

Malukas manteve o bom ritmo e, após ultrapassar Siegel, chegou rapidamente em Ericsson para tomar a oitava colocação. O sueco, por sua vez, não conseguia colocar uma volta em Graham Rahal, que seguia em ritmo lento no GP de Nashville.

Newgarden foi outro piloto que cresceu de rendimento na parte final do stint. Depois de pressionar por várias voltas, o piloto da Penske conseguiu uma ultrapassagem tranquila sobre Kirkwood na volta 174, assumindo a terceira colocação ainda na reta principal, sem dar chances de reação ao rival.

Kyle Kirkwood (Foto: Indycar)

A janela final de pit-stops foi aberta na volta 176, com VeeKay indo aos boxes. McLaughlin e Ferrucci pararam na sequência. Kirkwood entrou nos boxes na volta 180, pouco antes da terceira bandeira amarela do dia, provocada por Dennis Hauger, que perdeu o controle do carro e bateu.

Os boxes foram abertos na volta 186, e a Ganassi executou um pit-stop perfeito para manter Palou na liderança. Newgarden, Rosenqvist, Malukas, Ericsson, Schumacher, Simpson, O’Ward, Siegel e Robb completavam o top-10 após a rodada de paradas.

A bandeira verde só veio na volta 194, com Palou mantendo a liderança com pneus duros, enquanto Newgarden, Rosenqvist, Malukas, Ericsson e Schumacher vieram na sequência com os macios. Ericsson fez ótima relargada e subiu para terceiro — chegou a emparelhar com o #2 da Penske, mas não conseguiu pular para segundo. O’Ward conseguiu pular para sexto, enquanto Schumacher caiu para oitavo.

O ímpeto de Ericsson durou até a volta 200, quando foi superado por Malukas, que trouxe com ele Rosenqvist, que aproveitou para assumir a quarta posição. Ao mesmo tempo, Schumacher superou McLaughlin e assumiu o sétimo lugar. Prejudicado pela bandeira amarela, Kirkwood desbancava Siegel e entrava no top-10.

Marcus Ericsson (Foto: Indycar)

Na volta 203, McLaughlin deu o troco em Schumacher e assumia a sétima posição. Na sequência, o piloto da Penske manteve o embalo e superou O’Ward. Ericsson foi a vítima seguinte do #3 da Penske, que subiu para quinto no giro 207.

A briga pela liderança ficava praticamente concentrada entre Palou, Newgarden e Malukas, que entraram na volta 210 separados por 0s7. McLaughlin apareceu na disputa na volta 213, depois de desbancar Rosenqvist e se aproximar rapidamente do #12.

Na reta fina da prova, Palou conseguiu segurar o ímpeto da Penske e venceu pela quinta vez no ano. Newgarden, Malukas, McLaughlin, Rosenqvist, Ericsson, O’Ward, Schumacher, Simpson e Kirkwood fecharam o top-10.

Indy 2026: resultado do GP de Nashville

1Álex PALOUGanassi Honda225 voltas
2Josef NEWGARDENPenske Chevrolet+0.873
3David MALUKASPenske Chevrolet+1.219
4Scott MCLAUGHLINPenske Chevrolet+5.443
5Felix ROSENQVISTMeyer Shank Honda+6.074
6Marcus ERICSSONAndretti Honda+6.991
7Pato O’WARDMcLaren Chevrolet+7.979
8Mick SCHUMACHERRLL Honda+8.744
9Kyffin SIMPSONGanassi Honda+9.364
10Kyle KIRKWOODAndretti Honda+10.149
11Nolan SIEGELMcLaren Chevrolet+11.133
12Rinus VEEKAYJuncos Chevrolet+11.723
13Santino FERRUCCIFoyt Chevrolet+13.001
14Romain GROSJEANDale Coyne Honda+16.668
15Sting Ray ROBBJuncos Chevrolet+19.054
16Christian LUNDGAARDMcLaren Chevrolet+23.863
17Louis FOSTERRLL Honda+1 Volta
18Scott DIXONGanassi Honda+7 Voltas
19Graham RAHALRLL Honda+16 VoltasNC
20Will POWERAndretti Honda+16 Voltas
21Dennis HAUGERDale Coyne Honda+47 VoltasNC
22Christian RASMUSSENCarpenter Chevrolet+98 VoltasNC
23Alexander ROSSICarpenter Chevrolet+104 VoltasNC
24Marcus ARMSTRONGMeyer Shank Honda+121 VoltasNC
25Caio COLLETFoyt Chevrolet+208 VoltasNC