Callum Ilott ficou sem uma vaga no grid da Indy depois que a Prema abandonou a categoria devido à crise financeira que se agravou. No entanto, o britânico ainda sonha com um retorno e garantiu que há boas perspectivas. Caso não se concretize o vice-campeão da Fórmula 2 2020 destacou que vê com bons olhos a chance de seguir no endurance, seja no IMSA Sportscar — onde corre atualmente — ou no Mundial de Endurance (WEC).
A Prema estreou na Indy na temporada 2025, praticamente um ano após anunciar que desembarcaria na categoria. Entretanto, a má gestão financeira do grupo, que atua em diversas frentes no automobilismo — endurance e categorias de base —, causou um rombo, que estaria inviabilizou a sequência do time na categoria. Como não conseguiram retornar, Ilott e Robert Shwartzman, que chegou a ser pole-position das 500 Milhas de Indianápolis, ficaram sem vagas no grid de 2026.
Apesar das limitações de um time iniciante, Ilott conquistou quatro top-10 nas últimas cinco corridas do ano passado, chegando a ter ser sexto colocado em duas oportunidades. E mesmo disputando a temporada completa do IMSA Sportscar na classe GTD, tem acompanhado a Indy de perto e conversado sobre uma possibilidade de retornar à categoria de monopostos.
“Estive em todas as corridas da Indy até agora, exceto em Mid-Ohio. Obviamente, houve alguns acidentes este ano e alguns ossos quebrados, mas muita perseverança [por parte desses pilotos]. Tenho trabalhado nos bastidores para tentar montar o melhor pacote possível e ser atraente para as equipes”, declarou o britânico ao portal Motorsport.

“Existem algumas boas perspectivas e acho que está chegando a hora de acertarmos tudo. Não quero descartar nada, incluindo o endurance. Porque, no fim das contas, correr no IMSA este ano tem sido bom para mim e para a minha carreira. Mas, ao mesmo tempo, adoro a Indy e gosto do ambiente. Baseei minha vida nisso nos últimos quatro ou cinco anos, mesmo no ano em que estava competindo no WEC. Adoraria ter mais uma chance e acho que mereço”, enfatizou.
A experiência no endurance aliada ao bom retrospecto em equipes menores são os principais fatores em que Ilott se sustenta para retornar ao grid da Indy na temporada 2027.
“Por ter competido em tempo integral apenas com equipes novas e conseguido estar no Leaders Circle — programa de incentivo financeiro da Indy que paga um valor fixo em dinheiro ao longo do ano para os 22 melhores carros inscritos na temporada completa — todos os anos, conquistado ótimos resultados entre os dez primeiros e desenvolvido essas equipes do zero, acho uma pena ser ignorado. Como disse, tenho trabalhado nos bastidores para montar um pacote que me torne uma opção ainda mais atraente”, ressaltou.
“Só para complementar, na minha temporada de estreia, eu me lembro de ter me classificado em segundo lugar em Laguna Seca, ao lado de Will Power na primeira fila. Eu fazia parte de uma equipe com um único carro. Todos os companheiros de equipe que tive eram estreantes e, com exceção das duas ou três corridas que disputei pela McLaren, não tive a oportunidade de aprender com alguns dos melhores da categoria, mas mesmo assim consegui obter alguns bons resultados”, salientou.

No entanto, o britânico tem conhecimento de que o prazo para tomar uma decisão está se esgotando, embora diversas equipes ainda não tenham anunciado a formação para a próxima temporada.
“Há uma boa chance, uma boa probabilidade. Essas opções estão ficando claras. Se elas desaparecerem e eu perceber que as chances estão diminuindo, vou me dedicar a outras coisas. Adoraria que tudo estivesse resolvido o mais rápido possível. Acho que devo começar a saber nas próximas duas semanas. O ideal seria que o fim da temporada da Indy fosse a meta para resolver tudo”, reconheceu.
Caso não surja uma oportunidade na Indy, Ilott enfatizou que gosta de morar nos Estados Unidos e vê com bons olhos a permanência no endurance. Além disso, abriu portas para correr também em outras classes do IMSA Sportscar, como a LMP2 e a GTP.
“Honestamente, acho que todas as opções estão em aberto. Estou feliz e interessado em correr na GTD novamente. Adoro o carro da LMP2, e a GTP, pela minha carreira e pelo ritmo que tenho mantido nessa categoria, seria ótima. Existem algumas opções, mas o mercado está bastante difícil no momento. Obviamente, com a entrada de novos fabricantes e a saída de outros, tenho certeza de que algumas decisões já foram tomadas, mas ainda há algumas vagas em aberto. No momento, estou aberto a tudo. Meu estilo de vida e minha situação financeira são ideais aqui. Realmente gosto dos Estados Unidos”, frisou.
Seja na Indy ou no endurance, a motivação de Ilott permanece bastante simples. “Eu quero correr, porra. Gosto de corridas. No fim das contas, qualquer lugar que seja competitivo é muito divertido. Gosto de pilotar qualquer coisa, mesmo que seja um carrinho de golfe. Espero que paguem bem se for para correr com carrinhos de golfe. Estou simplesmente animado para correr e estar aqui. Qualquer coisa está bom”, concluiu.
A Indy se prepara para uma maratona de 6 corridas em 5 finais de semana para encerrar a temporada 2026. A primeira parada será no circuito de Portland, no Oregon, no próximo dia 9 de agosto.
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GP de Portland da Indy: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
Horários no Brasil*
- Treino livre 1 (07/08): 18:30
- Treino livre 2 (08/08): 14:00
- Classificação (08/08): 20:00
- Warm-up (09/08): 14:00
- Corrida (09/08): 17:00
Horários em Portugal e Angola
- Treino livre 1 (07/08): 22:30
- Treino livre 2 (08/08): 18:00
- Classificação (08/08): 00:00 (DOM)
- Warm-up (09/08): 18:00
- Corrida (09/08): 21:00
Horários em Cabo Verde
- Treino livre 1 (07/08): 20:30
- Treino livre 2 (08/08): 16:00
- Classificação (08/08): 22:00
- Warm-up (09/08): 16:00
- Corrida (09/08): 19:00
Horários em Moçambique
- Treino livre 1 (07/08): 23:30
- Treino livre 2 (08/08): 19:00
- Classificação (08/08): 01:00 (DOM)
- Warm-up (09/08): 19:00
- Corrida (09/08): 22:00
*Horário de Brasília