Christian Lundgaard teve uma atuação de gala para vencer o GP de Road America da Indy. Depois de ocupar a última posição por conta de um dano na asa dianteira ainda na largada, o dinamarquês foi aos boxes e iniciou a arrancada rumo à vitória. A chave do triunfo neste domingo (21) veio de uma sequência de voltas rápidas antes da parada decisiva, que o colocou na terceira posição. Com pneus macios novos, superou David Malukas e se aproximou de Marcus Armstrong, então líder, que sofreu com uma falha no motor com três giros para o fim. É a segunda vitória do #7 e da McLaren no ano.
A segunda colocação ficou com Malukas, da Penske, que esteve entre os primeiros durante toda a prova, mas sucumbiu à arrancada final de Lundgaard. O pódio foi completado por Will Power, que viveu um duelo ferrenho com Graham Rahal na volta decisiva. O #15 da RLL bateu após um toque entre ambos, enquanto o #26 prosseguiu para o terceiro lugar.
A quarta posição ficou com o surpreendente Kyffin Simpson, que largou em 19º e andou por quase toda a metade decisiva da corrida à frente de Álex Palou, companheiro de Ganassi, que finalizou em quinto.
Alexander Rossi, da Carpenter, conseguiu fazer uma grande prova de recuperação após largar em último. Contando também com as bandeiras amarelas, terminou em sexto, à frente de Scott McLaughlin, da Penske. Felix Rosenqvist, da Meyer Shank, chegou a ser líder da prova, mas despencou após um furo de pneu na segunda metade da corrida. Ainda assim, o piloto se recuperou e finalizou em oitavo.
Josef Newgarden cruzou em nono, mas recebeu 30s de acréscimo ao tempo final por ter sido punido por toque em Nolan Siegel na curva 5 na volta final. Com isso, Santino Ferrucci, da Foyt, e Kyle Kirkwood, que teve atuação discreta com a Andretti, completaram o grupo dos dez primeiros em Elkhart Lake.

Caio Collet começou a prova muito bem, ocupando a sétima posição e atacando McLaughlin pela sexta colocação. No entanto, viu a Foyt ter paradas ruins nos boxes: no primeiro pit stop, caiu para 22º. Depois, em cada janela de pit stops, perdeu posições e não conseguiu ir além do 16º lugar — conquistou duas posições na volta final, depois da relargada decisiva.
A Indy entra em um fim de semana de folga e retorna entre os dias 3 e 5 de julho, com o GP de Mid-Ohio, na cidade de Lexington. A 11ª etapa da temporada 2027 tem cobertura completa do GRANDE PRÊMIO.
Confira como foi o GP de Road America da Indy
A bandeira verde foi dada às 15h29 (de Brasília, GMT-3). Álex Palou manteve a primeira colocação na curva 1, com Marcus Armstrong ganhando a posição de David Malukas. Caio Collet também largou bem e chegou a estar emparelhado com Marcus Ericsson pela sexta colocação, mas ficou em sétimo, logo à frente de Pato O’Ward, que superou Nolan Siegel, que era o nono após largar em sétimo.
Quem fez um início ruim foi Josef Newgarden, que completou a primeira volta em 23º após largar em 15º. Christian Lundgaard precisou parar nos boxes após acertar Scott Dixon na largada e trocou os pneus duros pelos macios.
No início da terceira volta, Ericsson conseguiu abrir vantagem para Collet e se aproximou de Scott McLaughlin. Na curva 3, o vencedor da Indy 500 de 2022 colocou por dentro e fez a ultrapassagem, assumindo o quinto lugar.
Palou abria caminho na frente na volta 4, com 2s1 de vantagem para Armstrong, que tinha 1s8 para Malukas. Por sua vez, o piloto da Penske não tinha refresco com Rosenqvist, que tinha Ericsson se aproximando cada vez mais. McLaughlin, com pneus macios, passava a perder terreno para Collet, que mantinha O’Ward, Siegel e Dixon logo atrás.

Malukas, também com a gama de compostos menos resistente, passou a adotar uma postura defensiva para segurar Rosenqvist, que vinha com pneus macios. O mesmo fazia McLaughlin com Collet na volta 5, com os pilotos da Penske conseguindo segurar as respectivas posições.
Palou vinha em uma jornada à parte em relação aos demais do grid. Na volta 7, o espanhol fez 1min46s882, enquanto o segundo mais rápido foi Armstrong, que registrou 1min47s144 na mesma volta, abrindo 3s2 de vantagem para o representante da Meyer Shank, que seguia em segundo.
Com dez das 55 voltas completadas, Palou seguia em primeiro, com Armstrong, Malukas, Rosenqvist, Ericsson, McLaughlin, Collet, O’Ward, Siegel e Dixon entre os dez primeiros. Grosjean conseguiu superar Ferrucci e ocupava a 11ª posição. No mais, o grid permanecia praticamente inalterado em relação aos giros anteriores, com exceção de Graham Rahal, que assumiu o 18º lugar ao deixar Louis Foster para trás.
Collet seguia bem próximo de McLaughlin, mas não conseguia se aproximar o suficiente para tentar a ultrapassagem na volta 11, mesmo giro em que a janela de pit stops foi aberta, com Will Power e Foster indo aos boxes.
Rosenqvist, enfim, conseguiu ultrapassar Malukas. O piloto da Meyer Shank aproveitou a longa reta para mergulhar na curva 1 e assumir o terceiro lugar. Logo atrás, Collet atacou McLaughlin, com ambos ficando lado a lado por algumas curvas, mas o neozelandês conseguiu se defender.

No giro seguinte, Collet mergulhou na curva 3 e passou o neozelandês, mas o brasileiro escorregou na retomada e levou o troco de McLaughlin na volta seguinte. Com isso, tornou-se presa de O’Ward, que ganhou o sétimo lugar. Em seguida, o #4 foi aos boxes, assim como Palou, Armstrong, Malukas, Grosjean, Hauger, Kirkwood e Rossi. A Foyt fez uma parada muito ruim, com problemas na hora de reabastecer, jogando Collet para a 22ª posição.
A bandeira amarela veio na sequência, na volta 15, quando a roda traseira esquerda de Grosjean se soltou na curva 3. O francês, com três pneus, conseguiu voltar aos boxes. Logo que foi acionado o safety-car, alguns carros estavam realizando as primeiras paradas, mas sem a clareza se o pit-lane estava aberto ou não. Naquele momento, Rosenqvist, que tinha parado nesse instante, era o líder, atrás de Newgarden, que não fez a parada. Palou, Ericsson, Simpson, VeeKay, Armstrong, Dixon, O’Ward e Siegel fechavam o top-10. Collet era o 22º.
Os boxes foram reabertos na abertura da volta 17, o que levou Newgarden, Schumacher, Robb, Collet, Lundgaard, Dixon, Simpson, VeeKay e Ferrucci aos boxes.
Com essas paradas, o top-10 ficou com Rosenqvist, Palou, Ericsson, Armstrong, O’Ward, Siegel, Malukas, McLaughlin, Rasmussen e Power. Collet subiu para 17º, apesar da segunda parada nos boxes, contando com punições de Dixon, por ter entrado com o pit fechado, e Schumacher, que excedeu o limite de velocidade na parada.
A relargada veio no início da volta 20, com Rosenqvist saindo muito bem e mantendo a primeira colocação, enquanto O’Ward tentou ultrapassar Armstrong, que se defendeu na curva 1. Collet também largou bem e logo superou Newgarden. O restante da volta foi dividido entre atacar Foster e evitar as investidas de Lundgaard, na disputa pela 14ª posição.
Na volta 22, Dixon e Schumacher receberam outra punição por terem feito novas paradas durante a reordenação do grid sob bandeira amarela.
Enquanto isso, Rosenqvist mantinha a liderança com pneus macios, mas tinha Palou, com os duros, em seu encalço. Ericsson, Armstrong e O’Ward vinham logo atrás, com Siegel, Malukas, McLaughlin, Rasmussen e Power completando o top-10. No mesmo giro, Lundgaard superou Collet, Foster e Rahal para assumir o 13º lugar. Em seguida, Foster teve de ceder duas posições por ter movido mais de uma vez na defesa de posição contra o brasileiro.

Lundgaard continuou sua escalada, superando Kirkwood na volta 26 para assumir a 12ª colocação. O dinamarquês se beneficiava de ter mais push-to-pass disponível por não ter utilizado o recurso no início da prova, quando precisou parar cedo nos boxes por conta da asa danificada.
Armstrong chegou de vez para disputar a terceira colocação com Ericsson. Os dois chegaram a ficar lado a lado na segunda grande reta do circuito, mas o sueco conseguiu se defender na volta 27 ao adotar o traçado defensivo, o que trouxe O’Ward para a disputa.
Palou abriu a segunda janela de pit stops na volta 29, trazendo Power e McLaughlin com ele. No entanto, o espanhol excedeu o limite de velocidade nos boxes e recebeu uma punição de drive-through. Para piorar, o #10 retornou à pista disputando posição com Grosjean, que não facilitou sua vida.
A bandeira amarela apareceu no fechamento da volta 30, com Rasmussen parando na reta principal, bem à frente do responsável pela bandeirada. Mesmo com os boxes fechados, O’Ward precisou fazer sua parada, o que lhe renderia uma punição de ser reposicionado atrás de todos os carros ao fim da fila.
Rosenqvist, Ericsson, Siegel, McLaughlin, Lundgaard, Kirkwood, Collet, Ferrucci e VeeKay apareciam entre os primeiros colocados. Entre os que já haviam parado, Armstrong ocupava a 13ª posição.
Os boxes foram abertos na volta 32, levando muitos pilotos para suas paradas, inclusive Collet, que viu a Foyt fazer uma parada melhor para o companheiro de equipe, que retornou à frente.
Com isso, Armstrong, Malukas, Rossi, Power, Rahal, Simpson, Foster, Palou, Grosjean e Schumacher formavam o top-10 para a relargada. Collet aparecia na 18ª posição.

Armstrong manteve a primeira posição na relargada, mas apenas a liderança teve um momento de tranquilidade. Grosjean quase acertou Palou, enquanto Ericsson escapou da pista algumas vezes e Rosenqvist sofreu um pneu furado. Porém, a volta 33 não foi completada em bandeira verde por conta de um pedaço de carro que ficou na pista.
A relargada veio na abertura da volta 36, com Armstrong mantendo a liderança, enquanto Palou superou Foster e assumiu o sétimo lugar. Na sequência, o espanhol partiu para cima de Simpson, que fez jogo duro na disputa pela sexta posição. Mais à frente, Rahal armou o bote e superou Power para assumir o quarto lugar. No início do giro seguinte, o caimanês manteve o embalo e desbancou o #26 da Andretti na curva 1 da volta 37.
Na abertura da volta 38, Lundgaard subiu para oitavo ao deixar Foster para trás, enquanto Siegel superou Grosjean e entrou no top-10. Power e Palou travaram uma boa disputa pelo sexto lugar, com o espanhol conseguindo efetuar a ultrapassagem após três curvas. Ao mesmo tempo, enquanto tentava superar Ericsson, Collet perdeu a 16ª posição para Rosenqvist.
A volta 41 abriu a janela derradeira de pit stops, com Ericsson e Schumacher indo aos boxes. Ao mesmo tempo, os cinco primeiros colocados — Armstrong, Malukas, Rossi, Rahal e Simpson — registravam suas melhores voltas da corrida.
Rossi, Simpson, Palou, Foster, Kirkwood e Hauger foram aos pits na volta 42. Na saída, o espanhol conseguiu retornar à frente de Rossi em uma disputa na curva 1, que ainda viu Simpson permanecer à frente dos dois. Armstrong, Malukas, Rahal, Power, Siegel, McLaughlin e VeeKay entraram no giro seguinte. Para não perder tempo, o #10 utilizou a área de escape da curva 1 para conseguir voltar à frente do #6 da McLaren.
Grosjean e Collet pararam na volta 44, enquanto Lundgaard, Ferrucci, Rosenqvist, Dixon e Newgarden se mantinham na pista, ocupando as cinco primeiras posições. O dinamarquês da McLaren seguia em uma sequência de voltas rápidas, enquanto Ferrucci realizava sua derradeira parada.
Lundgaard foi aos boxes no giro 45 e colocou pneus macios novos para o trecho final da corrida, retornando atrás de Armstrong e à frente de Malukas. No entanto, o piloto da Penske conseguiu a ultrapassagem na curva 3, mesmo passando por um trecho de grama ao ser espremido na reta.
Rosenqvist e Dixon pararam em seguida, deixando a liderança para Newgarden, que tinha O’Ward logo atrás. No entanto, ambos ainda precisavam fazer sua última parada nos boxes.
Com oito voltas para o final, Newgarden e Pato foram para as paradas derradeiras, deixando Armstrong, Malukas, Lundgaard, Rahal, Power, Simpson, Palou, Rossi, McLaughlin e Siegel no top-10. No mesmo giro, Grosjean superou Collet e assumiu o 19º lugar.
No giro seguinte, com pneus macios, Lundgaard se aproveitou e tomou a segunda colocação, buscando Armstrong, que tinha 4s de vantagem naquele momento.
Depois que despachou Malukas, Lundgaard começou a tirar a diferença para Armstrong, baixando da casa de 3s com quatro voltas para o final. Na volta 52, o dinamarquês assumiu a liderança após ver o neozelandês ficar lento na pista, perdendo muito ritmo — até vir o estouro do motor no início do giro seguinte, trazendo a bandeira amarela.
A relargada veio junto com a bandeira branca. Lundgaard segurou Malukas, com Power superando Rahal pela terceira posição. Na curva 5, Newgarden e Siegel se tocaram, com o piloto da McLaren rodando por ali. Em seguida, Power errou no miolo do circuito, deixando o #15 da RLL vir para terceiro. O australiano tentou dar o troco, mas tocou no adversário, causando a bandeira amarela e o fim da prova. Lundgaard venceu, com Malukas e Power no pódio. Simpson ficou em quarto, seguido de Palou, Rossi, McLaughlin, Rosenqvist, Ferrucci e Kirkwood.
Indy 2026, resultado completo do GP de Road America:
| 1 | Christian LUNDGAARD | McLaren Chevrolet | 1h51min06s443 | 55 voltas |
| 2 | David MALUKAS | Penske Chevrolet | +0.624 | |
| 3 | Will POWER | Andretti Honda | +1.557 | |
| 4 | Kyffin SIMPSON | Ganassi Honda | +2.310 | |
| 5 | Álex PALOU | Ganassi Honda | +2.968 | |
| 6 | Alexander ROSSI | Carpenter Chevrolet | +4.583 | |
| 7 | Scott MCLAUGHLIN | Penske Chevrolet | +4.641 | |
| 8 | Felix ROSENQVIST | Meyer Shank Honda | +5.439 | |
| 9 | Santino FERRUCCI | Foyt Chevrolet | +7.452 | |
| 10 | Kyle KIRKWOOD | Andretti Honda | +7.858 | |
| 11 | Scott DIXON | Ganassi Honda | +8.356 | |
| 12 | Pato O’WARD | McLaren Chevrolet | +9.091 | |
| 13 | Marcus ERICSSON | Andretti Honda | +10.019 | |
| 14 | Louis FOSTER | RLL Honda | +10.819 | |
| 15 | Romain GROSJEAN | Dale Coyne Honda | +11.658 | |
| 16 | Caio COLLET | Foyt Chevrolet | +12.121 | |
| 17 | Mick SCHUMACHER | Dale Coyne Honda | +12.352 | |
| 18 | Rinus VEEKAY | Juncos Chevrolet | +13.141 | |
| 19 | Sting Ray ROBB | Juncos Chevrolet | +13.750 | |
| 20 | Dennis HAUGER | Dale Coyne Honda | +14.666 | |
| 21 | Nolan SIEGEL | McLaren Chevrolet | +19.807 | |
| 22 | Josef NEWGARDEN | Penske Chevrolet | +36.776 | |
| 23 | Graham RAHAL | RLL Honda | +1 volta | NC |
| 24 | Marcus ARMSTRONG | Meyer Shank Honda | +2 voltas | NC |
| 25 | Christian RASMUSSEN | Carpenter Chevrolet | +26 voltas | NC |
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