A silly season da Indy ganhou um novo ingrediente nesta semana com o indicativo de que Yuki Tsunoda teria conversado com a Meyer Shank para a temporada 2027. Entretanto, o japonês mantém certa reticência em relação à mudança, que segue como plano B, pois o piloto ainda avalia o mercado da Fórmula 1 para 2027, soube o GRANDE PRÊMIO.

A equipe que cuida da carreira de Tsunoda sondou o mercado da Indy nos últimos meses, mas tem visto um certo entrave na migração para a categoria norte-americana: o aporte financeiro proveniente dos patrocinadores. Como já noticiado pelo GRANDE PRÊMIO, a vaga da Meyer Shank tem sido sondada por pilotos com capacidade para aportar até US$ 15 milhões (R$ 77,9 milhões), um valor muito fora da realidade para uma equipe que ainda não é de ponta na categoria.

O próprio japonês admitiu as conversas durante a entrevista coletiva acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO em Zandvoort. Tsunoda reconheceu nesta quinta-feira (20) que “não pretende ficar dois anos parado em uma garagem” e admitiu que conversa sobre a possibilidade de ir à Indy, mas sem dar detalhes.

Mike Shank, sócio da Meyer Shank ao lado de Jim Meyer e Helio Castroneves, revelou no mês passado que a equipe possuía uma lista de 12 nomes com os quais conversava. Entre eles estavam Tsunoda e também Caio Collet, que admitiu ao Sprint GP, programa semanal do GRANDE PRÊMIO, que não conversa mais com o time de Pataskala por divergências financeiras.

Esse funil passa mais pelo aspecto financeiro do que pelo talento na Meyer Shank, assim como em outras equipes, pois se aproxima a estreia do IR-28, carro que a Indy terá a partir da temporada 2028 e que fará com que os times desembolsem um alto valor na aquisição dos novos chassis e peças. Isso pesa menos para as equipes com maior estrutura e capacidade financeira, mas é primordial para as do meio para trás do grid, como é o caso do time comandado por Shank, Meyer e Castroneves, apesar da vitória de Felix Rosenqvist nas 500 Milhas de Indianápolis.

Yuki Tsunoda (Foto: Red Bull Content Pool)

Neste momento, Mick Schumacher aparece como principal candidato à vaga. O alemão teria levantado os valores solicitados pela Meyer Shank com patrocinadores, encontrando um destino para permanecer na Indy, já que não deve continuar na RLL, que venceu um dos três charters e possui contrato com Graham Rahal e Louis Foster para a sequência. Entretanto, outras opções seguem circundado a MSR.

O tempo também prejudica Tsunoda, algo que se repete quando o assunto envolve pilotos oriundos da F1 ou das categorias de base da Europa. Neste período, a Indy se aproxima do fim da temporada, portanto, muitas vagas já estão definidas e as demais caminham para os momentos decisivos, sem poder esperar pela escolha do japonês, que ainda sonha com uma vaga de titular na Fórmula 1 — ainda mais agora que o piloto vai disputar o GP dos Países Baixos no lugar de Liam Lawson, que deixou a Racing Bulls para substituir Isack Hadjar, lesionado, na Red Bull.

Apesar de Tsunoda ter a Honda como aliada, neste momento, a montadora não faria mundos e fundos para concluir a transferência do japonês para a Indy, visto que terá de fazer um alto investimento para alinhar o charter ao qual tem direito a partir de 2028. O intuito é que esse carro seja operado pela Meyer Shank, mas com engenharia totalmente própria, sem estar vinculada à parceria com a Ganassi, o que demanda mais estrutura e, por consequência, investimentos.

A Indy volta neste fim de semana, entre os dias 22 e 23 de agosto, com o GP de Washington, em um circuito de rua montado nas cercanias do Capitólio.

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