Há quase um mês, a Rahal Letterman Lanigan (RLL) anunciou a venda de um charter para a Dreyer & Reinbold Racing (DRR), na primeira negociação do tipo desde que o sistema de franquias foi introduzido na Indy. A movimentação teve enorme repercussão no paddock, mas também deixou algumas lacunas a serem preenchidas, principalmente sobre qual dos três charters da RLL havia sido negociado. De volta à categoria em tempo integral, a DRR adquiriu a vaga do #47, atualmente pilotado por Mick Schumacher, apurou o GRANDE PRÊMIO.

Com a definição, a RLL mantém a estrutura dos #15 e #45, atualmente ocupados por Graham Rahal e Louis Foster. Ambos asseguram que têm contrato para 2027. Ao mesmo tempo, a equipe deve manter uma parceria técnica e operacional com a DRR em torno do terceiro charter na próxima temporada — algo que estaria contemplado na negociação, avaliada em cerca de US$ 13 milhões (R$ 67,5 milhões). A aliança, porém, não significa a permanência de Schumacher, que já procura alternativas para continuar na Indy em 2027. Inclusive, Conor Daly aparece como favorito para a Dreyer & Reinbold.

A RLL, por outro lado, ainda trabalha para que Schumacher termine a temporada de 2026 dentro do Leader’s Circle, ranking que garante uma premiação de US$ 1,65 milhão (R$ 8,6 milhões) aos 22 melhores charters ao fim do campeonato, que fica para a equipe proprietária. Apesar de ter vendido o charter para a DRR, a quantia, importante para o orçamento de 2027, é referente ao resultado obtido em 2026 e permaneceria com a Rahal Letterman Lanigan, apurou o GRANDE PRÊMIO.

Procurado pelo GRANDE PRÊMIO, Chase Selman, chefe de operações da DRR, preferiu não comentar o assunto. “Não estou apto a comentar sobre isso neste momento”, afirmou.

O Leader’s Circle, portanto, ganhou peso adicional para a RLL neste fim de temporada. A permanência entre os 22 primeiros representa uma receita importante justamente em um momento de transição, no qual a equipe se prepara para trabalhar com apenas dois charters próprios a partir de 2027, enquanto mantém a relação com a DRR no terceiro carro.

Mick Schumacher (Foto: IndyCar)

O cenário, no entanto, ainda é pouco animador para a RLL garantir os R$ 8,6 milhões. Schumacher tem vivido uma temporada de altos e baixos — com os baixos predominando de maneira considerável. O alemão apresentou sinais de evolução na segunda metade do campeonato, com direito ao oitavo lugar em Nashville e uma atuação mais competitiva em Portland, mas ainda falha em momentos decisivos, como no acidente sofrido em Markham.

Schumacher ocupa atualmente a 24ª colocação na classificação, 13 pontos atrás de Christian Rasmussen, que aparece em 22º e ocupa a última posição dentro da zona de premiação do Leader’s Circle. Logo atrás do dinamarquês está Caio Collet, 23º colocado com 158 pontos, mantendo-se também na disputa pela permanência entre os 22 primeiros.

A situação coloca as últimas etapas de 2026 como decisivas para a RLL, visto que o desempenho do #47 pode determinar se a equipe conseguirá transformar o resultado esportivo de 2026 em uma receita extra de R$ 8,6 milhões, mesmo depois de já ter negociado o charter que dá origem à premiação.

A Indy volta neste fim de semana, entre os dias 22 e 23 de agosto, com o GP de Washington, em um circuito de rua montado nas cercanias do Capitólio.

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