A Ford admitiu a possibilidade de fornecer motores para a Indy no futuro. O chefe de automobilismo da montadora norte-americana, Mark Rushbrook, reconheceu que a participação na categoria está constantemente em avaliação.

Atualmente, a Indy conta com o fornecimento exclusivo de Honda e Chevrolet — um cenário que permanece intacto desde 2013. Desde então, a chegada de uma terceira montadora se tornou uma prioridade constante e uma promessa recorrente da gestão de Roger Penske desde a aquisição da categoria em 2020.

Nos bastidores, a entrada de uma nova marca seria crucial para ampliar o limite técnico e o suporte aos times, além de aliviar o grid para as 500 Milhas de Indianápolis. Atualmente, Honda e Chevrolet operam no limite de sua capacidade de atendimento, o que tem feito a prova registrar inscrições estagnadas exatamente no número de vagas, sem a realização do tradicional Bump Day, como ocorreu na edição de 2026.

Caso se concretize, a entrada marcaria o retorno da Ford à principal categoria de monopostos dos Estados Unidos. A montadora foi uma das forças históricas da CART e da Champ Car, fornecendo motores de forma ininterrupta até a reunificação com a IRL em 2008, que deu origem à IndyCar.

Vale destacar que a Indy vive um período crucial no aspecto motorização, pois a categoria, além de um novo carro, terá novas unidades de potência a partir de 2028.

Atualmente, Indy tem motores Chevrolet e Honda (Foto: IndyCar)

“Corremos em quase todo lugar, mas analisamos constantemente nosso plano de cinco anos para futuras participações e avaliamos de forma contínua todas as categorias — incluindo a Indy”, reconheceu o dirigente da Ford.

“O fato de estarmos ausentes nesse instante apenas mostra que, até agora, não era o momento certo. No entanto, isso não significa que continuará assim”, encerrou.

Oficialmente, a Indy retorna apenas em 2027, entre os dias 5 e 7 de março, com o GP de St. Pete, que abre a temporada do próximo ano da categoria.