Indy
Rosenqvist agita mercado e pode gerar efeito dominó para temporada 2027 da Indy
Vitória nas 500 Milhas de Indianápolis elevou o status de Felix Rosenqvist no paddock da Indy, despertando o interesse de Andretti e McLaren. Caio Collet também surge como opção para a temporada 2027
Os holofotes da Indy se voltam para Felix Rosenqvist, vencedor das 500 Milhas de Indianápolis. Como se não bastasse a vitória naquela que talvez seja a corrida mais importante do automobilismo, o sueco se tornou peça central da silly season para a temporada 2027, tomando esse posto de Josef Newgarden, que está em seu último ano de contrato com a Penske.
Enquanto a vaga no carro #2 dasegue como uma incógnita para 2027, uma movimentação de Rosenqvist pode causar uma reação em cadeia inesperada na Indy. Em seu último ano de contrato com a Meyer Shank, tudo parecia alinhado para a continuidade da parceria, mas a vitória nas 500 Milhas de Indianápolis fez com que o sueco passasse a ser assediado por outras equipes.
De acordo com a revista norte-americana Racer, Rosenqvist é alvo da McLaren e da Andretti, equipes que possuem poder financeiro muito superior ao da Meyer Shank. A publicação apontou que, em breve, o sueco deve anunciar que não seguirá na equipe. Tony Donohue, insider da Indy, foi além das meras sondagens e cravou que o piloto recebeu uma proposta da equipe de Dan Towriss.
Por outro lado, Meyer Shank e Rosenqvist continuam as conversas para continuarem juntos, apurou o GRANDE PRÊMIO. Mas é sabido que o salário do sueco vai saltar consideravelmente, pois a chancela vencedor da Indy 500 é muito valorizada na categoria.
No entanto, caso as conversas avancem com a Andretti, Rosenqvist assumiria o posto de Marcus Ericsson, que também está em seu último ano de contrato, enquanto Will Power e Kyle Kirkwood possuem vínculos para múltiplas temporadas. A movimentação frearia uma possível promoção de Dennis Hauger, atualmente emprestado à Dale Coyne, além de indicar que o grupo seguiria investindo na tentativa de levar Colton Herta à Fórmula 1, pois não teria vaga para o atual representante da Hitech na F2 voltar ao grupo nos Estados Unidos.

Por outro lado, isso causaria um rebuliço no mercado, afinal, com Rosenqvist na Andretti, um vencedor das 500 Milhas de Indianápolis estaria livre no mercado — Ericsson, no caso. Diferentemente de outros tempos, o ex-piloto da F1 não chegaria acompanhado de um grande pacote financeiro. Vale lembrar que o sueco deixou a Ganassi justamente para deixar de ser piloto pagante e passar a receber um salário compatível com o status de vencedor da prova mais importante da Indy.
Ericsson pode ser uma opção para uma reformulada Juncos em 2027 — ou, quem sabe, uma futura Hollinger Racing. Sabe-se que a estrutura chefiada por Ricardo Juncos recebeu um montante considerável de investimentos de Brad Hollinger, mas o retorno esperado ainda não chegou. Nos bastidores, voltou-se a falar sobre uma possível saída do argentino da equipe, que poderia ser assumida pela Dreyer & Reinbold, algo que vinha sendo discutido antes mesmo da morte de Dennis Reinbold, fundador do time, em parceria com Hollinger. Importante frisar que as escuderias montaram uma parceria no carro #76 de Rinus VeeKay para a disputa da Indy 500.
Agora, caso Rosenqvist opte por um retorno à McLaren, isso pode representar um mercado mais estagnado para 2027. O posto no carro #6 parece ser o mais propenso a mudanças desde o ano passado, com o time chefiado por Tony Kanaan aguardando apenas o término do contrato para dispensar Nolan Siegel. Além disso, essa movimentação fecharia uma porta para uma eventual saída de Newgarden da Penske, já que a outra opção mais forte seria justamente a Andretti — pelo perfil salarial e da própria escuderia, a Ganassi parece ser inviável para o bicampeão da Indy 500.
Falando em McLaren, Caio Collet pode ser um dos candidatos à vaga no #6. É importante destacar que Kanaan foi uma peça importante para levar o brasileiro à Foyt. Além disso, Gastão Fráguas, empresário do piloto, atua como consultor da academia de pilotos da equipe papaia. Outro ponto a ser analisado é o forte respaldo financeiro de que o atual representante da Foyt dispõe, algo que atrai a atenção da maioria das equipes, inclusive da McLaren, que perderá os milhões de dólares aportados pela família Siegel.

A Foyt se mostra muito satisfeita com o desempenho de Collet, que tem apresentado bons resultados, embora, como o próprio brasileiro admite, ainda falte aquele resultado de maior impacto. Entretanto, as movimentações do mercado também o colocam como candidato à Meyer Shank, que pode perder não apenas Rosenqvist, mas também Marcus Armstrong, visto como candidato natural a uma vaga na Ganassi caso Scott Dixon deixe a equipe — as partes ainda não chegaram a um acordo para a renovação contratual.
A Indy entra em um fim de semana de folga e retorna entre os dias 3 e 5 de julho, com o GP de Mid-Ohio, na cidade de Lexington. A 11ª etapa da temporada 2027 tem cobertura completa do GRANDE PRÊMIO.
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