Felix Rosenqvist não poderia escolher uma maneira mais emocionante de vencer as 500 Milhas de Indianápolis. Em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO, o sueco detalhou a última volta e admitiu que já estava conformado com o segundo lugar, mas se surpreendeu com a velocidade que se aproximou de David Malukas. O piloto do #60 também ressaltou que a vontade de triunfar era muito maior que o medo de bater e se machucar.

Rosenqvist fez uma estratégia diferente dos líderes, assumiu a ponta com menos de 20 voltas para o fim, mas viu a bandeira vermelha causada por Caio Collet juntar o grid e colocar Marcus Armstrong e Malukas na briga.

Depois de cair para terceiro na penúltima relargada, o sueco partiu para cima do companheiro de Meyer Shank na última volta e chegou a tocar de leve na entrada da curva 1. Ambos fizeram a volta toda lado a lado, até o #60 sair melhor da última curva, passar Armstrong e Malukas na reta de chegada. Rosenqvist detalhou o giro final e admitiu que estava conformado com a segunda posição.

“Para ser sincero, achei que ia terminar em segundo. Pensei: ‘Que droga, chegamos tão perto de vencer a Indy 500. Foi um bom dia — fizemos o que podíamos’. Não estava acreditando que ia conseguir, mas então mudei para a marcha mais alta e acabei meio que colando em David, e foi o suficiente para me levar à linha de chegada meio palmo à frente dele”, declarou o piloto da Meyer Shank em coletiva acompanhada pelo GP.

Felix Rosenqvist admitiu que estava conformado com segundo lugar na Indy 500 (Foto: Indycar)

Rosenqvist também explicou como foi fazer a última volta inteira fora do traçado ideal e destacou que nunca ficou tanto tempo de pé cravado na linha de fora.

“Honestamente, ainda está tudo meio confuso. Estava com aquele embalo, e pensei: ‘Vou para a linha de fora para aproveitar’. Se alguém se metesse no caminho, era o fim. Mas ninguém se meteu, e consegui ficar por fora o tempo todo, recebendo ao mesmo tempo um vácuo lateral dos outros pilotos”, detalhou.

“Posso afirmar com certeza que a coragem chegou na hora certa. Nunca mantive o pé cravado na linha alta por mais de uma curva. Dar uma volta inteira por fora foi muito legal. É algo praticamente inédito em Indianápolis”, salientou.

Por fim, o sueco destacou que a vontade de vencer as 500 Milhas de Indianápolis era muito maior que o medo de bater e se machucar.

Rosenqvist superou Malukas na linha de chegada (Foto: Indycar)

“É sobre o quanto você quer vencer — é difícil explicar essa sensação, de querer tanto e ter tanta adrenalina que literalmente não me importava se ia bater. Você simplesmente se entrega de corpo e alma. Foi legal que isso tenha sido necessário para triunfar”, ressaltou.

“É algo que nem dá pra imaginar. Foi simplesmente incrível. Vou rever a chegada um milhão de vezes”, completou Rosenqvist.

Indy retorna já no próximo fim de semana, no dia 31, com o GP de Detroit, em circuito montado nas ruas da cidade mais populosa do estado do Michigan, nos Estados Unidos.

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