Uma das grandes notícias dos últimos meses na Indy foi a aquisição por parte da Dreyer & Reinbold de um dos charters da RLL — a primeira negociação desde que a categoria implementou esse sistema, no fim de 2024. Nesta sexta-feira (7), durante entrevista em Portland, Graham Rahal revelou que haverá uma parceria mútua entre as duas equipes na próxima temporada.

Apesar de Rahal não ter confirmado, a DRR, então, deve competir com motores Honda em 2027, seguindo o modelo visto em parcerias técnicas na Indy: as equipes que possuem alianças utilizam o mesmo motor. Com isso, a equipe chefiada por Brett DeBord deixa a parceria com a Chevrolet, montadora que fornecia a unidade de potência para a equipe nas 500 Milhas de Indianápolis.

No fim de julho, em entrevista coletiva acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO, o próprio DeBord fez mistério sobre qual montadora forneceria os motores para a equipe. “Quanto à parceria com uma montadora, ainda não estamos prontos para falar sobre esses detalhes. Tivemos conversas importantes, e essas informações serão divulgadas mais adiante, quando estivermos prontos para fazer os anúncios”, disse presidente da DRR à época.

Desta vez, Rahal, em entrevista ao insider David Land, destacou que a RLL terá “muito trabalho” com a DRR, que volta a disputar a temporada integral da Indy. O piloto não deu mais detalhes, mas acredita que a parceria não vai gerar uma redução de estrutura para 2027 do time.

“Acho que vamos trabalhar muito próximos da DRR, da mesma forma que vocês têm visto. Primeiro de tudo, sou muito próximo do pessoal da Dreyer & Reinbold. Dennis [Reinbold, fundador da equipe e falecido em junho de 2026] significa muito para mim. Ele me deu oportunidades quando ninguém mais acreditava em mim, lá em 2010. Obviamente, corri pela equipe na Indy há alguns anos, mas, além disso, Dennis e eu fomos muito próximos durante muitos anos e compartilhamos muitas coisas em comum, tanto nas corridas quanto nos negócios, com nossas concessionárias. Então, fazer essa parceria com eles foi o encaixe perfeito”, afirmou Rahal.

Conor Daly disputou a Indy 500 de 2026 pela Dreyer & Reinbold (Foto: Indycar)

“Essa conversa começou há bastante tempo. Admito que não fazia ideia de que ela ainda estava acontecendo, porque achei que tivesse morrido. A conversa tinha esfriado e, então, acabamos recebendo a notícia bem tarde. Mas a realidade é que existem muitos pontos positivos para os dois lados: para eles, voltar a competir em tempo integral, contar conosco e, para nós, receber algumas informações da Indy, porque eles têm sido muito fortes na categoria. Então, será uma grande parceria. Vamos trabalhar muito próximos em todos os aspectos”, encerrou Rahal.

A Indy retorna ainda neste sábado (8), a partir das 20h (de Brasília, GMT -3), com a classificação do GP de Portland. A corrida está marcada para este domingo (9), às 17h, com cobertura completa do GRANDE PRÊMIO.

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