Colton Herta ressaltou que o que Álex Palou tem feito na Indy nos últimos anos “é bizarro e inédito” em um grid tão equilibrado. O estadunidense enfatizou que o espanhol sempre tem uma resposta aos críticos e revelou que se tornou um grande fã agora que não está competindo contra ele.

Palou iniciou a carreira na Indy na temporada 2020 com a Dale Coyne. Logo no ano seguinte, fechou com a Ganassi. A partir daí, o espanhol não tomou conhecimento da concorrência: foram cinco títulos nos últimos seis anos.

Herta, que competiu contra o pentacampeão entre 2020 e 2025 antes de migrar para a Fórmula 2, exaltou os feitos de Palou na categoria estadunidense nas últimas temporadas.

“É bizarro. E é algo inédito, especialmente na era moderna, quando as coisas são tão equilibradas. Temos um carro de 14 anos. Você pensaria que, a esta altura, todo mundo já saberia o máximo possível sobre o modelo. E Palou parece se destacar em todos os aspectos — tem uma resposta para todas as críticas que recebe”, declarou Herta em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO.

Álex Palou e Colton Herta dividiram as pistas da Indy entre 2020 e 2025 (Foto: IndyCar)

“Sou um grande fã do Álex agora que não estamos correndo um contra o outro. Gosto muito de acompanhar pela televisão. Mas esperamos que chegue o momento em que eu possa voltar e tentar derrotá-lo, porque ele tem feito isso comigo há muito tempo”, salientou.

Questionado se descobriu o motivo de Palou ser tão dominante na Indy, o californiano ressaltou que a categoria não é como a Fórmula 1, que tem câmeras onboard em todos os carros do grid. Por isso, nunca foi possível estudar o rival, já que a telemetria também é limitada.

“Nós não estudamos uns aos outros porque não é como na Fórmula 1. Não podemos ter os onboards das outras equipes. Os dados de GPS que temos são muito limitados. Então, o que você pode fazer é assistir às transmissões pela televisão. E eles não têm um equipamento oficial de onboard. Nem todos os carros têm, ao contrário da F1. Você precisa pagar por isso e Álex nunca teve um”, detalhou, antes de explicar como Palou sempre tem um jeito de retrucar os críticos.

“O principal é que, sempre que as pessoas o criticam, Palou tem uma resposta. Ele conquistou o primeiro campeonato e era muito ruim nos ovais. No ano seguinte, passou a vencer neste tipo de circuito. Depois, ganhou as 500 Milhas de Indianápolis e triunfou várias vezes em ovais. Então, é muito impressionante. É um bom amigo e um bom competidor. Gosto muito de correr contra ele e desejo o melhor”, exaltou.

Colton Herta (Foto Reprodução)
Colton Herta destacou como Álex Palou calou os críticos (Foto: Reprodução)

Por fim, Herta relembrou que foi no GP de Road America 1 de 2020 que notou que Palou era diferenciado dos demais pilotos do grid.

“A primeira vez que percebi que Palou seria bom foi na temporada de estreia, em 2020, quando ele estava na Dale Coyne. Pude notar que talvez o carro não fosse o melhor. Isso aconteceu em Road America, acho que o primeiro pódio dele. Eu estava em terceiro e ele em quarto. Ele estava atrás de mim e era muito bom nas relargadas. Tivemos duas ou três, e Álex sempre me acompanhava. Eu me defendi muito bem, mas não havia nada que eu pudesse fazer e fui ultrapassado”, recordou.

“Depois, Álex foi para a Ganassi no ano seguinte e conquistou o campeonato, na segunda temporada na Indy. Acho isso muito impressionante. Provavelmente foi uma das épocas mais difíceis para vencer na categoria, porque os carros são muito semelhantes e usamos esse mesmo modelo há muito tempo“, completou.

A próxima etapa da Indy será apenas em 2027 — o GP de São Petersburgo abre a temporada do ano que vem entre os dias 5 e 7 de março.