Alexander Dunne teve o primeiro contato com um carro da Indy no teste da última segunda-feira (26) no Alabama. O irlandês aprovou a experiência no Barber Motorsports Park pela Dale Coyne. Apesar de ressaltar que a prioridade continua sendo a Fórmula 1, admitiu que tem poucas chances de conquistar uma vaga no grid em 2027. Por isso, colocou a categoria estadunidense como segunda opção e enfatizou que sempre teve interesse.
A Dale Coyne surpreendeu ao escalar Dunne ao lado de Nikita Johnson para o teste no Alabama. O irlandês, que é o terceiro colocado na temporada 2026 da Fórmula 2, teve 1min07s674 como melhor marca ao longo das 55 voltas no turno da manhã e terminou atrás apenas de Hunter McElrea, que liderou a sessão com o tempo de 1m07s557.
O irlandês ainda tem como prioridade uma vaga na F1, mas entende que não será fácil chegar à principal categoria do automobilismo. Por isso, já colocou a Indy no radar — o próprio Dale Coyne, que não definiu a dupla para a temporada 2027, tem bastante interesse na contratação de Dunne.
“Gostei bastante do que vi até agora. A Indy sempre foi uma categoria que me interessou. Naturalmente, com a trajetória que trilhei e o que conquistei, o objetivo sempre será ser piloto de Fórmula 1. Mas acho que chega um momento em que, realisticamente, essa chance se torna mais difícil, e sempre disse que a melhor opção seguinte para mim e aquela em que eu mais gostaria de pilotar sempre foi a Indy“, declarou Dunne ao portal Racer.

“Ter finalmente a oportunidade de vir aqui, testar o carro com Dale e conversar um pouco com ele foi muito legal para mim. Adorei cada segundo. Para ser sincero, trabalhar com todos foi muito bacana. A Indy parece ser uma categoria excelente. Obviamente, ainda não corri nela – pelo menos não ainda – mas pelo que tenho visto, e tenho tentado acompanhar de perto nos últimos anos e assistir ao máximo de etapas possíveis, é uma categoria que realmente promove o estilo clássico, corridas boas e disputadas, que, como piloto, é o que você quer”, enalteceu.
O irlandês também detalhou a pilotagem do carro da Indy e enfatizou que é bastante diferente do que está acostumado na Fórmula 2. Além disso, elogiou o traçado do Barber Motorsports Park.
“Para ser sincero, o carro era muito legal. Sem dúvida, tinha bem mais potência e muito mais pressão aerodinâmica do que estou acostumado, e a pista também era muito boa. É definitivamente um pouco mais à moda antiga, onde você não tem muita área de escape. O carro nessa pista dá a sensação de estar em uma montanha-russa. No geral, foi ótimo e me senti à vontade bem rápido”, exaltou.
Caso Dunne decida se transferir à Indy, terá de passar pela mesma avaliação realizada por Josh Pierson para obter autorização para pilotar na categoria. Depois de elogiar o carro, Alexander também enalteceu o calendário da competição.

“Sou um grande fã do calendário como um todo. Na maioria das pistas, nunca pilotei nelas na vida real, mas passo muito tempo no meu simulador em casa, então, sei onde a maioria delas fica. No geral, todas parecem muito legais. Para mim, circuitos de rua são algo que eu particularmente gosto. Estar no limite e ficar bem perto dos muros na volta de classificação é uma sensação que sempre me deu muita satisfação”, salientou.
Por fim, o irlandês comentou o desafio de correr em circuitos ovais. “Obviamente, não é algo que eu tenha feito, e acho que também não é algo que deva ser subestimado. Pode parecer bastante simples a olho nu, mas imagino que, quando se analisa os detalhes, há muitas coisas que um piloto pode fazer para fazer a diferença. Sempre gostei de curvas de alta velocidade, e é isso que um oval representa até certo ponto. Então, acho que, assim que eu me acostumar, devo me sair muito bem”, completou.
Oficialmente, a Indy retorna apenas em 2027, entre os dias 5 e 7 de março, com o GP de St. Pete, que abre a temporada do próximo ano da categoria.