Fernando Alonso celebrou a confirmação de Barcelona como sede de uma das etapas da temporada 2027 da Indy e projetou um evento histórico. Além disso, o bicampeão da Fórmula 1 destacou que o circuito é fundamental para o automobilismo espanhol.

Na última sexta-feira (23), a Indy oficializou a ida à Espanha em um acordo plurianual, além da segunda metade do calendário de 2027. A última vez que a categoria correu na Europa foi em 2007, ainda nos tempos de Champ Car, com uma etapa em Assen, nos Países Baixos. Já a corrida mais recente fora da América do Norte foi em 2013, no circuito de rua de São Paulo.

Alonso, que pode pintar no grid da etapa como piloto convidado, destacou a importância de ter um circuito permanente em Barcelona e ressaltou que a corrida da Indy será histórica.

“Acho que vai ser bom. Obviamente, é um evento histórico para o nosso país e para Barcelona. Essa é a vantagem de ter um circuito permanente: você tem a oportunidade de fazer testes em qualquer dia do ano. Mas também de sediar corridas aqui e ali. Realizaram a corrida do WEC [Mundial de Endurance] na semana passada. Agora é a vez da Indy, depois vem a MotoGP. É por isso que, quando comparamos pistas de rua com os autódromos convencionais, essa é a maior vantagem”, exaltou.

Fernando Alonso projetou evento histórico da Indy em Barcelona (Foto: IndyCar)

O bicampeão também enfatizou que o circuito catalão é essencial para o esporte a motor espanhol, já que é capaz de receber várias categorias. “É por isso que Barcelona é fundamental para o automobilismo na Espanha. Não podemos sobreviver sem essa pista. Para as categorias de base, para as pessoas que vão testar os carros pela primeira vez. FREC, Fórmula 3, Moto3. É preciso ter um circuito onde se possa ir. A Indy é mais um exemplo de como temos sorte”, salientou.

Por outro lado, o espanhol fez um alerta sobre os custos elevados da viagem dos Estados Unidos ao continente europeu e indicou que a categoria deve realizar a maioria das corridas em solo estadunidense.

“A Indy é muito específica para o mercado americano. Uma das coisas que mais prejudicam os pilotos e as equipes na F1 é o custo, que fica muito alto quando se viaja pelo mundo. Então, há benefícios e desvantagens”, apontou.

“Acho que eles precisam mantê-la de alguma forma nos Estados Unidos. E ter uma ou duas corridas [na Europa]. Mas não creio que vão continuar indo para outros lugares”, finalizou.

Oficialmente, a Indy retorna apenas em 2027, entre os dias 5 e 7 de março, com o GP de St. Pete, que abre a temporada do próximo ano da categoria.