Últimas Notícias
Categorias Motociclismo
Categorias Endurance
Categorias Turismo
Outras Categorias
Mais segurança e sem DRS: o que Indy planeja para novo carro em 2028

Indy

Mais segurança e sem DRS: o que Indy planeja para novo carro em 2028

CEO da Indy, Mark Miles admitiu que IR28 seguirá essência do modelo atual, mas projeta "visual interessante e melhores corridas"

Daniel Balsa

Publicado em

A temporada de 2028 promete ser histórica para a Indy. Caso o cronograma seja cumprido, a categoria terá um novo chassi após 16 anos — o último lançamento foi o DW12, introduzido em 2012 —, que rejeitou o DRS e vai manter o carro sem direção assistida. Mark Miles, CEO da Penske Entertainment, destacou que o objetivo é ter um visual interessante, aumentar a segurança e melhorar as corridas. Ainda assim, o futuro chassi manterá a essência do modelo atual.

Durante as conversas iniciais entre equipes e Indy, duas correntes surgiram de imediato: havia chefes de equipe que defendiam um caminho mais radical, com um design mais futurista, enquanto outros dirigentes sustentavam a ideia de seguir a linha do DW12, com o intuito de aproveitar algumas peças do chassi atual. O desenvolvimento caminha para essa segunda opção.

“Os principais objetivos na criação de um novo chassi incluem um visual interessante. Incluem maior segurança e algumas maneiras diferentes de melhorar ainda mais as corridas, que já consideramos excelentes, mas isso sempre será uma prioridade”, disse Miles à Racer.

“Essas são realmente as prioridades. Obviamente, em tudo o que se pensa, existe uma relação custo-benefício. Portanto, a prioridade número #1 não é ver o quão barato podemos fazer, mas os valores serão uma consideração à medida que as coisas forem sendo desenvolvidas com mais precisão”, completou o dirigente da Indy.

Mark Miles, CEO da Penske Entertainment (Foto: IndyCar)

Diretor de desenvolvimento aerodinâmico da Indy, Tino Belli está à frente da parte técnica da categoria no desenvolvimento em conjunto com a Dallara, liderada pelo diretor-técnico Aldo Costa, ex-engenheiro da Ferrari na F1. O trabalho tem como foco manter níveis aerodinâmicos semelhantes aos dos carros atuais, porém com menos componentes e maior faixa de ajuste para as equipes.

“Não veremos aquele downforce extremo dos kits. O foco agora é reduzir o arrasto e melhorar a qualidade das disputas, especialmente para carros que estão no meio do pelotão”, afirmou Mark Sibla, vice-presidente de competição e operações da Indy, à Racer.

Acima deles neste organograma estão Miles; Rich Shearing, chefe de operações da Penske Automotive — adicionado ao projeto como uma espécie de consultor para tornar o carro mais relevante para as montadoras —; Doug Boles, presidente da Indy; e o próprio Sibla. No entanto, apesar de não figurar formalmente nesse organograma, Miles admitiu que Roger Penske, dono da categoria, tomará “muitas decisões”.

O futuro carro da Indy será o primeiro projetado já com a integração do aeroscreen — o dispositivo de proteção da cabeça dos pilotos entrou na categoria apenas em 2020, oito anos após o DW12 estrear nas pistas. Essa integração representa um ganho considerável tanto em segurança quanto em eficiência aerodinâmica.

Roger Penske e Doug Boles, presidente da Indy (Foto: IndyCar)

Esse fator pode contribuir para a meta de reduzir entre 36 kg e 45 kg em relação ao carro atual, que chega a 907 kg com tanque cheio, sem comprometer os padrões de segurança. A caixa de câmbio também deve colaborar nesse processo, já que a nova peça desenvolvida pela Xtrac pode ser entre 9 kg e 11 kg mais leve do que a atual. Por outro lado, o sistema híbrido pode representar um peso adicional, pois a Indy estuda ampliar o número de capacitores, permitindo descargas de energia mais longas e potentes.

Outra definição importante é a manutenção da ausência de direção assistida, algo tradicional na Indy, que a torna praticamente a única categoria de grande relevância a seguir esse caminho. O DRS, por sua vez, foi descartado após testes preliminares indicarem que o sistema não apresentava a eficácia esperada.

A suspensão dianteira seguirá o conceito atual, enquanto a traseira ainda está em discussão. Já os amortecedores devem sofrer restrições, com a possibilidade de adoção de uma solução padronizada para reduzir custos.

As rodas passarão a ser de alumínio e estão previstas para estrear em 2027. Apesar de manterem peso semelhante ao das atuais, feitas de magnésio, serão mais duráveis e seguras. A Indy também estuda a introdução de freios traseiros menores.

Por fim, o custo estimado para o chassi da Indy está entre US$ 800 mil e US$ 1 milhão (entre R$ 4,3 milhões e R$ 5,42 milhões, na cotação atual), valor semelhante ao praticado atualmente.

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2
LEIA MAIS: FIA amplia pontuação da Indy e facilita caminho para obtenção da superlicença na F1

Navegue pelos Temas