Marcus Ericsson admitiu que a passagem pela Andretti tem sido inconsistente na Indy, distante de repetir os bons resultados alcançados na Ganassi até 2023. Entrando no último ano de contrato, o sueco reconheceu que precisa apresentar melhor desempenho para continuar na equipe em 2027 e ressaltou, em entrevista coletiva acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO, que pilota melhor sob pressão.
Ericsson chegou à Andretti após boas temporadas pela Ganassi, onde disputou o título e venceu as 500 Milhas de Indianápolis de 2022. Nas últimas duas temporadas, porém, o carro #28 conquistou apenas um pódio — o segundo lugar no GP de Detroit de 2024. Na Indy 500 do ano passado, Ericsson cruzou a linha de chegada na segunda posição, mas acabou desclassificado por irregularidade técnica.
“Temos picos de desempenho, mas precisamos encontrar consistência. Esse é o maior desafio que temos como equipe. Quando é o nosso dia, podemos vencer qualquer um. Mas precisamos ter mais dias assim”, disse Ericsson.
“Temos sido inconsistentes demais, especialmente com o carro #28. Oscilamos muito. Esse é um dos principais pontos de foco para nós como equipe, mas também para mim e para o meu grupo: encontrar consistência em circuitos de rua, mistos, ovais curtos e superspeedways. Precisamos achar uma regularidade para estar sempre andando na frente, e é aí que o [Álex] Palou e esses caras se ajustam muito, muito bem”, completou.

Ericsson já vê uma sombra sobre a vaga no #28. A Andretti tem apoiado Dennis Hauger, campeão da Indy NXT em 2025, que vai estrear na Indy pela Dale Coyne, equipe que recebe apoio técnico do grupo liderado por Dan Towriss. Ainda assim, o sueco destacou que costuma render bem sob pressão.
“É assim que funciona. Posso falar o quanto quiser fora da pista, mas são os resultados que importam. Preciso focar nisso e estar no nível que já mostrei que posso alcançar: andando na frente, vencendo corridas e lutando com os melhores. Essa é a mentalidade para este ano”, afirmou Ericsson.
“Ao longo de toda a minha carreira, sempre performei melhor quando há muita pressão, e acho que é por isso que vou tão bem nas 500 Milhas de Indianápolis, porque é a prova de maior pressão do ano. Tenho um bom pressentimento. Agora é só mostrar na pista do que sou capaz”, encerrou.
A temporada 2026 da Indy tem início no dia 1 de março, com o GP de St. Pete, no circuito de rua montado na cidade localizada na Flórida.
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