O contrato do GP de Nashville com a Indy termina neste ano e a continuidade do circuito no calendário da categoria ainda é incerta. Isso porque parte do traçado será destruído para a construção do estádio do Tennessee Titans, franquia de futebol americano que disputa a NFL (National Football League), o que obrigará os organizadores estudarem um novo percurso para a permanência da prova no município.
Atualmente, parte do traçado fica em torno de onde será construído a futura casa dos Titans – que está orçada em US$ 2,1 bilhões (aproximadamente R$ 10,5 bilhões) e que deve ser concluída em 2027. O início das obras se dará em 2024 e com isso as ruas do entorno, onde ficam a reta para a linha de chegada e os paddocks, serão interditadas ou até mesmo destruídas. A alternativa, segundo o CEO do GP de Nashville, Jason Rittenberry, será fazer um novo percurso na região central da cidade.
“Estávamos preparados para isso. Estamos planejando com Tony Cotman [designer de circuitos]. Eu e a Indy nos reunimos, discutimos e trabalhamos em um plano para 2024 e os anos seguintes. Estamos no processo de assinar uma extensão de três anos com a Indy, então continuaremos a corrida e será um novo traçado, ainda no centro de Nashville”, contou Rittenberry, em entrevista à revista RACER.
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Os estudos para o novo percurso contam com o apoio da prefeitura, que vê o evento como uma oportunidade de progredir economicamente e assim tornar a capital do estado de Tennessee um importante ponto esportivo. Este projeto não é recente, visto que os próprios Titans se transferiram de Houston no fim dos anos 90, convencidos pelas promessas feitas pelo poder público.
“O estádio e a construção obviamente vão tornar as coisas um pouco mais desafiadoras para nós. Mas temos total apoio da prefeitura, do prefeito e estamos avançando. A boa notícia é que a corrida não vai a lugar algum. A cidade nos quer aqui, a Indy quer estar aqui e queremos continuar promovendo este evento, então não vamos a lugar algum. Vamos apenas tornar as coisas um pouco mais emocionantes no futuro”, disse o CEO do GP de Nashville.
Rittenbery ainda revelou que os estudos para o novo traçado já iniciaram e vão levar em consideração a mobilidade local – a fim de que não seja afetada pelas adaptações necessárias para a realização da corrida.
“Quais ruas são largas o suficiente? Qual é o potencial de impacto para as empresas que estão nessas ruas? Estamos muito cientes de todas essas coisas, porque tentar fazer com que a cidade nos permita fechar as ruas envolve mais do que apenas a corrida. As coisas vão ser um pouco mais fáceis desta vez porque agora as empresas estão recebendo as multidões, porque trazemos as pessoas para a cidade e então elas [as empresas] estão felizes da corrida acontecer em seus negócios”, ponderou Rittenbery.

“Portanto, olhando para as possibilidades do centro de Nashville, como você pode imaginar, existem muitas oportunidades. Quando começamos o layout, [notamos que] temos de nos certificar de mantê-lo na distância que a Indy aprovaria. E então, Tony [Cotman] dirige pelas ruas e olha para as curvas e vê quais revisões devem ser feitas ou qual construção teria de ser feita para fazer as curvas e o raio funcionarem”, continou.
“Há apenas um milhão de coisas que temos de levar em consideração para definir o traçado, mas Tony é o melhor e é por isso que o contratamos e a Indy confia nele. Já nos reunimos com a cidade, com o prefeito e analisamos possíveis novos projetos. Estamos muito confiantes de que chegaremos a um que todos aprovem e estejam entusiasmados, porque a corrida não vai a lugar algum”, finalizou.
De acordo com o CEO, novos detalhes devem ser divulgados antes do GP de Nashville deste ano, que acontecerá nos dias 4 a 6 de agosto – a 13ª etapa da temporada. Antes disso, é necessário fechar alguns acordos e ter a pré-aprovação tanto do município, quanto da Indy.
O circuito urbano de Nashville estreou na categoria em 2021 e foi vencido por Marcus Ericsson. No ano passado, Scott Dixon subiu ao lugar mais alto do pódio. A etapa veio para substituir o antigo circuito oval da cidade, que recebeu a Indy de 2001 a 2008 e experimentou uma queda na promoção de grandes eventos automobilísticos (como Indy e Nascar), a ponto de ser vendido e depois reformado.