Em uma corrida marcada pela estratégia e por muitas bandeiras amarelas, Pato O’Ward prevaleceu. Se ele chegou na semana passada ainda sem vencer em 2025, já são dois triunfos para o mexicano da McLaren, que tem a difícil missão de descontar 99 pontos nas quatro corridas finais da temporada. Possível? Não muito. Mas a chance está ali.

O’Ward fez uma classificação abaixo da média, classificando apenas em 10º, reclamando muito do desempenho dos pneus macios. Logo, a estratégia era de descartar os compostos logo no início para calçar os pneus duros. As primeiras bandeiras amarelas foram muito a favor de Pato, que conseguiu dar o drible em Colton Herta, que largou da pole-position.

A missão passou a ser contra Álex Palou, que largou de pneus duros e fez um primeiro stint que tinha todo o potencial de ser espetacular. Porém, as circunstâncias de Toronto impediram uma oitava vitória do espanhol. As bandeiras amarelas prejudicaram a estratégia. Quando foi forçado a parar, acabou voltando no meio do pelotão e não conseguiu sair de lá. Um domingo bem abaixo da média para o espanhol.

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Pato O’Ward (Foto: IndyCar)

Agora, a distância volta para 99 pontos. Não é matematicamente possível, por exemplo, ver Álex campeão já na próxima etapa, em Laguna Seca. Talvez a distância nem seja justa por tudo que o espanhol vem construindo em 2025: ele merece mais. Mas se a Ganassi se equivocou em Toronto, não pode se equivocar de novo? Ainda mais com dois ovais ainda na temporada?

A missão de Pato é difícil. E, convenhamos, com Laguna Seca e Portland pela frente, é mais possível que Álex volte a abrir vantagem do que aqueça este campeonato. Mas, é fato de que nem tudo é perfeito na Ganassi. Porém, para O’Ward buscar este título, ele precisa ser mais do que perfeito nas quatro etapas finais e torcer pelos infortúnios do espanhol.

Além disso, Toronto trouxe um pódio para Rinus VeeKay. O neerlandês ficou muito tempo largado em uma Carpenter que não apresentava um pingo de evolução. Por incrível que pareça, se encontrou bem na…Dale Coyne, que teve 9 pilotos em 2 carros na temporada passada. Rinus tem nível para mais e está entregando muito bem. O pódio é mais do que merecido.

Quem também merece uma menção é Kyffin Simpson. É certo que todo mundo torceu o nariz quando foi promovido para a Indy. E a torção ficou maior ainda quando o caimanês garantiu um dos charters do time para 2025, deixando Linus Lundqvist e Marcus Armstrong de fora da Ganassi, mas a real é que o jovem piloto, apesar do dinheiro, tem apresentado evolução.