Por que apoio de Castroneves e Kanaan não bastam para vaga de Collet na Meyer Shank
Declarado admirador do talento de Caio Collet, Tony Kanaan tem auxiliado o brasileiro na busca por uma vaga no grid da Indy em 2027, apurou o GRANDE PRÊMIO. O piloto também conta com o apoio de Helio Castroneves por um lugar na Meyer Shank, mas esbarra na concorrência de pilotos-pagantes
Caio Collet tem despertado o interesse de boa parte das equipes do meio do pelotão da Indy, entre elas a Meyer Shank, que perdeu Felix Rosenqvist para a McLaren em 2027. Apesar de contar com apoios importantes, como os de Helio Castroneves e Tony Kanaan, o brasileiro enfrenta forte concorrência de pilotos com pacotes financeiros muito mais robustos pela vaga no carro #66, apurou o GRANDE PRÊMIO.
Collet segue como um dos principais candidatos à vaga da Meyer Shank e tem em Castroneves, um dos sócios da equipe, um verdadeiro cabo eleitoral nos bastidores. Já Kanaan, chefe da McLaren, também é um entusiasta do talento do atual piloto da Foyt. O dirigente nunca escondeu a admiração por Caio — tanto que participou das conversas que culminaram no atual contrato do brasileiro — e continua auxiliando nas articulações para garantir um lugar no grid em 2027.
A disputa, porém, está longe de ser simples. A vaga da Meyer Shank é uma das mais cobiçadas do mercado. Com a McLaren já definida para 2027 e a Ganassi fechando sua formação com Christian Lundgaard, conforme antecipado pelo GRANDE PRÊMIO, restam poucas oportunidades competitivas disponíveis. Entre as equipes de ponta, apenas os carros #2 da Penske e #28 da Andretti ainda não foram oficialmente confirmados, embora a tendência seja pela permanência de Josef Newgarden e Marcus Ericsson.
Enquanto Castroneves tornava públicas as conversas entre Meyer Shank e Collet — ainda em estágio inicial naquela ocasião —, outros candidatos sem vaga para 2027 procuravam a equipe levando consigo aportes entre US$ 10 milhões (R$ 50,8 milhões) e US$ 15 milhões (R$ 76,2 milhões), segundo apurou o GRANDE PRÊMIO. O brasileiro também conta com um sólido apoio de patrocinadores, mas os valores estão abaixo desse patamar.
Esse aspecto pesa na decisão. Mike Shank, sócio e chefe da equipe, tende a priorizar pilotos capazes de aliviar o caixa da operação em um momento estratégico para a categoria. Em entrevista à revista norte-americana Racer, o dirigente destacou que as equipes terão um aumento significativo nos custos a partir de 2028, com a chegada da nova geração de chassis e motores.

Assim, a Meyer Shank vive um dilema: optar por um piloto que entregue um aporte milionário ou apostar em um talento reconhecido como Collet, ainda que com um orçamento mais modesto.
Apesar da concorrência dos chamados pilotos-pagantes, a tendência é que Collet esteja no grid da Indy em 2027. O brasileiro é muito bem avaliado dentro da Foyt, onde uma renovação de contrato encontra caminho aberto caso a negociação com a Meyer Shank não avance.
A Indy volta neste fim de semana, com o GP de Nashville, uma etapa no oval localizado na cidade de Lebanon, no Tennessee. A largada está prevista para este domingo (19), 18h30 (de Brasília, GMT -3), logo após a final da Copa do Mundo.
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GP de Nashville da Indy: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
Horários no Brasil*
- Treino livre 1 (18/07): 11:00
- Classificação (18/07): 16:00
- Treino livre 2 (18/07): 19:00
- Corrida (19/07): 18:30
Horários em Portugal e Angola
- Treino livre 1: 15:00
- Clasificação: 20:00
- Treino livre 2: 23:00
- Corrida: 22:30
Horários em Cabo Verde
- Treino livre 1: 13:00
- Clasificação: 18:00
- Treino livre 2: 21:00
- Corrida: 20:30
Horários em Moçambique
- Treino livre 1: 16:00
- Clasificação: 21:00
- Treino livre 2: 00:00
- Corrida: 23:30
