Depois de conquistar dois títulos em sequência, o cenário para Álex Palou em 2025 era muito claro. O espanhol da Ganassi era o piloto a ser batido. E em um ano cercado por mais polêmicas a respeito da Penske, ele ampliou o domínio: um início de campeonato implacável, vitória nas 500 Milhas de Indianápolis e a quarta Astor Cup da carreira veio por antecipação.
Logo na abertura, em St. Pete, Álex não surgiu com favoritismo, largando do oitavo lugar, mas deu um tom que seria repetido em boa parte do campeonato: a estratégia. Depois de uma batida logo na largada, ele antecipou o pit-stop e se livrou dos pneus macios, driblando a Penske de Scott McLaughlin.
No Thermal Club, soube utilizar os pneus macios na hora certa, colocando no último stint após permanecer em terceiro durante quase toda a prova. Com mais ritmo na reta final, engoliu as McLaren de Pato O’Ward e Christian Lundgaard. Já eram 39 pontos de frente para a concorrência. Após uma rara derrota para Kyle Kirkwood em Long Beach, chegando em segundo, retomou as rédeas do campeonato ao ganhar de forma tranquila no morno GP do Alabama, largando e terminando na primeira posição.
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No misto de Indianápolis, o espanhol teve de encarar um desafio diferente: o surpreendente Graham Rahal, que liderou boa parte da corrida até a última janela de pit-stops, mas Palou ainda sobressaiu. Eis que veio o momento mais crucial do ano: a Indy 500. Em uma edição mais morna que as últimas, Álex ultrapassou Marcus Ericsson nas voltas finais e se eternizou no Brickyard.
Com 5 vitórias nas primeiras 6 corridas do ano, incluindo a Indy 500, já estava muito claro que o tetracampeonato viria. Tanto que o acidente na corrida seguinte, em Detroit, foi praticamente ignorado, assim como o oitavo lugar em Gateway, ambas corridas vencidas por Kirkwood. Em um GP caótico em Elkhart Lake, Palou foi mestre na economia de combustível e saiu com a sexta vitória do ano.
Em Mid-Ohio, ele tinha tudo para vencer, mas cometeu um raro erro que jogou a vitória no colo do companheiro de equipe Scott Dixon. Já em Iowa, foi quinto colocado na corrida 1, mas voltou ao Victory Lane na prova de domingo, após intervenções de safety-car que mataram a prova de Josef Newgarden.
Após um GP de Toronto apagado, quando as bandeiras amarelas foram contra a estratégia do espanhol, a resposta veio rápida em Laguna Seca. Um completo massacre na concorrência após largar da pole-position e dominar a prova. Com 8 vitórias na temporada, já estava muito claro que o piloto era inalcançável.

Em Portland, com um simples terceiro lugar e o azar de Pato O’Ward, levou o título por antecipação, mesmo com duas provas a disputar. E nas corridas restantes, em Milwaukee e Nashville, foi ao segundo posto em ambas. No total, 711 pontos contra 515 de Pato. Um dos maiores domínios já vistos na categoria.
Com quatro títulos na Indy, Palou já se elevou ao status de lenda do esporte mesmo sem nem ter completado 30 anos de idade. E com a introdução de um novo carro somente em 2028, é difícil esperar um cenário muito diferente nos próximos anos. E Álex tende a elevar o status entre os maiores que a categoria já viu.