Companheiro de Caio Collet na A.J. Foyt Racing em 2026, Santino Ferrucci destacou ter altas expectativas para a próxima temporada da Indy. O piloto do carro #14 afirmou que nunca teve tantas chances de vencer as 500 Milhas de Indianápolis quanto neste novo ciclo.
Ferrucci construiu um histórico expressivo na principal prova do calendário da Indy mesmo sem jamais ter disputado a Indy 500 por uma equipe considerada de ponta. Em sete participações, terminou sempre entre os dez primeiros, tendo como melhor resultado o terceiro lugar em 2023, justamente na temporada de estreia pela Foyt, quando disputou a vitória até a última volta contra Josef Newgarden e Marcus Ericsson.
Em entrevista coletiva acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO, Ferrucci indicou que o nível de expectativa para 2026 é semelhante ao da última temporada, mas destacou que a punição sofrida após o GP de Detroit — quando terminou em segundo lugar, manteve o resultado em pista, mas equipe e piloto foram punidos em pontos por decisão da Indy — desencadeou uma sequência de corridas em que não conseguiu render no auge.
“Não vejo por que não podemos ter as mesmas expectativas. Perdemos muitos pontos em Detroit e depois em algumas corridas em que não estive no meu melhor nível. Isso realmente nos prejudicou. Não há razão para que não possamos continuar ali, lutando para ficar no top-5 do campeonato, considerando a consistência, a preparação em que estamos e o trabalho da equipe”, afirmou Ferrucci.

“As chances de vencermos as 500 Milhas de Indianápolis com o nosso carro são maiores do que nunca. Há muitas coisas grandes entrando neste ano, muito impulso, e isso é algo que me deixa muito empolgado”, completou Ferrucci.
Ferrucci também brincou ao comentar como identifica o limite do carro, mas apontou caminhos técnicos que a Foyt pode explorar em 2026. O norte-americano indicou, ainda, dificuldades específicas para encontrar o acerto ideal em sessões de classificação.
“Geralmente, sabemos que encontramos o limite quando batemos no muro”, brincou Ferrucci. “Este carro, com o peso, o sistema híbrido e tantas variáveis diferentes, permite que ele se mova em muitas direções. A melhor parte de tentar entender o carro está no trabalho de acerto e na engenharia”, prosseguiu.
“Acho que somos muito limitados na dianteira em praticamente todas as pistas, e tentar reverter isso passa por fazer a traseira funcionar melhor. Há limitações para tudo. É sempre bom tentar encontrar aquele 101% e depois voltar para algo em torno de 98%. Nas corridas, consegui fazer isso muito bem nesta última temporada. Já na classificação, tive mais dificuldade para sair dos 98% e chegar aos 100%”, concluiu Ferrucci.

A Indy retorna às pistas na próxima semana com os testes de pré-temporada em Sebring, nos dias 9 e 10 de fevereiro. Em seguida, a categoria vai ao oval de Phoenix, em 17 e 18 de fevereiro, para dois dias de treinos. O início do campeonato está marcado para o período entre 27 de fevereiro e 1º de março, com o GP de St. Pete, circuito de rua montado na Flórida.
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