Manu González segue na briga por uma vaga na MotoGP. Empresário do atual líder da Moto2, Edoardo Rovelli admitiu que o espanhol disputa com Senna Agius um lugar na Tech3, mas admitiu que apenas o australiano é visto como alguém que pode se tornar uma superestrela na classe rainha do Mundial de Motovelocidade.

Não é de hoje que o nome de González é especulado na MotoGP. Ano passado, o #18 foi cotado para o salto, mas o único que subiu de categoria foi Diogo Moreira, que virou o jogo para cima de Manu e faturou o título.

González, então, seguiu com IntactGP na Moto2 e, mais uma vez, está na briga pelo título. O espanhol fechou a primeira metade da temporada com 195,5 pontos, 51,5 a mais do que Izán Guevara, o vice-líder.

Agora, González é cotado para uma vaga na Tech3, mas disputa a posição com Agius, que ocupa a terceira colocação no campeonato.

Manu González ainda busca vaga no grid da MotoGP em 2027 (Foto: IntactGP)

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Em 2026, a silly-season da MotoGP começou ainda mais cedo do que o habitual, e, mesmo que ainda existam posições em aberto, muitos desses lugares aguardam apenas a formalização dos donos.

“Sim, houve uma certa correria. Neste momento, a disputa está acirrada entre Manu González e Senna Agius”, disse Rovelli em entrevista ao site italiano GPOne. “Pelo que sei, a Tech3 ainda está em dúvida. Eles sabem que Manu é a aposta segura, enquanto com Agius existe a sensação de que ele pode se tornar um fenômeno”, explicou.

Ainda, o empresário criticou o mercado atual, já que entende que as equipes dão mais peso ao potencial do que a constância dos pilotos.

“O problema é que hoje todo mundo pensa assim. Todos buscam um piloto que possa se tornar uma superestrela, sem valorizar realmente o profissionalismo de um piloto. Antes, tínhamos pilotos como Andrea Dovizioso, que chega ao mais alto nível graças a um trabalho constante. Essa filosofia praticamente desapareceu. Agora só se busca o fenômeno”, avaliou. “Todos querem encontrar o novo Marc Márquez, mas só existe um Marc Márquez. Só existe um Pedro Acosta. Nem todos podem ser assim. Se você busca somente o talento extraordinário, é muito difícil encontrar. Você também precisa de um piloto que possa oferecer resultados e ser constante”, defendeu.

O empresário contou, também, como González respondeu à derrota para Diogo Moreira na temporada 2025 da Moto2. O espanhol dominou a primeira parte da temporada, mas viu o brasileiro crescer e virar o jogo.

“O fim do ano passado foi muito complicado. Manu teve de assimilar a decepção de perder o Mundial, ainda que tenha melhorado em relação ao ano anterior, quando terminou em terceiro”, contou. “Chegar na primeira corrida do ano e vencer depois de todo um inverno remoendo o que aconteceu não foi nada fácil. Manter o máximo nível nessas circunstâncias não era algo que se pudesse dar como garantido. A reação dele foi incrível, mesmo que, honestamente, eu esperasse isso”, encerrou.

MotoGP agora parte para as férias e só volta a acelerar entre os dias 7 a 9 de agosto, com o GP da Grã-Bretanha, 12ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.