Diretor-executivo da Aprilia, Massimo Rivola fez um balanço positivo da temporada 2026 da MotoGP. O dirigente destacou que Marco Bezzecchi tem sempre uma resposta para momentos de crise e avaliou que Jorge Martín está feliz, pois entende que pode ir longe com a performance da RS-GP.

O fim de semana da Itália terminou com um momento apoteótico para Bezzecchi, que venceu em Mugello pela primeira vez. No sábado, porém, as coisas não funcionaram tão bem. Dono da pole, o #72 errou a freada da curva 1 e ficou apenas em quarto.

Assim como aconteceu em outros momentos durante o ano, a resposta para a falha de sábado veio no GP, com Bezzecchi perseguindo Francesco Bagnaia até tomar a ponta e disparar para triunfar com 3s559 de margem para o companheiro de Aprilia, que também conseguiu escalar o pelotão.

“Toda vez que Bezzechi está sob grande pressão ― e ele estava sob grande pressão ― ele entrega performance”, disse Rivola. “Então é um bom sinal. É algo que ele pode ser dar ao luxo de fazer e, se eu pensar no resto da temporada, não acho que ele esteve tão constantemente lutando por bons resultados na MotoGP”, seguiu.

Marco Bezzecchi e Jorge Martín disputam o título de 2026 da MotoGP (Foto: Divulgação/MotoGP)

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“Espero que ele possa construir confiança, pois vai chegar o dia, espero, onde a pressão será super alta por outro alvo”, torceu, se referindo ao primeiro título da Aprilia na MotoGP.

Martín, contudo, ocupa a vice-liderança do Mundial de Pilotos, 17 pontos atrás do companheiro de equipe, e não esconde o desejo de brigar pela taça até o fim do ano, ainda que tenha se permitido celebrar a conquista do companheiro de equipe.

“Acho que Jorge está feliz, pois percebe que ele é rápido, que a moto é rápida, que se estiver em um dia ruim, pode chegar ao pódio de qualquer jeito”, apontou.

Assim como já tinha feito anteriormente, Rivola lembrou que, diferente de Bezzecchi, Martín já tem a experiência de brigar pelo título. Em 2023, o espanhol foi derrotado por Bagnaia, mas, no ano seguinte, derrotou o italiano da Ducati e levou a taça.

“Jorge tem a grande vantagem de já ter vencido um campeonato, e ele já perdeu um campeonato. Então ele está mais acostumado a este tipo de posição”, ponderou. “Acho que agora temos dois pilotos felizes”, acrescentou.

“Cedo ou tarde, um deles não estará feliz, mas vamos tentar lidar com isso”, encerrou.

A MotoGP volta a acelerar entre 5 a 7 de junho, em Balaton Park, para o GP da Hungria, oitava etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.

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