Francesco Bagania não tem mais paciência para a Desmosedici GP26. Depois de mais um fim de semana abaixo das expectativas para um bicampeão da MotoGP, o italiano destacou que está pensando apenas em sobreviver na reta final da temporada 2026 e “contando os minutos” para o encerramento da campanha.

Bagnaia vive uma crise de performance com a Ducati desde o ano passado. No domingo (1), o #63 passou a sofrer com falta de aderência ainda no início da corrida e recebeu a bandeirada em 13º, a 32s960 de Marc Márquez, o vencedor.

“Ontem a chuva me salvou, permitindo que eu forçasse mais do que poderia em outra situação. A questão é que a chuva me poupou ontem. Do contrário, teríamos terminado atrás de qualquer forma. Não tinha aderência”, disse Bagnaia. “Hoje, tentei manejar as coisas com cautela desde as primeiras voltas, mas, depois de cinco voltas, não tinha mais pneu sobrando na traseira. Tanto foi assim que, na última volta, eu sequer podia tomar o chão com o joelho nas curvas para a direita”, seguiu.

“É estranho: sempre consegui lidar bem com os meus pneus, mas parece que me tornei incapaz de fazer isso. Então preciso aprender outra vez”, acrescentou.

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Francesco Bagnaia não esconde tristeza com forma na Ducati (Foto: Ducati)

O repórter, então, lembrou que Bagnaia parecia confiante na quinta-feira, mas o piloto foi claro: “Você subestima os problemas com a minha moto. Estou contando os minutos até a temporada acabar”.

Questionado sobre o quão difícil é lidar com uma situação como essa, Bagnaia respondeu: “Eu me sinto mais ou menos como esperava. Ontem, tive sorte, pois começou a chover, mas hoje, quando larguei, percebi que o meu limite estava atrelado à aderência. Terminei a última volta em 2min05s1. Para mim, isso é inacreditável considerando o que sei que sou capaz de fazer nesta pista. Mas é assim que é. Precisamos aceitar”.

O italiano foi claro, porém, ao apontar qual fator causa a diferença de performance de 2026 em comparação com o exibido em Sepang nos anos anteriores: “a moto”.

Falando à emissora Sky Italia, Bagnaia relembrou o triunfo no Japão no ano passado e contou que a solução que possibilitou a virada de jogo em Motegi sequer está mais disponível.

“No Japão no ano passado, em Motegi, consegui usar algo que não está mais lá hoje, e eu consegui voltar à forma. E sequer estava lá depois de Motegi. O que era? Não quero entrar em detalhes”, disparou.

Questionado sobre o que espera para as últimas três corridas do ano, Pecco foi claro: “Sobreviver”.

A MotoGP volta a acelerar de 6 e 8 de novembro, em Lusail, para o GP do Catar, 20ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.