Resumo
- Yamaha anuncia que não disputará o GP do Catar, apesar da confirmação de que a etapa será realizada entre 6 e 8 de novembro.
- Marc Márquez vence em Sepang e dá mais um passo rumo ao título mundial de 2026.
- Jorge Martín deixa a Malásia sem pontos, mas mantém a esperança de disputar o campeonato até a última etapa.
A MotoGP viveu uma segunda-feira (2) numa combinação de tensão política, disputa pelo título e incertezas sobre a próxima etapa. O principal assunto dos bastidores é a decisão da Yamaha de não participar do GP do Catar, em Lusail, mesmo após a organização confirmar a realização da corrida neste fim de semana.
A crise contrasta com o cenário esportivo deixado pelo GP da Malásia, disputado no domingo (1º). Em Sepang, Marc Márquez venceu e ampliou sua vantagem na disputa pelo título, enquanto Pedro Acosta e Álex Márquez completaram o pódio. Já Jorge Martín, ainda em recuperação física, precisou abandonar a etapa antes mesmo da corrida.

Yamaha fora do Catar: grid da MotoGP pode encolher
A decisão da Yamaha é o principal ponto de atenção para a próxima etapa. A fabricante japonesa anunciou que suas quatro motos não estarão no GP do Catar, alegando restrições de viagem aplicáveis ao grupo empresarial após um alerta do governo japonês sobre deslocamentos não essenciais para a região.
Diante da postura da marca nipônica, as demais equipes do grid da MotoGP reagiram ao comunicado. Honda, Ducati, Aprilia, Trackhouse e KTM se manifestaram após a etapa da Malásia e confirmaram presença em Lusail, embora não apresentem tanto entusiasmo com a situação. O mesmo se pode falar dos pilotos.
Apesar dos esforços, os competidores não conseguiram unanimidade para fazer oposição à realização da corrida catari em meio ao temor de uma escalada nos conflitos no Oriente Médio. Ao menos três nomes do grid se recusaram a assinar uma carta enviada à organização do Mundial de Motovelocidade.
A organização da MotoGP, por sua vez, confirmou que a corrida em Lusail está mantida para 6 a 8 de novembro, após conversas com equipes e autoridades e a análise das garantias de segurança apresentadas pelo Catar. O campeonato garantiu ainda que vai continuar monitorando a situação.
A ausência da Yamaha deve reduzir o grid de 22 para 18 motos. O cenário também é afetado pela ausência de Álex Márquez, que passará por uma cirurgia no ombro, e pelas dúvidas sobre a participação de outros pilotos lesionados.
Marc Márquez dá passo decisivo rumo ao título
Na pista, Marc Márquez saiu da Malásia fortalecido na luta pelo campeonato. O espanhol da Ducati conquistou a vitória em Sepang e aproveitou a ausência de Jorge Martín para aumentar a vantagem na classificação.
O piloto da Aprilia decidiu encerrar sua participação no fim de semana após a segunda sessão de treinos livres, por ainda sentir dores e não conseguir manter um ritmo competitivo. O campeão de 2024 deixou a etapa sem pontuar e está 44 pontos atrás de Márquez, mas garantiu que não desistirá da disputa.
“Vou lutar até o fim”, afirmou Martín, que pretende voltar à ação no Catar. Jorge reconheceu que sua recuperação ainda não permite competir no nível necessário, mas ressaltou que seguirá tentando pelo campeonato, pela equipe e pelas pessoas que o apoiam.
A situação física do espanhol de 28 anos é um dos fatores que podem definir a reta final da temporada. Com poucas etapas restantes, cada ausência tem peso considerável na classificação.
Acosta cobra evolução da KTM após pódio
Outro destaque da etapa malaia foi Pedro Acosta. O espanhol venceu a sprint de sábado e terminou a corrida principal em segundo lugar, fechando o fim de semana com 32 dos 37 pontos possíveis.
Apesar dos resultados positivos, o piloto da KTM não escondeu a frustração com a falta de velocidade da moto em comparação com a Ducati. Acosta relatou dificuldades para ultrapassar Álex Márquez e acompanhar o ritmo do vencedor.
O desempenho reforça a competitividade do espanhol, mas também evidencia o desafio da KTM para transformar bons resultados em uma ameaça constante à Ducati. A equipe terá uma nova oportunidade de avaliar seu pacote técnico no GP do Catar — caso a situação extracampo permita a realização da etapa com o grid previsto.
A próxima semana, portanto, será decisiva em duas frentes: na disputa pelo título, com Marc Márquez cada vez mais perto da conquista, e nos bastidores, com a MotoGP tentando administrar a crise envolvendo a presença das equipes em Lusail.
GP do Catar de MotoGP: veja os horários no Brasil
| Data | Atividade | Horário |
|---|---|---|
| Sexta, 6/11 | TL1 | 8h45 |
| Sexta, 6/11 | Treino | 13h |
| Sábado, 7/11 | Classificação | 08h40 |
| Sábado, 7/11 | Sprint | 13h |
| Domingo, 8/11 | Warm-up | 08h40 |
| Domingo, 8/11 | GP | 13h |
Horários de Brasília
GP do Catar de MotoGP: veja os horários em Portugal
| Data | Atividade | Portugal continental e Madeira |
|---|---|---|
| Sexta, 6/11 | TL1 | 11h45 |
| Sexta, 6/11 | Treino | 16h |
| Sábado, 7/11 | Classificação | 11h40 |
| Sábado, 7/11 | Sprint | 16h |
| Domingo, 1/11 | Warm-up | 11h40 |
| Domingo, 1/11 | GP | 16h |
Horários de Portugal continental e Madeira