Prestes a definir a natural subida para a MotoGP na temporada 2026, Diogo Moreira nem precisava, mas deu mais uma amostra do talento inegável em mais uma vitória com a Italtrans na Moto2. O piloto brasileiro largou em segundo na Áustria e, ainda na primeira volta, superou Daniel Holgado para não ser mais alcançado no Red Bull Ring e colocar a bandeira brasileira no lugar mais alto do pódio em Spielberg.

De acordo com a versão italiana do Sky Sports, Moreira tem propostas de Honda e Yamaha na mesa e só precisa definir qual montadora japonesa vai defender no próximo ano de MotoGP. E isso deve acontecer a qualquer momento.

No início de julho, o GRANDE PRÊMIO apurou que o piloto passou a ser alvo de interesse de quatro montadoras na MotoGP. Além de Honda e Yamaha, Ducati e KTM também passaram a sondar o #10, mas Moreira decidiu que aceitará oferta de uma das marcas japonesas, descartando a possibilidade de permanecer mais uma temporada na categoria intermediária.

O movimento de Moreira é natural e correto. Sim, uma permanência na Moto2 seria interessante para buscar o título mundial — caso isso não ocorra em 2025. Porém, o bonde da MotoGP pode não passar duas vezes. Temos exemplos de pilotos que rejeitaram ofertas iniciais de equipes da classe rainha e depois não conseguiram uma nova chance. Diogo sabe disso e tem de aproveitar o bom momento que vive no Mundial de Motovelocidade para garantir a promoção.

Diogo Moreira (Foto: Kalex)

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“Sobre a escolha, qualquer uma delas parece acertada, já que estamos falando de duas gigantes representadas nas últimas décadas pelas eras Valentino Rossi e Marc Márquez. Yamaha e Honda dispensam apresentações quanto à história e à estrutura e, atualmente, vivem momentos parecidos na MotoGP, como demonstram a ligeira evolução em 2025 — ainda distante, porém, do domínio da Ducati.

Contudo, a depender dos termos dos acordos, a proposta da Honda parece mais atraente neste momento: temporada 2026 garantida na LCR — equipe satélite — e os dois anos seguintes no time de fábrica.

Vale lembrar que 2027 também marca o início do novo regulamento da categoria, com a redução das motos de 1000cc para 850cc. Moreira teria um último ano de adaptação em uma equipe sem pressão por resultados imediatos e poderia iniciar a nova era já no time de fábrica, com estrutura de ponta e vontade renovada de voltar a ser protagonista.

Diogo Moreira (Foto: Red Bull Content Pool)

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Seja qual for a escolha do brasileiro, o recado está claro: agora é hora de pensar no título mundial da Moto2, mas também de definir o futuro para garantir um lugar no grid da MotoGP. E que bom ver novamente um brasileiro em posição de destaque na elite do motociclismo esportivo.

A Moto2 volta a acelerar no próximo fim de semana, entre 22 e 24 de agosto, no GP da Hungria, direto do Balaton Park, 14ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.