Gigi Dall’Igna afirmou que a Ducati superou um “grande obstáculo” no GP da Indonésia de MotoGP. O dirigente destacou o que definiu como “brilhantismo” de Marc Márquez e comemorou o fato de o atraso no Mundial de Pilotos ter seguido inalterado em uma pista onde o #93 costuma sofrer.

Márquez chegou à Mandalika com dois pontos de atraso para Jorge Martín na classificação do campeonato, mas conseguiu sair com a mesma diferença graças à uma vitória na sprint e um sexto lugar no GP. Ainda que o resultado não pareça particularmente empolgante, o espanhol tem um histórico ruim na pista da Indonésia e foi a primeira vez que conseguiu somar pontos em um domingo.

Dall’Igna reconheceu que não foi um fim de semana fácil para a Ducati, mas, mesmo assim, entendeu que o desfecho foi positivo.

“Claramente, não foi um fim de semana fácil para nós. No entanto, na minha opinião, foi positivo”, escreveu Dall’Igna no tradicional balanço pós corrida que publica no LinkedIn. “Isso traz uma nova energia, não aquela de uma vitória, claro, mas do tipo que vem da habilidade de aproveitar oportunidades, cerrar os dentes e conquistar pontos preciosos, mesmo jogando na defensiva”, seguiu.

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Ducati destacou o brilhantismo de Marc Márquez (Foto: Ducati)

“Este foi exatamente o caso com a nossa vitória na sprint e o sexto lugar na corrida longa de domingo. Embora o último pareça um resultado modesto, combinado com a vitória de sábado, isso nos permite sair daqui com o nosso déficit no campeonato completamente inalterado”, pontuou.

Dall’Igna apontou que a Ducati conseguiu “limitar os danos” e exaltou a performance de Márquez.

“Nós limitamos os danos com pura habilidade e experiência em uma pista que nós sabíamos que seria difícil, talvez a nossa pior, e, com certeza, uma que favorecia os nossos oponentes. De fato, nesta pista, Marc nunca tinha conseguido cruzar a linha de chegada da corrida de domingo”, observou. “Sim, há muito do brilhantismo de Marc neste fim de semana: estar pronto quando mais importa para conquistar um inesperado primeiro lugar e demonstrar a inteligência necessária para gerir momentos críticos quando a moto não é a mais forte do grid, extraindo o máximo absoluto de cada situação, mesmo as mais desfavoráveis”, comentou.

Ainda de acordo com Dall’Igna, o resultado serviu para deixar a Ducati ainda mais forte na briga pelo título deste ano.

“Um grande obstáculo agora ficou para trás, sem causar nenhum dano. De fato, nos sentimos ainda mais fortes e mais preparados agora. Dito isso, foi um GP desafiador para a Ducati no geral, como mostram os resultados dos nossos outros pilotos. Nós entendemos logo de cara que seria difícil e que nós teríamos de lutar”, contou. “Nosso ritmo não era compatível com os melhores, então tivemos de nos adaptar, sem perder a inspiração, e mantendo uma visão mais ampla. E nós fizemos isso, com foco, consciência e aquela dose saudável de humildade que sempre faz bem”, acrescentou.

“Cada corrida agora é crucial para a disputa pelo título: pode parecer cliché, mas é verdade. Nunca tivemos uma diferença tão pequena neste ponto da temporada. Um verdadeiro show. Que vença o melhor, com aquele espirito esportivo e a lealdade características que nosso belo esporte merece. Vamos, Ducati”, encerrou.

A MotoGP volta a acelerar de 23 a 25 de outubro, em Phillip Island, para o GP da Austrália, 18ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.