Fabio Quartararo assumiu que a Yamaha está “ainda longe do topo” da MotoGP. O #20 indicou que os testes de pré-temporada foram positivos, mas defendeu que a marca japonesa precisa seguir trabalhando.
A Yamaha fechou 2023 sem uma única vitória, mas escapou da lanterna do Mundial de Construtores por apenas 11 pontos de frente para a Honda, a última colocada. Foi a primeira temporada desde 2003 que a fábrica dos três diapasões não conseguiu uma vitória sequer na MotoGP.
Tentando uma reação, a Yamaha promoveu mudanças no comando da equipe, com a contratação de Massimo Bartolini para o posto de diretor-técnico. A expectativa é que o ex-Ducati consiga acelerar o processo de desenvolvimento das motos.
No teste do Catar, ficou claro que a YZR-M1 até evoluiu em comparação ao ano passado, mas não o bastante para alterar a ordem de forças. Fabio Quartararo fechou a bateria de dois dias em Lusail com o 14º tempo, a 1s013 do líder Francesco Bagnaia.
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“Foi bom ver o 1min51s, mas ainda estamos longe do topo”, disse o campeão de 2021 ao site da MotoGP. “Temos muito trabalho a fazer. Tomara que possamos encontrar uma solução durante a temporada. Ainda estamos longe, mas foi positivo”, comentou.
Questionado se a Yamaha deu um passo à frente em termos de ritmo de corrida em relação ao ano passado, Fabio, que seguiu Enea Bastianini durante uma simulação em Lusail, respondeu: “Na realidade, não. Estava atrás de Bastianini em uma simulação de sprint e escapou demais”.
“Temos de dar um passo em algumas áreas, mas temos de pensar positivo e tentar encontrar uma solução”, defendeu. “Tomara que possamos dar um passo à frente nos próximos dois meses”, torceu.
Em 2024, Quartararo terá Álex Rins como companheiro de equipe. Os dois fecharam o teste em Lusail separados por só 0s138. Além da performance similar, ‘El Diablo’ ficou satisfeito em ver que os dois oferecem à Yamaha feedbacks similares.
“Acho que temos feedbacks parecidos e a questão é que podemos encontrar o limite da nossa moto facilmente”, contou. “Ele está só dois décimos atrás de mim e algo que temos de melhorar juntos. Temos de fazer muitas voltas, e a Yamaha tem de entender exatamente isso”, encerrou.
A MotoGP volta a acelerar no final de semana de 7 a 9 de março, em Lusail, no Catar, para a abertura da temporada 2024. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.