Marco Bezzecchi conheceu o céu e o inferno na primeira parte da temporada 2026 da MotoGP. O italiano começou o ano mostrando força e enfileirando vitórias, mas fechou a primeira metade do campeonato como a personificação da crise e 22 pontos distante da liderança do Mundial de Pilotos.
Seguindo a linha do que fez na reta final do campeonato passado, Marco começou o ano mais ou menos com o pé direito. Enquanto a performance em classificação era sólida, com cinco primeiras filas nas sete primeiras corridas do ano, o #72 sofreu à beça em sprints, com abandonos nas provas de Tailândia, Estados Unidos e Espanha.
Nos GPs, porém, Bezzecchi compensava. Nas sete primeiras etapas do ano, o pupilo de Valentino Rossi conseguiu quatro vitórias e outros dois segundos lugares, ficando fora do top-3 apenas no GP da Catalunha, onde fechou em quarto.
A partir da Hungria, entretanto, tudo mudou. Marco foi derrubado por Jorge Martín em Balaton Park, mas a reação na Tchéquia foi a pior possível. Depois de uma queda na sprint, o Bez estapeou um fiscal de pista, o que resultou em uma suspensão do GP.

Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GPTV
Pressionado, Bezzecchi errou sozinho em Assen e caiu feio, mas escapou de lesões mais importantes, ainda que tenha saído bastante dolorido. A má fase, todavia, se estendeu também ao tour pela Alemanha, onde um forte tombo culminou com uma fratura de clavícula e deixou o piloto completamente fora de combate.
Pouco a pouco, Marco foi perdendo terreno na luta pelo título, escorregando a liderança para o quarto lugar. Verdade seja dita, o cenário poderia ser muito pior. Além de a lesão ter acontecido às vésperas das férias ― o que deu a ele um bom período de recuperação ―, a diferença não é irreversível.
Contudo, os seguidos revezes da Aprilia e a recuperação de Marc Márquez, que passou por uma nova cirurgia no ombro direito, colocou o que parecia um título certo para Noale em risco.
Com 11 provas ainda pela frente e com uma boa moto nas mãos, como é o caso da RS-GP, Bezzecchi tem chance de reverter o cenário e retomar a ponta, mas, para isso, vai precisar recuperar a versão das primeiras corridas do ano e contar com ventos a favor. Afinal, com os adversários que tem, qualquer nova bobeada pode ser fatal.
A MotoGP está de férias e só volta a acelerar entre os dias 7 a 9 de agosto, com o GP da Grã-Bretanha, 12ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.