Marco Bezzecchi admitiu que está ferido com a sequência de revezes na temporada 2026 da MotoGP. O italiano falou em um “mês e meio duro”, mas prometeu empenho máximo para voltar na melhor forma possível para o GP da Grã-Bretanha.
Nas últimas quatro etapas, Bezzecchi somou apenas 13 pontos. O italiano foi derrubado por Jorge Martín no GP da Hungria, suspenso por agredir um fiscal de pista na Tchéquia, caiu nos Países Baixos e terminou por fraturar a clavícula esquerda em um acidente na classificação da Alemanha.
Como resultado, o italiano perdeu a ponta do campeonato para Martín e ainda caiu para a quarta colocação do Mundial de Pilotos, a 22 pontos do líder.
Em um blog que mantém no site pessoal, Marco explicou que chegou a Sachsenring ainda sentindo as dores do acidente de Assen, mas viu o fim de semana começar melhor do que o esperado.

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“Cheguei a Sachsenring ainda com um pouco de dor de Assen. Não estava 100% e sabia disso”, escreveu Bezzecchi. “O plano era simples: passo a passo, avaliar como estava me sentindo sessão a sessão. Não forçar o que não podia ser forçado”, seguiu.
“A sexta-feira correu melhor do que o esperado. Sétimo na pré-classificação, passando direto ao Q2 ― algo que não era nada garantindo levando em conta de onde eu vinha. O ritmo de corrida parecia bom, tinha uma base sólida para evoluir. Disse a mim mesmo: ‘Ok, estamos na briga’”, recordou. “No sábado, Q2, segunda saída. Perdi a traseira a 140 km/h. Highside, queda, brita. Voltei aos pits de carona em uma scooter e já sabia que alguma coisa não estava certa. No centro médico, o raio-x confirmou o que eu temia: uma fratura completa e deslocada da clavícula esquerda. Precisava de cirurgia”, acrescentou.
O #72 contou que retornou à Itália no mesmo dia para se submeter a uma cirurgia com o mesmo médico que já tinha operado a clavícula direita.
“Voltei para a Itália naquela mesma tarde e, na manhã de domingo, o Dr. Giuseppe Porcellini e a equipe dele me operaram. A cirurgia correu bem, já estou de volta em casa. Um enorme obrigado a ele e toda a equipe. Não é a primeira vez que eles me remendam; Há dois anos, foi a mesma história, só que na outra clavícula. Acho que tinha de igualar as coisas pelo bem da simetria”, brincou. “Eles são ótimos profissionais e tê-los ao meu lado em momentos assim significa muito”, destacou.
“São três semanas de descanso antes de Silverstone. Não é como eu gostaria de chegar lá, mas é o que é. Agora é baixar a cabeça, recuperar, fazer fisioterapia e tudo que for preciso para voltar à moto na melhor forma possível”, defendeu.
Por fim, Marco reconheceu que atravessa uma fase dura, mas, assim como já tinha feito pelas redes sociais, prometeu não desistir.
“Foi um mês e meio duro. Hungria, Brno, Assen e Alemanha: quatro fins de semana para esquecer, cada um por uma razão diferente. Machuca. Não vou fingir que não. Mas uma coisa eu sei: é um momento duro. Mas somos mais fortes. Nada vai me fazer desistir”, encerrou.
A MotoGP agora parte para as férias e só volta a acelerar entre os dias 7 a 9 de agosto, com o GP da Grã-Bretanha, 12ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.