Maverick Viñales começou a temporada 2026 da MotoGP bastante frustrado com o resultado obtido no GP da Tailândia. Apontado como uma das referências do projeto da KTM para 2026, o piloto espanhol encontrou muita dificuldade em Buriram.
Largando da 17ª posição no grid, o espanhol caiu para o 21º lugar ainda nas primeiras voltas, à frente apenas de Michele Pirro, que substituiu o lesionado Fermín Aldeguer na Gresini. A posição foi mantida durante grande parte da prova, até que quedas e abandonos permitiram uma modesta recuperação do piloto da Tech3, fechando o primeiro GP de 2026 em 16º lugar.
Apesar das dificuldades, Viñales foi direto ao avaliar a situação e afastou a responsabilidade pessoal pelo mau resultado.
“Não acho que o problema seja meu. O trabalho continua da mesma forma, sempre tentando dar o máximo. Claramente não existe aderência na dianteira. Há cinco dias existe o alerta de que a moto está patinando na frente”, analisou o piloto, em entrevista à versão espanhola do Motorsport.com.
“Perdemos 1s por volta no ritmo de corrida em comparação ao teste. Cinco motos diferentes foram testadas, mas com todas houve perda de aderência na dianteira. A sensação era como se os pneus estivessem usados desde o primeiro momento. E isso só piorou”, continuou o piloto da Tech3. “Os dados mostram que Pedro [Acosta] tem muito mais aderência na dianteira”, acrescentou.

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Viñales cobrou melhorias para o GP do Brasil, mas tentou reduzir a tensão disse que “não existe necessidade de pressionar ninguém.”
“Nenhuma curva é feita da mesma forma. A telemetria mostra frenagem sempre no mesmo ponto. Em uma volta quase fui parar na brita, no giro seguinte a moto praticamente parou. Durante a corrida houve sete saídas de pista. Ao todo, 8s foram perdidos”, lamentou o piloto da moto #12.
“Não existe necessidade de pressionar ninguém, todo mundo entrega o máximo. A intenção é apenas transmitir as informações da melhor forma possível”, finalizou Viñales.
A MotoGP volta a acelerar entre os dias 20 e 22 de março, com o GP do Brasil, em Goiânia, para a 2ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das demais classes do Mundial de Motovelocidade.
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