Diogo Moreira reconheceu que sua principal preocupação no GP da Indonésia de MotoGP 2026 era simplesmente completar a corrida sem sofrer outra queda. Depois de enfrentar três acidentes entre os treinos e a classificação, o brasileiro da LCR Honda terminou a prova deste domingo (11), em Mandalika, na 16ª posição, fora da zona de pontuação. Ao avaliar o desempenho, admitiu que não havia muito mais a fazer diante das dificuldades enfrentadas ao longo do fim de semana.

O resultado encerrou uma etapa complicada para Moreira, que chegou à Indonésia depois de conquistar vitórias no circuito nas categorias menores, mas não conseguiu encontrar confiança na dianteira da Honda. O brasileiro largou em 20º, ganhou posições nas primeiras voltas e chegou a ocupar o 15º lugar, mas não conseguiu sustentar a recuperação e terminou a corrida sem pontos.

Em declaração divulgada pela LCR Honda após a prova, Moreira explicou que mudou a abordagem para evitar novos erros e garantir que chegaria à bandeirada.

“Este fim de semana foi difícil. Hoje, tentei terminar a corrida sem cair ou cometer erros. Só queria chegar ao fim deste fim de semana. Não podíamos fazer mais do que isso, mas demos o nosso melhor”, afirmou o brasileiro.

Moreira prioriza evitar novas quedas em Mandalika

A mudança de objetivo aconteceu depois de uma sequência de dificuldades desde a sexta-feira. Moreira sofreu duas quedas durante os treinos e voltou ao chão no Q1 de sábado, acumulando três acidentes antes mesmo da corrida principal.

O brasileiro já havia relatado a falta de confiança na dianteira da Honda depois das quedas de sexta-feira, situação que comprometeu as tentativas de volta rápida e a preparação para as corridas.

Na sprint, Moreira conseguiu avançar depois de largar em 21º, mas perdeu rendimento ao longo da disputa e terminou em 17º. O desempenho reforçou a necessidade de encontrar uma maneira mais segura de pilotar a RC213V, especialmente nas frenagens e nas entradas de curva.

No domingo, a estratégia foi mais conservadora. Moreira avançou até o 15º lugar na nona volta, entrando provisoriamente na zona de pontuação, mas acabou superado por Franco Morbidelli e cruzou a linha de chegada em 16º, a 34s168 do vencedor Marco Bezzecchi.

Honda também enfrenta dificuldades na Indonésia

O resultado do brasileiro fez parte de um fim de semana difícil para a fabricante japonesa. Luca Marini foi o melhor representante da Honda, em 12º, enquanto Johann Zarco terminou em 13º e Moreira ficou em 16º. Aleix Espargaró, por sua vez, não participou da corrida principal.

Segundo o comunicado da Honda, Marini conseguiu avançar cinco posições na largada e chegou a disputar o top-10, mas perdeu rendimento na segunda metade da corrida em razão da queda de aderência dos pneus. Zarco também precisou administrar o ritmo para evitar erros, embora tenha conseguido terminar na zona de pontuação.

O desempenho coletivo reforça as dificuldades enfrentadas pela Honda em Mandalika. Apesar dos diferentes estilos de pilotagem e configurações utilizadas, nenhum dos representantes da fabricante conseguiu terminar entre os dez primeiros.

A análise do domingo de Moreira publicada pelo GRANDE PRÊMIO mostra que o brasileiro até conseguiu melhorar sua posição de largada, mas não encontrou ritmo suficiente para transformar a recuperação em pontos.

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Diogo Moreira (Foto: LCR)

Moreira evita expectativas e já pensa na Austrália

Apesar da frustração, Moreira procurou encerrar o fim de semana olhando para a próxima etapa do campeonato. Depois de uma sequência de quedas e dificuldades de adaptação às condições de Mandalika, o brasileiro destacou a importância de descansar antes do próximo compromisso.

“Agora é hora de descansar um pouco e vamos ver como as coisas acontecem na Austrália!”, concluiu.

O 16º lugar também ampliou a sequência negativa de Moreira. O brasileiro não pontuou nas duas últimas corridas principais e caiu para o 15º lugar na classificação do Mundial, empatado com Fabio Quartararo em 74 pontos, mas atrás do francês pelos critérios de desempate.

A MotoGP volta às pistas entre 23 e 25 de outubro, para o GP da Austrália, em Phillip Island. O circuito apresenta características diferentes das de Mandalika, especialmente pelas curvas rápidas e pela elevada exigência de estabilidade, oferecendo à Honda outro desafio na busca por competitividade.

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