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Acosta assume curiosidade com motor 850cc, mas alerta para segurança da MotoGP
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Acosta assume curiosidade com motor 850cc, mas alerta para segurança da MotoGP

Pedro Acosta comentou o novo regulamento e destacou que o perigo está na velocidade nas curvas, não nas retas. Espanhol também criticou o número de corridas no calendário atual da MotoGP

Kaio Esteves

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Pedro Acosta demonstrou curiosidade em relação ao futuro da MotoGP com a introdução das motos de 850cc a partir de 2027 e deixou um alerta sobre a acentuada mudança das motos para o próximo ano.

O espanhol avaliou as mudanças previstas no regulamento técnico, que incluem a redução da cilindrada de 1000cc para 850cc, além de ajustes no peso mínimo, eletrônica e alterações aerodinâmicas.

“O que é perigoso neste momento não é o fato de chegarmos a 360 km/h na reta. O problema é que somos muito mais rápidos nas curvas do que no ano passado e do que há alguns anos. E isso é o que torna o esporte perigoso”, opinou o piloto da KTM ao portal Crash.

Sem dispositivos traseiros e com outras mudanças previstas, o piloto admite não ter uma visão clara do cenário futuro. “Não sei como será também sem os dispositivos traseiros no próximo ano. Estou curioso sobre isso.”

Pedro Acosta (Foto: Gold & Goose/Red Bull Content Pool)

Além das mudanças na moto, Acosta também refletiu sobre as exigências das últimas temporadas, com cada vez mais corridas. Com um calendário recorde — que chegou a 22 etapas — e a introdução das corridas sprint aos sábados, a categoria passou a ter até 44 largadas por temporada.

Para Acosta, o problema vai além do número de provas e está diretamente ligado à exigência constante ao longo de cada fim de semana. “O que sinto que é ruim no calendário é que agora as carreiras dos pilotos vão ser mais curtas.”

“Não há como sustentar 22 fins de semana com uma sessão importante todos os dias — como treinos na sexta, classificação e sprint no sábado e a corrida principal no domingo”, explicou.

“Não há tempo no fim de semana para dizer ‘ok, vou para a pista, pegar ritmo passo a passo, apenas pilotar’. Todos os dias há uma sessão importante, 22 vezes por ano. Isso vai encurtar tudo, porque o nível de estresse que vamos suportar vai chegar a um limite”, concluiu.

A MotoGP volta a acelerar entre os dias 24 e 26 de abril, para o GP da Espanha, direto de Jerez, para a 4ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das demais classes do Mundial de Motovelocidade.

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