Jorge Martín está empenhado em minimizar os danos da lesão sofrida no acidente da corrida sprint do GP da Malásia. O #89 não voltou à Espanha para tratamento, e a Aprilia confirmou nesta terça-feira (27) que o piloto vai a Sepang para tentar correr.

No último sábado, Martín caiu na oitava volta da corrida sprint. Exames mais detalhados afastaram a suspeita de fratura na ulna, mas comprovaram uma lesão no rádio. Como o osso não deslocou, o campeão de 2024 não precisa de cirurgia corretiva, mas corre contra o tempo para conseguir se recuperar e, principalmente, minimizar os danos na briga pelo título.

A volta à ativa, porém, não depende apenas de Martín. O piloto da Aprilia terá de se submeter a um exame médico para poder entrar na pista.

O regulamento da MotoGP determina que o “piloto deve estar em condições de saúde adequadas para controlar a moto com segurança a todo momento. Não deve haver qualquer problema de saúde, lesão ou medicação que possa impedir tal controle ou colocar outros pilotos em risco”.

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Jorge Martín vai tentar voltar à ativa na Malásia (Foto: Aprilia)

Após uma lesão ou problema de saúde, a decisão sobre a aptidão médica de um piloto cabe normalmente ao médico-chefe, que faz uma análise do caso com base em relatórios médicos fornecidos pelo responsável direto pelo tratamento do piloto, incluindo exames de imagens.

A aprovação, contudo, depende de uma avaliação pré-estabelecida em regulamento, que leva em conta a localização da lesão.

No caso de problemas abdominais ou torácicos, os pilotos precisam fornecer ao diretor-médico: relatório que confirme a resolução da lesão e o retorno ao normal; laudos de tomografia ou ressonância; e relatórios de alta médica indicando possíveis sequelas, incluindo risco de novas lesões.

No caso de Martín, ele terá de se submeter a um teste físico para conseguir a liberação. A prova, contudo, também está descrita em regulamento.

Para lesões de membros superiores, as regras da FIM (Federação Internacional de Motociclismo) exigem que paciente empurre a parede enquanto alguém faz força nas costas dele. Além disso, o piloto tem de fazer cinco flexões de braço sem sentir dor, já que os médicos entendem que este é um bom indicativo de cicatrização de clavícula, escápula, punho, braço e antebraço.

Quando o teste de integridade funcional precisa verificar os membros interiores, os competidores precisam provar ter mobilidade equivalente ou superior a 50% da amplitude articular de quadril e joelho; ficar em um pé só por, pelo menos, 5s; percorrer uma distância de 20 metros, sem auxílio, em no máximo 15s; e subir e descer dez degraus em no máximo 20s.

Assim, se os médicos que vêm acompanhando Martín considerarem que ele está apto para correr, ele ainda terá de passar por um exame médico na pista, completar as atividades pré-estabelecidas e só então receber o selo de apto para correr.

A título de curiosidade, o regulamento hoje veta que pilotos retornem à pista, seja para treinos ou corrida, antes de 48 horas após anestesia, seja ela geral, epidural, espinhal ou local. Ou seja, o que Jorge Lorenzo fez no GP dos Países Baixos de 2013, quando correu menos de 48 horas após operar uma fratura na clavícula, não é mais permitido.

A MotoGP acelera de 30 de outubro a 1º de novembro, em Sepang, para o GP da Malásia, 19ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.