Toprak Razgatlıoğlu encerrou o GP da Áustria em meio à frustração com a falta de aderência da Yamaha e classificou a corrida deste domingo (20) como a “segunda pior” de sua carreira. O piloto da Pramac revelou que chegou a considerar o abandono nas voltas finais, mas decidiu permanecer na pista por “respeito” à fabricante japonesa.

Em entrevista aos jornalistas após a prova, Razgatlıoğlu afirmou que enfrentou problemas de tração desde o início da corrida e não conseguiu encontrar explicações para a perda de desempenho de um pneu novo. A situação se agravou nas voltas finais, quando a moto passou a patinar constantemente nas acelerações.

“Também estou muito chocado, porque logo no início, nas primeiras cinco voltas, já não sentia aderência e sim apenas a roda girando em falso. Fiquei realmente irritado em cima da moto, pois era um pneu novo. Como é possível não haver aderência logo no começo? Percebi que Fabio [Quartararo] estava pilotando muito bem, mas no fim o desempenho dos pneus caiu e isso já era esperado”, acrescentou.

O problema atingiu o ápice nas seis voltas finais. Segundo o piloto turco, a falta de tração tornou a pilotagem tão difícil que ele passou a questionar se deveria completar a prova.

“No final, nas últimas seis voltas, eu me perguntava: ‘Como é possível terminar a corrida?’, porque na reta a roda só patinava. Na saída da primeira curva, quando endireito a moto, ela simplesmente patina. Em todo lugar, senti a roda patinar durante as últimas seis voltas”, relatou.

Toprak Razgatlıoğlu enfrentou problemas do início ao fim na Áustria (Foto: AFP)

“Essa foi a segunda pior corrida da minha vida; [a outra] também foi neste ano, na Tailândia. Senti a mesma coisa lá: falta de aderência. Aqui, usamos o mesmo [pneu], então é muito estranho. Cheguei a pensar em voltar para os boxes, mas em respeito a Yamaha, continuei mesmo que o ritmo estivesse um desastre”, desabafou.

O fim de semana no Red Bull Ring foi difícil para a Yamaha como um todo. Fabio Quartararo conseguiu colocar a M1 na nona posição do grid, mas perdeu rendimento durante a corrida e terminou em 17º, fora da zona de pontuação.

Razgatlıoğlu teve uma prova ainda mais complicada. O piloto da Pramac cruzou a linha de chegada em penúltimo, 46s7 atrás do vencedor e 12s distante de Álex Rins, que terminou imediatamente à sua frente.

MotoGP volta a acelerar de 2 a 4 de outubro, em Motegi, para o GP do Japão, 16ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.