Pole-position do GP da Argentina, terceira etapa da Moto3 2022, Sergio García largou bem na manhã deste domingo (3), mas logo viu Izán Guevara o ultrapassar e liderar com tranquilidade a prova em Termas de Río Hondo. Só que na 11ª volta, o colega de Aspar abandonou com problemas. E foi assim que espanhol aproveitou para agarrar a liderança e praticamente não soltar mais, conquistando sua primeira vitória na temporada.
Jaume Masià e Andrea Migno perseguiam García, mas, nos momentos finais da prova, o italiano tocou a moto do adversário da Red Bull KTM Ajo e os dois caíram — e até protagonizaram uma discussão acalorada no meio da pista. Quem se aproveitou da confusão foi Dennis Foggia, que chegou a ultrapassar García, mas o espanhol recuperou na última volta e viu a bandeirada em primeiro lugar. Dennis ficou em segundo lugar, e Ayumu Sasaki fechou o top-3.
ANÁLISE
# Pole na Argentina faz justiça à história de Aleix Espargaró com a Aprilia

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2
Atrás deles, vieram Tatsuki Suzuki e Ricardo Rossi. Diogo Moreira foi sexto colocado, finalizando a prova de onde começou. É verdade que o piloto brasileiro chegou a flertar com o pódio, mas foi ultrapassado ao longo da prova. Ainda assim, ficou a 0s587 do vencedor. Fecharam o top-10 Daniel Holgado, Carlos Tatay, Kaito Toba e Joel Kelso.
Com a vitória, García alcançou a liderança do campeonato, com 58 pontos. Foggia vem logo atrás, com 54. E Guevara, por conta do abandono, fica com a terceira posição, com 28 pontos.
A Moto3 volta à pista na semana que vem, em Austin, para o GP das Américas, agendado para o dia 10 de abril. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da abertura do Mundial de Motovelocidade 2022.
Saiba como foi o GP da Argentina de Moto3:
O domingo recebeu a Moto3 com clima ameno para o GP da Argentina, em Termas de Río Hondo. Antes da largada, os termômetros mediam 21°C, com o asfalto chegando a 34°C. A umidade relativa do ar estava em 59%, com a velocidade do vento a apenas 2 km/h.
No grid, a escolha de pneus foi bem dividida entre os pneus dianteiros M3 e H3, com o brasileiro Moreira escolhendo o H3. Na traseira, a maioria foi de H4.
Na hora da largada, García saltou bem e manteve a ponta, com Guevara se instalando o segundo posto, diante de Sasaki, Riccardo Rossi, Xavier Artigas, Daniel Holgado e Diogo Moreira.
Ainda no início da corrida, Ana Carrasco teve problemas e precisou entrar nos boxes da BOÈ, de onde conseguiu sair um pouco depois. Ainda no giro 1, Izán tomou a ponta do companheiro de Aspar, com Artigas pulando para o terceiro lugar e Moreira avançando para a quarta colocação.
Enquanto a dupla da Aspar tentava descolar do pelotão, a briga pelo terceiro posto permanecia intensa. Jaume Masià assumiu a posição, diante de Diogo, Artigas, Rossi, Holgado e Suzuki.
Na volta 4, Moreira subiu para a terceira colocação, mas já 0s852 de García, que seguia colado em Guevara, ainda na liderança da corrida. O brasileiro, porém, não sustentou a posição por muito tempo, já que foi superado por Masià e Holgado pouco depois.
Andrea Migno entrou na briga na sequência para passar Diogo por dentro e assumir a quinta colocação. O italiano ganhou mais um posto, mas o #10 da MSI reagiu e passou Holgado para voltar ao quinto lugar. Na volta 6, Xavier Artigas caiu e abandonou a disputa em Termas de Río Hondo, mas escapou de lesões maiores. O piloto da Prüstel, porém, escancarou a decepção com o resultado.
Pouco depois, a direção de prova anunciou que Deniz Öncü teria de cumprir uma volta longa por ter cortado a pista na curva 9. Na sequência, Carrasco abandonou de vez a disputa depois de uma queda sem maiores consequências físicas.
Enquanto isso, o pelotão colou no duo da Aspar, com Masià passando a pressionar García pela terceira colocação. Migno era o quarto, diante de Moreira, Holgado, Rossi e Suzuki. Na abertura da volta 8, Jaume tomou a posição de Sergio, com Andrea passando o #11 logo depois.
García não demorou para responder. Migno foi o primeiro alvo, mas Masià foi derrubado para a terceira colocação logo na sequência. Moreira era o quinto, com Dennis Foggia agora vindo em sexto, diante de Tatsuki Suzuki, Rossi, Holgado e Carlos Tatay.
Em meados da volta 9, Guevara teve um problema com a moto e perdeu potência na saída da curva 3. Iván teve de abandonar e quem aproveitou para tomar a ponta foi Migno, à frente de García, Masià e Moreira.
García não tardou em recolocar a Aspar na ponta, com Masià se engraçando para cima de Migno antes de ser recolocado no terceiro lugar, com uma manobra por dentro na curva 3. Foggia apareceu forte no ataque e assumiu o terceiro posto, com Diogo caindo para quinto.
Ainda com oito voltas para o término da corrida García ia sustentando a liderança, agora com 0s122 de margem para Migno. Foggia e Masià, porém, aproveitaram o fim do giro para dar o bote, passando por dentro na curva 12. Jaume tampouco ficou parado e usou a curva 1 para assumir o segundo posto.
Em meados do giro, Migno retomou a terceira colocação, derrubando Dennis para quarto, diante de Rossi, Suzuki e Moreira, que caiu para sétimo, mas seguia dentro do pelotão e com um respiro um pouco maior em relação a Ayumu Sasaki.
Com sete voltas para o fim, Migno e Masià foram ao chão juntos na curva 13, o que resultou em uma troca de acusações. Pelas imagens, foi possível ver que Andrea tentou passar por dentro, caiu e acabou coletando o espanhol. O incidente será revisado pelos comissários da FIM (Federação Internacional de Motociclismo).
Assim, García abriu mais de 0s5 de margem na liderança da disputa, com Foggia em segundo, diante de Suzuki, Rossi, Sasaki, Holgado, Moreira, Tatay, Kaito Toba e Joel Kelso.
Com três voltas para a bandeirada, a vantagem de García na liderança tinha caído para 0s406 em relação a Foggia. Suzuki permanecia em terceiro, com Sasaki passando Holgado para ser o quarto colocado. Rossi e Moreira vinham em seguida.
Já de volta aos boxes, Migno foi direito à garagem da Red Bull KTM Ajo para se desculpar com Masià, mas foi recebido por Aki Ajo, chefe da equipe, já que o piloto não parecia lá muito disposto a ouvir o adversário.
No fim da penúltima volta, Foggia conseguiu passar García por dentro na curva 12 para tomar a dianteira. Suzuki também aproveitou para deixar o piloto da Aspar para trás, dando uma forcinha para o companheiro de Leopard. Depois de uma primeira tentativa frustrada, Sergio conseguiu recuperar o segundo posto, mas já 0s2 atrás.
O piloto da Aspar, contudo, não entregou os pontos e tratou de colar em Foggia para passar na penúltima curva e assegurar a vitória com só 0s146 de margem. Sasaki ficou em terceiro, com Suzuki cruzando na sequência, mas perdendo uma posição por punição por exceder os limites da pista.
Moto3, GP da Argentina:
| 1 | S GARCÍA | Aspar GasGas | 38min23s433 | 18 voltas |
| 2 | D FOGGIA | Leopard Honda | +0.146 | |
| 3 | A SASAKI | Sterilgarda Max Husqvarna | +0.375 | |
| 4 | R ROSSI | Sic58 Honda | +0.507 | |
| 5 | T SUZUKI | Leopard Honda | +0.484 | |
| 6 | D MOREIRA | MSI KTM | +0.587 | |
| 7 | D HOLGADO | Red Bull KTM Ajo | +0.715 | |
| 8 | C TATAY | Prüstel GP CFMoto | +2.032 | |
| 9 | K TOBA | CIP KTM | +3.098 | |
| 10 | J KELSO | CIP KTM | +3.397 | |
| 11 | E BARTOLINI | Avintia KTM | +7.649 | |
| 12 | R YAMANAKA | MSI KTM | +8.893 | |
| 13 | A FERNÁNDEZ | Tech3 KTM | +9.032 | |
| 14 | D ÖNCÜ | Tech3 KTM | +9.202 | |
| 15 | I ORTOLÁ | Angelus MTA KTM | +9.449 | |
| 16 | S NEPA | Angelus MTA KTM | +22.745 | |
| 17 | T FURUSATO | Team Asia Honda | +23.423 | |
| 18 | M BERTELLE | Avintia KTM | +23.667 | |
| 19 | L FELLON | Sic58 Honda | +23.810 | |
| 20 | A SURRA | Snipers Honda | +24.041 | |
| 21 | M AJI | Team Asia Honda | +24.880 | |
| 22 | G RIU | Boe SKX KTM | +37.416 | |
| 23 | J WHATLEY | VisionTrack Honda | +1:02.131 | |
| 24 | J MASIÀ | Red Bull KTM Ajo | +5 voltas | |
| 25 | A MIGNO | Snipers Honda | +7 voltas | |
| 26 | S OGDEN | VisionTrack Honda | +8 voltas | |
| 27 | I GUEVARA | Aspar GasGas | +12 voltas | |
| 28 | X ARTIGAS | Prüstel GP CFMoto | +16 voltas | |
| 29 | A CARRASCO | Boe SKX KTM | +17 voltas |