Cacá Bueno externou seu descontentamento em relação aos perigos dos carros da Stock Car e cobrou união por parte dos pilotos. Após o forte acidente envolvendo Bruno Baptista e João Paulo de Oliveira em Brasília, o #0 afirmou que os competidores precisam ter pulso firme e se manter unidos para buscar soluções que aumentem a segurança no esporte.

Bruno e João Paulo, que participavam do primeiro grupo no TL1, bateram nos instantes finais da sessão. Os treinos livres da Stock Car não são transmitidos e, por isso, há poucos detalhes sobre o acidente. Porém, de acordo com Maurício Ferreira, chefe da Full Time — equipe de JP —, o #7 atingiu em formato de “T” o carro #44 da RCM. Imagens onboard divulgadas mais tarde confirmaram o relato do dirigente. Ambos os pilotos passaram pelo centro médico e foram posteriormente encaminhados a um hospital para exames mais detalhados, apurou o GRANDE PRÊMIO.

A batida, porém, repercutiu de forma extremamente negativa, e os pilotos chegaram a cogitar não correr neste fim de semana ao saber das consequências do acidente e do estado do carro de Baptista. Com o impacto, o #44 rachou e teve diversas peças quebradas. Baptista chegou a ficar desacordado, apurou o GP.

Parte dos pilotos chamou a CBA para conversar. Bueno, Felipe Massa e Gabriel Casagrande estiveram entre aqueles que expressaram seu descontentamento à confederação. Alguns competidores, inclusive, não pretendiam ir à pista no TL2, mas mudaram de ideia após uma reunião que avaliou o cenário da Stock Car em Brasília.

Um dos mais experientes do grid, Bueno cobrou maior ação por parte dos pilotos e afirmou que o grupo precisa permanecer unido quando a segurança está em pauta.

“É difícil falar qualquer coisa de treino ou carro hoje, pois é um dia triste. A gente viu dois amigos e companheiros de trabalho hoje no chão por conta de um acidente. A gente sabe que isso acontece no automobilismo e, graças a Deus, eles estão bem. Hoje em dia o automobilismo traz menos consequência, e nós estamos sempre preocupados com segurança, em todas as categorias”, disse Bueno.

“Eu gostaria de ver um pouco mais de união dos pilotos em busca de segurança. Não adianta a gente falar e não agir. Gostaria de ver mais união de pilotos com a Confederação, com o organizador, com o construtor. Adoraria que estivéssemos todos sentados em uma sala buscando soluções, preocupados com a vida de todos. No final do dia, sou eu quem vou entrar no carro, e quando eu parar, meus amigos vão continuar. Só queria que todos estivessem mais seguros”, finalizou Bueno.

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