Com duas vitórias na temporada, incluindo a Corrida do Milhão, Ricardo Zonta vai para a próxima etapa, em Londrina, com algo a mais em seu carro: o lastro de 30 kg, peso que aquele que ocupa o topo da classificação usa obrigatoriamente em 2020 na Stock Car.

Por isso, o piloto da Shell e da RCM analisa o que espera encontrar de dificuldades graças ao peso extra no #10 no próximo final de semana, na quarta etapa do ano.

“Em Londrina o lastro faz muito efeito porque tem subida na entrada da reta e e descida nas freadas, e nisso os 30 quilos acabam causando muita interferência”, disse.

“Mas o mais importante é chegar lá com isso no fim de semana e focar para solucionar esse problema com o acerto. É uma pista que tem muito desgaste de pneu por causa das pedras nas curvas, e que, dependendo do traçado que você faz, interfere muito no tempo da volta por causa das pedras. É fazer o melhor trabalho possível para coletar o máximo possível de pontos”, completou o líder, que tem 82 no momento, quatro a mais que César Ramos.

Ricardo Zonta com o troféu da Corrida do Milhão (Foto: Duda Bairros/Vicar)

Já os outros pilotos da Shell têm esperança de melhora no campeonato com a chegada à pista londrinense. Todos contam com acertos e mudanças em seus carros para evoluir na pontuação. Átila Abreu, por exemplo, cita que diversas modificações foram feitas em seu #51 da Crown.

“Estou bem ansioso para colocá-las em prática e poder testá-las. Junto a isso, soma-se a liberação do pacote de performance para tentar equalizar os carros da Chevrolet em relação aos da Toyota. O pacote 1, que é o de asa, assoalho e mais alguma coisa, vamos utilizar. O pacote 2, que na nossa opinião é até o mais expressivo, que é o da altura, será difícil de usar em Londrina porque é uma pista com muitas zebras, o carro pega muito embaixo; vamos tentar, mas é bem difícil porque Londrina é um dos carros mais altos que usamos”, contou Abreu.

“Mas achamos que, de fato, é a primeira pista do calendário que na teoria tende a equalizar um pouco mais os carros. Vai ser um tira-teima para vermos se em pistas mais de baixa o Chevrolet conseguem acompanhar os Toyota. Difícil falar sem ter os gráficos, não somos uma equipe com os dois carros. Mas temos de fazer o nosso trabalho para ser o melhor Chevrolet, ainda não somos, estamos em terceiro entre estes, temos margem para evoluir. Confio muito no trabalho que a equipe tem feito para dar esse salto e crescer na tabela do campeonato”, completou. Abreu é o atual oitavo colocado, com 44 pontos.

Átila Abreu, Shell, Stock Car, Interlagos (Foto: Duda Bairros/Vicar)
Átila Abreu (Foto: Duda Bairros/Vicar)

Sete posições abaixo na tabela vem o companheiro de Abreu na Crown/Shell, Galid Osman. E este é outra que confia em melhoras no carro para a prova no Paraná.

“Estou bastante animado, só precisamos resolver um problema nos freios. A equipe vem trabalhando muito, trocaram todos os pedais de freios dos carros para tentar melhorar. Então acho que vai ser um bom fim de semana, e vamos para cima”, comentou.

O carro de Galid Osman (Foto: José Mário Dias/Shell)

Por fim, Gaetano Di Mauro tenta tirar seu carro da Vogel da parte de baixo da classificação. No momento, ele é o 20°, com 18 pontos – é importante lembrar, porém, que antes da etapa decisiva o pilotos podem descartar três resultados.

“Temos muitas coisas a fazer e desenvolver no carro, estamos um pouco para trás nos acertos, mas tenho certeza de que é uma pista na qual, se conseguirmos uma boa configuração, será um caminho para as outras pistas. Então, vamos batalhar o máximo para encontrá-la, que é o foco que precisamos agora. Se der tudo certo, vamos em busca de um pódio. Com certeza, o mais importante é buscar a configuração correta para Londrina” concluiu Di Mauro.

Gaetano Di Mauro na segunda etapa da temporada 2020 (Foto: José Mário Dias/Shell)

Os pilotos da Shell começam a andar na pista paranaense na próxima sexta-feira (11), às 13h, para o primeiro treino livre da etapa – que tem duas corridas no domingo. O GRANDE PRÊMIO faz cobertura completa.