Se há uma certeza para o GP do Brasil de Fórmula 1 deste fim de semana, em Interlagos, é que Charles Leclerc não vai largar na pole-position. O monegasco, que largou 7 vezes na primeira posição na temporada 2019, vai sofrer uma punição no grid por conta da troca de motor que a Ferrari vai providenciar depois dos problemas sofridos pelo piloto no sábado do GP dos Estados Unidos. Ainda não se sabe se a Ferrari vai efetuar a mudança de todos os componentes da unidade de potência, mas a expectativa é que Leclerc perca, pelo menos, 10 posições.

No Texas, a Ferrari chegou a detectar um vazamento de óleo no motor de Leclerc, mas optou por trocar a unidade de potência por uma versão já usada para evitar que o dono do carro #16 sofresse uma punição. Charles terminou a corrida no Circuito das Américas em quarto, mas a mais de 50s atrás do vencedor, Valtteri Bottas.
 
“Charles vai ter um novo motor, já que o seu ficou avariado no sábado em Austin, o que determinou que um antigo, e com menos potência, fosse usado para o restante do fim de semana”, explicou Mattia Binotto, chefe da Ferrari, que mesmo assim confia em uma boa jornada do monegasco em Interlagos.

#iconeimagem Charles Leclerc vai sofrer punição no grid do GP do Brasil (Foto: Ferrari)
“Montar uma nova unidade de potência implica ter punição no grid, mas deveremos ter uma performance normal na corrida e demonstrar um grande nível para terminar o ano em grande forma. Vai ser importante para confirmar que evoluímos com nosso carro para seguir com essa sequência no inverno. Sei que nossa equipe e os pilotos estão muito concentrados nisso”, completou.
 
Vai ser a primeira vez que Leclerc vai defender a Ferrari correndo no Brasil. O piloto exaltou a atmosfera do país e a empolgação dos fãs, além de recordar o legado de Ayrton Senna, que fez história em Interlagos.
 
“Não é só o povo do Brasil e sua paixão pelo esporte. Também foi a casa de Ayrton Senna, que é o piloto que talvez eu mais admirei. Teve muito talento, era especial. Este GP sempre vai me fazer lembrar seu legado”, comentou.
 
“É muito empolgante pilotar aqui. É uma volta curta que reúne uma grande combinação de curvas, com algumas retas. O traçado mudou um pouco ao longo das últimas décadas. Antes, sempre o escolhia para jogar com o PlayStation. A meteorologia, além disso, pode mudar muito, o que implica que a pista pode mudar dia após dia, oferecer desafios inesperados às equipes e mesclar o grid”, disse Charles.
 
O fim de semana do GP do Brasil também vai ser especial para Sebastian Vettel. O alemão vai fazer sua 100ª corrida pela Ferrari e não vê a hora de acelerar novamente na icônica Interlagos.
 
“No Brasil tudo pode acontecer”, exaltou o tetracampeão. “Não sei por que, mas há algo neste lugar, neste circuito, que o faz único. Cada ano temos alguma loucura, sempre acontece algo. É uma pista que se adapta bem ao nosso carro e na qual fomos bem nos últimos anos. Lembro o grande ritmo que tivemos lá com Kimi [Räikkönen] no pódio e, há dois anos, vencemos a corrida”, lembrou.
 
Vettel fez questão também de exaltar o fã brasileiro que costuma lotar as arquibancadas do autódromo paulistano. “No geral, é um bom lugar para nós e espero que siga sendo neste ano. O ambiente também é muito especial, os brasileiros são os fãs mais barulhentos do calendário. Você pode escutá-los ainda que esteja dentro do carro. Parece que estão no cockpit contigo”, complementou.
 
O GRANDE PRÊMIO cobre in loco o GP do Brasil com os jornalistas Evelyn Guimarães, Felipe Noronha, Fernando Silva, Flavio Gomes, Gabriel Carvalho, Gabriel Curty e Pedro Henrique Marum, e o fotógrafo Rodrigo Berton. Acompanhe todo o noticiário aqui e tudo dos bastidores e das atividades em pista AO VIVO e em TEMPO REAL.
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