A história do GP da Inglaterra parecia ser de mais uma demonstração de força de Andrea Kimi Antonelli, com uma implacável Mercedes. Mas a realidade que se impôs teve mais um problema de largada, nova falha de confiabilidade e Antonelli quase fora de combate, arrastando o carro na pista para chegar ao fim. Bom para Charles Leclerc, para a Ferrari e para George Russell.

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VERSTAPPEN NA McLAREN E PIASTRI NA RED BULL É A GRANDE BOMBA DA F1 2027? | Paddock GP

Se Lewis Hamilton tinha aproveitado a oportunidade duas corridas atrás, agora foi a vez de Leclerc. Pela primeira vez em dois anos, o monegasco brilhou e conquistou um resultado dos mais ‘tira zica’ dos últimos tempos. Quem sabe põe fim, assim, à sequência tenebrosa e ao domínio ao qual tem sido imposto por Hamilton.

Falando em domínio, chega a ser engraçado que a corrida tenha sido tão positiva para Russell. Batido por larga margem pelo companheiro por todo o fim de semana, deu a sorte do ano na hora da decisão e ainda contou com mais um golpe de bons ventos ao ver a corrida terminar em safety-car, quando tinha pneus gastos frente a uma fila de pilotos de compostos novos esperando apenas a bandeira verde que nunca veio. Hamilton, por outro lado, perdeu o segundo lugar e a chance de atacar pela vitória com a ausência da verde derradeira.

O GP da Inglaterra acabou bastante positivo para Gabriel Bortoleto, que finalmente, após cerca de quatro meses, voltou a pontuar. No pelotão intermediário, ficou somente atrás da dupla da Racing Bulls, superando a da Alpine. Um oitavo lugar de sabor doce. O companheiro de equipe, Nico Hülkenberg, abandonou com problemas do câmbio, mas não fazia boa prova e continua sem pontos na temporada.

A Fórmula 1 volta de 17 a 19 de julho no GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps, décimo da temporada 2026. As notas do Ranking GP são distribuídas por Gabriel Carvalho, João Pedro Nascimento, Luana Marino e Pedro Henrique Marum.

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Charles Leclerc brilhou na Inglaterra (Foto: Reprodução/F1)

1º) Charles Leclerc – 9.0 – Uma grande largada, um grande golpe de sorte e bum! Veio a primeira vitória desde o GP dos EUA de 2024. É verdade que a situação foi um tanto circunstancial, mas os problemas recorrentes da Mercedes transformam situações como essas em oportunidades reais que devem ser esperadas a cada fim de semana.

2º) George Russell – 6.0 – Lento, distante e dominado de maneira fundamental pelo companheiro de equipe e pelos pilotos da Ferrari, Russell deu o grande golpe de sorte dele na temporada — inversamente proporcional ao que aconteceu no Canadá. Chega a ser cômico que tenha entrado na margem de uma corrida na briga pelo campeonato.

3º) Lewis Hamilton – 8.0 – Uma queima de largada e o golpe de azar no fato da corrida não relargar foram decisivos para Hamilton apenas assistir a Ferrari vencer com outro piloto. Verdade seja dita, porém, Leclerc foi mais rápido e melhor durante a prova.

4º) Lando Norris – 8.0 – Mais um que ficou com pneus novos na mão esperando a relargada do fim para subir na corrida. Não rolou, mas Norris viveu boa etapa. Sem qualquer chance de repetir a vitória da temporada passada, é verdade, mas na situação de imposição de Mercedes e Ferrari ante a McLaren, era o possível.

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Gabriel Bortoleto voltou a pontuar (Foto: Audi)

5º) Isack Hadjar – 7.5 – Desde que Verstappen chegou à F1, é difícil vê-lo superado em ritmo de classificação durante toda a atividade de formação de grid. Foi o que aconteceu na Inglaterra e o ponto alto da etapa do jovem Hadjar. A corrida foi na média.

6º) Liam Lawson – 8.5 – Quem é que para a Racing Bulls? Já virou de praxe ver os dois carros da equipe B da Red Bull mandando no pelotão intermediário e até infiltrando entre as quatro principais equipes do grid, mas não deixa de impressionar. Lawson faz um belo ano.

7º) Arvid Lindblad – 8.0 – Atrás do companheiro de equipe mais experiente, mas à frente de todos os outros rivais possíveis. Desde que conseguiu estabilizar na Fórmula 1, Lindblad impressiona e manda recado para a Red Bull.

8º) Gabriel Bortoleto – 8.0 – “Cada ponto é sofrido”, afirmou Bortoleto após o primeiro top-10 em quatro meses, desde o GP da Austrália que abriu a temporada. Demorou ponto para a Audi, não apenas Bortoleto, voltar a pontuar, embora estivesse claro que o carro não estava tão longe assim. A meta agora é continuar a toada.

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Franco Colapinto levou a Alpine aos pontos (Foto: Alpine)

9º) Franco Colapinto – 7.0 – Depois de uma pista na Áustria muito ruim para a Alpine, certa normalidade foi restabelecida com os dois carros do time francês nos pontos. Uma vez mais, Colapinto

10º) Pierre Gasly – 6.5 – Mesmo partindo de trás, a Alpine se recuperou, mas Gasly não terminou muito feliz. A punição que o fez despencar no grid, algo pelo qual responsabilizou um problema no rádio, e um erro no sistema de pit-stop foram citados. De certa forma, o décimo lugar foi até demais.

11º) Oscar Piastri – 4.0 – Asa dianteira quebrada na primeira volta foi o aviso da corrida parca que viria. A McLaren já se acostumou com ter apenas um de seus dois pilotos indo bem no fim de semana. Pelo menos os dois alternam.

12º) Oliver Bearman – 6.0 – Largada ruim, encontrão no meio do pelotão e mais uma prova em que a Haas se perdeu sem grandes chances de pontuar.

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Kimi Antonelli deu azar em Silverstone (Foto: Mercedes)

13º) Esteban Ocon – 5.5 – Diferente de Bearman, largou bem. Mesmo assim, terminou atrás. Além dum ritmo sem grandes destaque, teve pit-stop longo demais por problema na parte traseira direita.

14º) Sergio Pérez – 5.5 – Sem maiores problemas e frente a vários abandonos grid afora, Pérez conseguiu um 14º lugar que parece acima do tom para a Cadillac. O positivo é ver que a equipe de fato está na frente da melancólica Aston Martin.

15º) Andrea Kimi Antonelli – 9.0 – Dono do fim de semana, provavelmente venceria a corrida com certa margem apesar da largada ruim. Só que a confiabilidade da Mercedes entrou em questão de novo. É incrível que a distância tenha caído tanto, para apenas uma prova de diferença, quando o adversário dá poucas demonstrações de sobrevivência.

16º) Valtteri Bottas – 5.0 – Voltou a chegar ao fim de uma corrida. Importante que seja assim justo após as primeiras atualizações. Serve de teste para o resto da temporada.

Max Verstappen abandonou após rodada (Foto: Reprodução)

17º) Carlos Sainz – 5.0 – Até chegou a viver brilhareco e entrar no top-10, mas foi sendo engolido progressivamente. A Williams voltou a despencar na ordem de forças após atualizações das rivais.

18º) Fernando Alonso – 4.5 – Nada mais do que outra corrida em que fez um teste glorificado.

19º) Lance Stroll – 4.0 – A mesma coisa que Alonso. Pediu paciência com a evolução da equipe, mas a realidade é que quem precisa ter paciência são os pilotos.

20º) Max Verstappen – 6.5 – Teve toda a sorte do mundo para chegar ao pódio, mas a escapada no fim colocou ponto final na participação. Culpou uma asa mal fixada pela perde brusca de downforce que foi o pontapé inicial para a rodada.

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Charles Leclerc foi o nome numa corrida peculiar (Foto: Ferrari)

21º) Alexander Albon – 3.0 – Batida no meio da confusão no começo da prova e pronto: corrida inteira a perder. No vai-e-não-vai de remendos estratégicos ficou distante do pelotão o tempo inteiro até abandonar.

22º) Nico Hülkenberg – 4.5 – Mais uma largada ruim, algo já tradicional da Audi, uma rodada e problemas no câmbio. Sem muito a tirar.

GP da Inglaterra – 6.0 – Problemas diversos e distribuídos para equipes de todas as forças, alternativas muitas, embora esquisitas e uma pista que o mundo inteiro sabia que seria complicada para gestão de energia. Mesmo com altos e baixos, teve bons momentos.

Melhor GP – GP do Canadá – 6.5
Pior GP – GP de Mônaco – 3.0
Média: 6.6

MÉDIA DA TEMPORADA:

1º) Andrea Kimi Antonelli – 8.2
2º) Lewis Hamilton – 7.7
3º) Pierre Gasly – 7.2
4º) Max Verstappen – 7.1
5º) Liam Lawson – 7.1
6º) Lando Norris – 6.8
7º) George Russell – 6.7
8º) Arvid Lindblad – 6.7
9º) Franco Colapinto – 6.3
10º) Isack Hadjar – 6.3
11º) Oliver Bearman – 6.2
12º) Gabriel Bortoleto – 6.2
13º) Charles Leclerc – 6.2
14º) Carlos Sainz – 6.0
14º) Fernando Alonso – 5.6
16º) Nico Hülkenberg – 5.6
17º) Oscar Piastri – 5.4
18º) Esteban Ocon – 5.4
19º) Sergio Pérez – 5.1
20º) Alexander Albon – 5.0
21º) Lance Stroll – 4.2
22º) Valtteri Bottas – 4.1

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