Newell admite que “não estava em seu melhor” após queda nas 6H de São Paulo
Em entrevista ao GRANDE PRÊMIO, Gray Newell buscou explicações para a queda do Aston Martin #23 da pole-position para o último lugar da LMGT3 nas 6 Horas de São Paulo
O Aston Martin #23 teve uma atuação impecável na classificação das 6 Horas de São Paulo do Mundial de Endurance (WEC), no último final de semana, mas viveu um verdadeiro pesadelo na corrida. Com Gray Newell ao volante, o carro da Heart of Racing despencou nas primeiras voltas e já estava fora do top-5 da LMGT3 logo nos instantes iniciais da prova em Interlagos. Depois da bandeirada final, o norte-americano procurou explicações para a tragédia do último domingo (12).
Ao final das 6 horas de corrida, o trio composto por Newell, Jonny Adam e Kobe Pauwels estava na 18ª e última posição da classe, o que levantou algumas questões a serem respondidas depois da corrida. Em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO, o piloto americano apontou para os muitos problemas encarados em pista e tentou explicar o desempenho fraco no Brasil.
Primeiramente, Newell destacou o alto desgaste dos pneus e reforçou o foco da equipes em stints curtos neste fim de semana, o que ajudou o Aston Martin #23 a conquistar a pole-position. No entanto, quando chegou a hora de fazer trechos mais longos na corrida, a performance deixou a desejar.
“Nos treinos, priorizamos stints curtos, colocando todos os pilotos no carro e garantindo que estávamos preparados para a hiperpole, o que é obviamente muito importante. Infelizmente, isso acabou afetando alguns dos problemas que o carro apresentou em stints mais longos. Tivemos um desgaste enorme dos pneus traseiros, e isso aconteceu muito rapidamente, o que é estranho porque o outro carro apresentou uma mudança de equilíbrio bastante diferente ao longo do stint, então vamos ter de descobrir o que aconteceu”, analisou Newell.
“Infelizmente o equilíbrio estava bem ruim. O carro era muito difícil de pilotar e estava com dificuldades para encontrar um ritmo. No segundo stint, fui um pouco melhor quando passei a cuidar bastante dos pneus traseiros, tentando preservá-los o máximo possível. No geral, foi um dia difícil. Não senti que estava no meu melhor hoje, mas acredito que vamos conseguir nos recuperar rapidamente e descobrir o que deu errado”, seguiu o piloto, que corre com Dudu Barrichello em etapas selecionadas do WEC 2026.
Outro fator destacado por Newell ao GP foi o clima. Com a expectativa de chuva durante a prova, o piloto bronze da Aston Martin esperava que algum caos pudesse favorecer a equipe do #23 ao longo da corrida. No entanto, mesmo que alguma coisas acontecesse à frente, o americano já não estava mais tão esperançoso em uma recuperação.
“Estávamos prevendo que a corrida inteira seria disputada na chuva, mas não pegamos chuva em nenhum momento. Uma corrida na chuva obviamente pode mudar tudo. Dada a posição em que já estávamos, não havia muita esperança de que tivéssemos sorte com uma bandeira amarela”, finalizou Newell.
Após as 6 Horas de São Paulo, vencidas pelo BMW #15 de Magnussen, Marciello e Vanthoor, o WEC retorna apenas no dia 6 de setembro com a Lone Star Le Mans, no Circuito das Américas, em Austin, nos Estados Unidos.
Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GPTV
Navegue pelos Temas
- 6 Horas de São Paulo
- 6 Horas de São Paulo 2026
- 6 Horas de São Paulo WEC
- 6h de são paulo
- Aston Martin
- calendário Mundial de Endurance
- calendário WEC
- classificação Mundial de Endurance
- classificação WEC
- Endurance
- Endurance 2026
- Grande Premio
- grandepremio
- Gray Newell
- heart of racing
- horários Mundial de Endurance
- horários São Paulo
- horários WEC
- Interlagos
- Interlagos 2026
- Interlagos WEC
- LMGT3
- Mundial De Endurance
- Mundial de Endurance 2026
- Mundial de Endurance hoje
- Sao Paulo
- São Paulo 2026
- temporada 2026 do Mundial de Endurance
- temporada 2026 do WEC
- Wec
- WEC 2026
- WEC hoje
