E quem foi que disse que a Mercedes não cogitou ter a própria asa Macarena para a temporada 2026 da Fórmula 1? De acordo com o diretor-técnico Simone Resta, a equipe até testou o dispositivo no ano passado, mas decidiu mesmo seguir com o modelo mais tradicional. O dirigente, no entanto, não negou que os prateados podem voltar atrás e adotar uma solução semelhante em algum momento no futuro.

Vale lembrar que a asa giratória apareceu pela primeira vez no carro da Ferrari, ainda durante os testes coletivos no Bahrein, e foi adotada posteriormente pela Red Bull. O projeto virou alvo de estudos por parte das rivais, porque a inversão do flap diminui o arrasto, melhora a eficiência aerodinâmica e facilita o trabalho da unidade de potência nas retas, fator importante principalmente em um regulamento com participação relevante da parte elétrica.

Com a comprovação de que a invenção realmente era eficaz, a McLaren foi a última a introduzir um conceito similar, no GP da Hungria, que viu Lando Norris subir no degrau mais alto do pódio. Importante destacar, porém, que os papaias utilizaram a Macarena somente nos treinos livres de sexta-feira, embora Andrea Stella, chefe do time, já tenha revelado que a asa traseira deve retornar em breve.

Como única integrante do top-4 da F1 a competir com uma asa mais tradicional na parte de trás, a Mercedes, por meio de Resta, foi questionada sobre o motivo de não adotar o dispositivo. “A Ferrari introduziu essa solução logo no início da temporada. Nós também a avaliamos no ano passado, mas, por uma série de razões técnicas, optamos por não adotá-la porque consideramos que outra abordagem era mais adequada”, disse em entrevista ao portal italiano FormulaPassion.

“Isso, porém, não significa que não possamos reavaliar essa decisão no futuro. Estamos sempre abertos a rever nossas escolhas”, acrescentou o diretor-técnico. Além da traseira, as Flechas de Prata optaram por uma abordagem diferente à do time de Maranello na asa dianteira: fixou os suportes do bico do W17 ao segundo elemento da asa, limitando a abertura da aerodinâmica ativa apenas ao flap superior.

“Isso é resultado do processo de desenvolvimento que seguimos desde o início. Não acreditamos que tenhamos uma fraqueza específica no uso da asa dianteira. É claro que a equipe, especialmente o departamento de aerodinâmica, avaliou e continuará avaliando as duas configurações. Neste momento, concentramos nossos esforços em uma delas, mas isso não significa que tenhamos feito essa escolha às cegas, sem considerar a outra. Avaliamos ambas as opções”, declarou.

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Diretor-técnico da Mercedes falou das opções aerodinâmicas da equipe na F1 (Foto: Reprodução/F1)

Por fim, Resta destacou como a Ferrari se colocou como principal adversária da Mercedes nessa primeira metade de temporada, levando em conta não só a classificação do campeonato, mas o ritmo de desenvolvimento apresentado pelos italianos.

“Eles estão fazendo um bom trabalho. Naturalmente, estão levando muitas atualizações para a pista, o que também é interessante em relação ao teto orçamentário. Sem dúvida, isso representa um desafio para a temporada, e o fato de estarem se aproximando torna tudo ainda mais interessante. Queremos enfrentá-los na pista”, encerrou.

A Fórmula 1 está de férias. A categoria retoma as atividades da temporada 2026 de 21 a 23 de agosto, com o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.

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