Com exclusividade ao GRANDE PRÊMIO, a fornecedora de combustível da Indy explicou o motivo de descartarem o etanol brasileiro a partir da temporada 2027. Como haverá uma nova fórmula para o próximo ano — com a produção feita inteiramente nos Estados Unidos —, a Shell alegou, por meio de um porta-voz, que estão promovendo uma “otimização de fornecimento” para manter os padrões exigidos pela categoria.
O combustível renovável foi introduzido na Indy justamente na temporada 2023, com o objetivo de reforçar o compromisso da categoria com a sustentabilidade no automobilismo. O Brasil teve participação na iniciativa, já que a empresa Raízen desempenhou papel importante na produção do etanol de segunda geração (E2G), que foi fabricado a partir do bagaço da cana-de-açúcar e outros biocombustíveis.
O acordo permitiu que a Indy fosse a primeira grande categoria do automobilismo dos Estados Unidos a utilizar um combustível 100% renovável, tornando-se um verdadeiro laboratório para demonstrar que o E2G suporta condições extremas de potência e temperatura, sem perda de desempenho em comparação a outros combustíveis. No entanto, a parceria vai terminar ao fim desta temporada.
A categoria anunciou nesta sexta-feira (21) que vai contar com uma versão atualizada do combustível renovável a partir da temporada 2027, com produção feita inteiramente nos Estados Unidos, incluindo a matéria-prima do etanol, que será proveniente de Indiana. Com exclusividade ao GRANDE PRÊMIO, a Shell explicou a razão para substituir o etanol brasileiro.

“A Shell está substituindo o fornecedor de etanol para seu combustível de corrida 100% renovável como parte de seus esforços contínuos para otimizar o fornecimento e, ao mesmo tempo, manter os elevados padrões de desempenho e sustentabilidade exigidos pela Indy”, declarou um porta-voz ao GP, antes de destacar a produção da matéria-prima do etanol em Indiana.
“A matéria-prima do etanol utilizada na fórmula atualizada para a temporada 2027 passará a ser proveniente de fontes estadunidenses, especificamente de Indiana”, completou.
A Indy volta neste fim de semana, entre os dias 22 e 23 de agosto, com o GP de Washington, em um circuito de rua montado nas cercanias do Capitólio.
GP de Washington da Indy: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
Horários no Brasil*
- Treino livre 1 (22/08): 10:00
- Treino livre 2 (22/08): 14:00
- Classificação (22/08): 18:00
- Warm-up (23/08): 10:00
- Corrida (23/08): 14:00
Horários em Portugal e Angola
- Treino livre 1 (22/08): 14:00
- Treino livre 2 (22/08): 18:00
- Classificação (22/08): 22:00
- Warm-up (23/08): 14:00
- Corrida (23/08): 18:00
Horários em Cabo Verde
- Treino livre 1 (22/08): 12:00
- Treino livre 2 (22/08): 16:00
- Classificação (22/08): 20:00
- Warm-up (23/08): 12:00
- Corrida (23/08): 16:00
Horários em Moçambique
- Treino livre 1 (22/08): 13:00
- Treino livre 2 (22/08): 17:00
- Classificação (22/08): 21:00
- Warm-up (23/08): 13:00
- Corrida (23/08): 17:00
*Horário de Brasília