Além de ser disputado em uma pista completamente nova, o GP de Washington também conta com outro ingrediente especial: será a corrida mais longa da temporada 2026 em um circuito misto. Pato O’Ward falou sobre a imprevisibilidade da prova e destacou que o tráfego e o uso do botão de ultrapassagem serão determinantes para as estratégias. O mexicano também crê que a etapa terá muitas chances de ultrapassagens.

A corrida nos arredores da Casa Branca e do Capitólio do capitólio originalmente contaria com 125 voltas, mas os organizadores decidiram aumentar para 147 giros, o que totaliza 250 milhas (um pouco mais de 400 km) para homenagear o aniversário de 250 anos de independência dos Estados Unidos. Apesar de não ser um circuito longo — são apenas sete curvas e 1,66 milha (2,67 km) de extensão —, a duração da etapa é um desafio a mais para os pilotos.

O’Ward admitiu que não sabe como serão as estratégias na corrida, mas crê que o tráfego vai desempenhar um papel fundamental nas táticas.

“Nunca corremos aqui antes. Não sabemos bem o que esperar em termos de estratégia, é difícil dizer. A classificação sempre tem esse aspecto de poder ajudar ou atrapalhar. Será que o tráfego vai ser fácil ou difícil de lidar? Quanto tempo você perde se ficar preso atrás de um carro mais lento?”, ponderou o piloto da McLaren.

Pato O’Ward reconheceu que não sabe como serão as estratégias no GP de Washington (Foto: IndyCar)

“Acho que vamos começar a perceber todas essas coisas aqui nos treinos, vendo se conseguimos posicionar o carro de forma a conseguir passar pelo tráfego com bastante facilidade ou não. Sinto que tudo isso vai influenciar as decisões estratégicas que tomaremos”, ressaltou.

O mexicano também acredita que o botão de ultrapassagem deverá ser usado com ainda mais prudência que o normal, já que haverá os mesmos 150s disponíveis para a etapa de rua mais longa da temporada.

“É uma corrida longa — obviamente, as estratégias vão variar bastante. Vai ser bem interessante ver como o pessoal vai planejar o uso do push-to-pass, já que temos apenas 150s de acionamento para quase 150 voltas. Se você usar em todos os giros, dá mais ou menos 1s por volta. Com certeza não é uma boa ideia fazer isso”, salientou.

“Você também quer atacar, mas ao mesmo tempo quer guardar um pouco para o final. Há várias retas onde terá muitas oportunidades de ultrapassagem. Acho que vai ser uma boa corrida”, finalizou.

A Indy volta ainda neste sábado (22), com a classificação marcada para as 18h. Neste domingo (23), a corrida começa às 14h, com cobertura completa do GRANDE PRÊMIO.

GP de Washington da Indy: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:

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