Além de fechar a temporada 2026 da Indy, o GP de Laguna Seca também marca a despedida de Scott Dixon da Ganassi após 25 temporadas, de 2002 a 2026. O hexacampeão ressaltou que será emocionante e destacou que o último ano defendendo o #9 tem sido bastante divertido. O neozelandês também salientou que a pista na Califórnia muda a cada ano por conta do recapeamento e que as estratégias são imprevisíveis.
Dixon fechou com a McLaren e vai defender a equipe papaia ao lado de Pato O’Ward e Felix Rosenqvist a partir de 2027. Ao longo dos anos, o neozelandês desempenhou um papel técnico no time de Chip Ganassi, especialmente no desenvolvimento do acerto — um dos fatores que também sustentam o domínio recente de Álex Palou na categoria.
Apesar de muita gratidão mútua e uma parceria extremamente vitoriosa — incluindo seis títulos e um triunfo nas 500 Milhas de Indianápolis —, o hexacampeão passou a se sentir menos valorizado dentro da estrutura, especialmente diante do esforço financeiro concentrado em Palou. Isso inclui os mais de US$ 28 milhões (cerca de R$ 145 milhões) envolvidos no imbróglio jurídico após a tentativa do espanhol de deixar a equipe rumo à McLaren — caso que terminou com vitória do time papaia na Alta Corte de Londres. Como não recebeu uma proposta salarial compatível com a trajetória e relevância histórica no time, Scott optou por se transferir à escuderia chefiada por Tony Kanaan.
Dixon destacou que a última corrida pela Ganassi terá um clima comovente e enfatizou que o clima continuou bom, mesmo após o anúncio da ida à McLaren.

“Laguna Seca será emocionante, com certeza. Tem sido muito divertido, com uma energia muito boa —todos têm sido fantásticos até agora e não vejo isso mudando”, declarou o veterano.
Dixon também ressaltou que a última etapa da temporada 2026 será imprevisível, já que as condições da pista sempre mudam com o passar dos anos, assim como as estratégias.
“É uma corrida difícil — a pista, depois que foi repavimentada, muda a cada ano. Mesmo agora, já ocorreram situações em que algumas áreas foram repavimentadas, o que traz algumas incógnitas, e a estratégia é sempre uma loucura”, apontou.
E apesar de elogiar o traçado de Laguna Seca, o piloto do #9 acredita que há pistas melhores para encerrar a temporada da Indy.
“É uma região linda e é muito divertido estar lá. Não tenho certeza se é o lugar ideal para encerrar o campeonato, só pelo fato de ser uma corrida um pouco sonolenta, mas é o que é”, concluiu.
Dixon chega à última prova pela Ganassi com uma das temporadas mais modestas da carreira e deve fechar o ano sem vencer, algo que não ocorre desde 2004. Conquistou apenas um pódio — o terceiro lugar em Long Beach — e aparece somente na 12ª colocação no campeonato.
A Indy conclui a temporada 2026 no próximo fim de semana, entre os dias 4 e 6 de setembro, com o GP de Laguna Seca.
GP de Laguna Seca da Indy: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
Horários no Brasil*
- Treino livre 1 (04/09): 18:00
- Treino livre 2 (05/09): 14:00
- Classificação (05/09): 17:30
- Treino livre 3 (05/09): 21:00
- Corrida (06/09): 15:30
Horários em Portugal e Angola
- Treino livre 1 (04/09): 22:00
- Treino livre 2 (05/09): 18:00
- Classificação (05/09): 21:30
- Treino livre 3 (06/09): 01:00
- Corrida (06/09): 19:30
Horários em Cabo Verde
- Treino livre 1 (04/09): 20:00
- Treino livre 2 (05/09): 16:00
- Classificação (05/09): 19:30
- Treino livre 3 (05/09): 23:00
- Corrida (06/09): 17:30
Horários em Moçambique
- Treino livre 1 (04/09): 23:00
- Treino livre 2 (05/09): 19:00
- Classificação (05/09): 23:30
- Treino livre 3 (06/09): 02:00
- Corrida (06/09): 20:30
*Horário de Brasília