A McLaren anunciou a contratação de Scott Dixon nesta segunda-feira (6), conforme antecipado pelo GRANDE PRÊMIO. O hexacampeão assinou o contrato logo após o GP de Mid-Ohio, que teve o primeiro 1-2 da equipe chefiada por Tony Kanaan, e passa a defender o time papaia a partir da temporada 2027 da Indy.
O neozelandês assinou um acordo multianual com a equipe. A McLaren também anunciou o retorno de Felix Rosenqvist, atual vencedor das 500 Milhas de Indianápolis. Ryan Hunter-Reay, que defendeu o time na prova este ano, também vai correr a Indy 500 de 2027. Por outro lado, Christian Lundgaard e Nolan Siegel deixam a escuderia.
Pensando exclusivamente na Indy, a contratação de Dixon tem como principal objetivo reforçar o time para a meta maior da equipe: vencer as 500 Milhas de Indianápolis. A McLaren enxerga no neozelandês uma peça-chave do modelo de sucesso da Ganassi, especialmente pelo papel técnico que ele desempenhou ao longo dos anos no desenvolvimento de acerto — um dos fatores que também sustentam o domínio recente de Álex Palou.
Apesar de muita gratidão mútua, a relação de Dixon com a Ganassi já não era a mesma. O veterano passou a se sentir menos valorizado dentro da estrutura, especialmente diante do esforço financeiro concentrado em Palou. Isso inclui os mais de US$ 28 milhões (cerca de R$ 145 milhões) envolvidos no imbróglio jurídico após a tentativa do espanhol de deixar a equipe rumo à McLaren — caso que terminou com vitória da McLaren na Alta Corte de Londres, enquanto Palou permaneceu na Ganassi e teve seu contrato renovado em meio a um cenário de desgaste interno.

Nesse contexto, Dixon não recebeu uma proposta salarial compatível com a trajetória e relevância histórica na equipe. Sem acordo, tornou-se agente livre e passou a ouvir outras propostas no mercado. Foi aí que a McLaren entrou com uma oferta agressiva, não apenas financeira, mas também esportiva, abrindo a possibilidade de um papel ampliado dentro da estrutura — incluindo futuras frentes fora da Indy, já que a equipe se prepara para entrar no Mundial de Endurance (WEC) com um programa de hipercarros a partir do ano que vem.
“Nossa equipe da Indy tem demonstrado um ótimo desempenho, e essa formação com Pato, Scott, Felix e Ryan fortalecerá todos os aspectos do nosso programa. Estamos focados no campeonato e também na vitória nas 500 Milhas de Indianápolis para garantir a Tríplice Coroa na era papaia. Esses quatro pilotos trazem uma vasta experiência e uma ótima química, e sem dúvida terão um impacto positivo em toda a nossa equipe”, destacou Brown.
“As contribuições de Christian e Nolan ajudaram a moldar o progresso sobre o qual estamos construindo hoje, e agradeço a energia e a motivação que eles trouxeram para a equipe desde que se juntaram a nós”, salientou.
Dixon, que deve assumir o #7 de Lundgaard, destacou o próximo passo na carreira e falou sobre a relação com Bruce McLaren — ambos são naturais da Nova Zelândia.

“Ingressar na McLaren em 2027 é um próximo passo empolgante na minha carreira. Foi uma grande decisão para mim e para minha família, e estou ansioso para contribuir com o que a equipe, Zak e Tony estão construindo lá”, ressaltou.
“Como neozelandês, fazer parte do legado de Bruce McLaren será especial — o espírito e a determinação dele ainda estão profundamente enraizados no time, e estou animado para dar continuidade a isso”, apontou.
Vale destacar também que Zak Brown, CEO da McLaren, nutre uma rivalidade com Chip Ganassi desde os tempos em que tentou contratar Palou. A movimentação também representa a adição da experiência e inteligência técnica ao projeto papaia, assim como o enfraquecimento daquela que é a principal equipe da Indy atualmente.
A decisão de não seguir no #9 partiu do próprio Dixon e pegou a equipe de surpresa, que esperava uma renovação ou até mesmo uma aposentadoria. Com isso, houve certa consternação internamente, ainda mais em razão da rivalidade entre Chip Ganassi e Brown.
O neozelandês é um dos maiores nomes da categoria, com seis títulos conquistados e 59 vitórias, além de 430 largadas, o recorde do esporte. No entanto, a temporada de despedida da Ganassi tem sido bastante discreta: é apenas o nono colocado no campeonato — 180 pontos atrás do líder Palou —, com um pódio e nenhuma vitória.
A Indy volta agora no dia 19 de julho, com o GP de Nashville, uma etapa no oval localizado na cidade de Lebanon, no Tennessee.
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