Antes dos carros da temporada 2026 da Fórmula 1 abrilhantarem a pista de Monza para o GP da Itália, Sebastian Vettel rugiu retas e curvas rápidas afora no ‘Templo da Velocidade’. Era um rugido de uma era passada, uma fotografia de glórias de outros tempos. A bordo da F2002, Ferrari com a qual Michael Schumacher conquistou o pentacampeonato mundial 24 anos atrás, nem tentou esconder o quanto ficou emotivo.
Vettel foi o segundo ex-Ferrari a desfilar, algo que Rubens Barrichello fizera no sábado, mas o tetracampeão, que nunca escondeu que tem em Schumacher seu grande ídolo, não se furtou em declarações sensíveis. Para ele, a experiência representou muito mais do que conduzir um dos carros mais icônicos da Ferrari.
“Sim, estou com sentimentos misturados porque, por um lado, é um carro tão bonito de pilotar. É uma máquina tão bonita, mas, muito mais do que isso, é o carro do Michael, e ele não está aqui hoje”, disse Vettel após sair da F2002. “Mas senti muito a presença dele nessas voltas, e espero que vocês também tenham ouvido e sentido isso”, continuou.
A importância da emoção do momento ficou ainda mais evidente quando Vettel lembrou das brincadeiras que ele e Schumacher faziam sobre como reagiriam caso um deles ficasse emocionado.
“Sabe, antigamente brincávamos: ‘E se eu começar a chorar ou ficar emocionado?’, era melhor dizer que tínhamos coisa nos olhos. Acho que agora estou com alguma coisa nos olhos”, brincou Vettel. “É incrível. Obrigado pela oportunidade e obrigado aos Tifosi”, agradeceu.
Vettel: ‘Hoje é o momento de Michael’
Vettel, que deixou a Fórmula 1 no fim de 2022, também refletiu sobre sua ligação permanente com o automobilismo, apesar de não competir mais.
“Sei que parei de correr, mas, no meu coração, ainda sou um apaixonado e me importo profundamente com este esporte, com esses carros, essas pessoas, os Tifosi e os fãs que tornam este esporte tão especial”, afirmou.

Destacou a importância de preservar a história da categoria enquanto se inspira uma nova geração. “É por isso que vejo que existe uma força real para levá-la adiante e inspirar o futuro. Então, estou ansioso pelo que quer que venha. Mas hoje é o momento de Michael, e enviamos todo o nosso amor e nossas emoções para ele”, falou.
Descreveu, ainda, a experiência de pilotar a F2002 e afirmou que entendeu imediatamente por que o carro se tornou tõ relevante na história da Fórmula 1. “É muito emocionante. Não são necessárias muitas voltas para sentir a alma de um carro, e você percebe imediatamente que era um carro especial. E ele fica gritando para você: ‘Vai, vai, vai’”, contou.
Vettel ainda fez graça durante a exibição e o público de Monza respondeu.
“Fiz alguns zerinhos aqui e, na segunda Variante… As pessoas ficaram animadas e eu fiquei dividido entre querer acelerar com esse carro e querer aproveitar o momento e fazer com que ele durasse, mas foi absolutamente maravilhoso.”
“E sentir o quanto o espírito do Michael está vivo, e o quanto o espírito da Ferrari está vivo por aqui. Eu vivi isso aqui há alguns anos”, destacou.
Vettel correu pela Ferrari entre 2015 e 2020, conquistou 14 vitórias pela Scuderia e terminou como vice-campeão mundial em 2017 e 2018.
“Existe uma parte de que sinto falta, mas, sabe, é uma vida diferente. E, como disse, estou cuidando da próxima geração de pilotos, com grandes oportunidades pela frente. Então, é um dia muito emocionante”, finalizou.
O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP da Itália, 13ª etapa da temporada 2026, AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
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