Francesco Bagnaia avaliou que os colegas de Ducati “se aproximaram de mim” durante o fim de semana do GP da Áustria. Na visão do italiano, não foi ele que ganhou performance, mas os outros que perderam.
O fim de semana do Red Bull Ring foi marcado pelo desempenho abaixo do habitual da Ducati. As Desmosedici não encaixaram bem com o pneu levado pela Michelin para a pista de Spielberg e não conseguiram fazer frente à KTM e Aprilia.
Na corrida de domingo, o melhor resultado da Ducati veio pelas mãos de Marc Márquez, que foi apenas quinto. Bagnaia fechou em sétimo, diante de Fermín Aldeguer e Fabio Di Giannantonio. Franco Morbidelli acabou em 18º, enquanto Álex Márquez abandonou a prova após uma queda.
Questionado pela emissora Sky Italia sobre como avalia o fim de semana na Áustria, Bagnaia respondeu: “É difícil dizer. Nós, com certeza, trabalhamos bem como equipe e fizemos o melhor que podíamos. Mas, sinceramente, mais do que eu me aproximando das outras Ducati, foram eles que se aproximaram de mim, pois, no fim, fui sétimo, oitavo. Mesmo nas outras corridas, fiquei perto disso”.

“É uma pista onde você sai muito do chão, então é geralmente onde eu perco menos. Mas vamos ver, pois acho que hoje todo mundo notou a perda [de rendimento] em relação aos anos anteriores: nos falta velocidade na entrada, velocidade de curva e, especialmente, na primeira fase de levantar a moto, não conseguimos uma boa tração”, relatou. “Vimos muito isso nos resultados, pois a corrida de hoje foi bem mais lenta do que no passado, para todo mundo, pois até mesmo Acosta, que venceu, não foi muito rápido no que diz respeito à distância da corrida. Mas provavelmente [por causa das] condições, e aí nós perdemos um pouco mais do que esperávamos”, comentou.
De acordo com Pecco, a comparação com os dados dos anos anteriores deixou evidente o quando os pilotos da Ducati sofreram na entrada das curvas e na aceleração.
“Esses dias eu também tentei analisar os dados antigos e dá para ver claramente a diferença na fase final da entrada da curva e na primeira fase da saída, onde conseguíamos carregar muito mais velocidade para as curvas, e tínhamos melhor tração”, contou. “Mas, de qualquer forma, para melhor ou pior, demos tudo de nós”, acrescentou.
“Não esperava que a Ducati tivesse tantas dificuldades, mas esperava que KTM e Aprilia fossem fortes, pois a Aprilia já foi forte no ano passado, e a KTM, que mudou o motor a partir de Aragão, deu um grande passo à frente, e Pedro está pilotando muito bem”, encerrou.
A MotoGP volta a acelerar de 2 a 4 de outubro, em Motegi, para o GP do Japão, 16ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.
MotoGP hoje: perguntas frequentes
Quem lidera o Mundial de MotoGP 2026?
Jorge Martín lidera a classificação com 306 pontos, 12 a mais que Marc Márquez. Marco Bezzecchi aparece em terceiro, com 264.
Quando acontece a próxima corrida da MotoGP?
A próxima etapa é o GP do Japão, marcado para o fim de semana de 2 a 4 de outubro, no Mobility Resort Motegi.
Quais são os horários do GP do Japão de MotoGP?
No horário de Brasília, a classificação começa às 22h50 de sexta-feira (2), a sprint acontece às 3h de sábado (3) e a corrida larga às 2h de domingo (4).