Brad Binder teve no GP da Áustria a melhor corrida da temporada justamente na despedida do Red Bull Ring como piloto da KTM. O sul-africano, acertado com a BMW no WSBK (Mundial de Superbike) para 2027, largou em 11º lugar, avançou até a sexta colocação e ainda precisou lidar com uma redução de potência que o fez perder posições antes de recuperar ritmo no fim.

Binder já ocupava a quinta colocação na metade das 28 voltas quando recebeu um alerta de combustível e precisou selecionar um mapa de motor mais econômico. O piloto da KTM classificou a configuração como “Moto2” e contou que viu Marc Márquez e Fermín Aldeguer passarem como se estivesse parado após ser obrigado a fazer o ajuste na RC16.

A largada do GP da Áustria da MotoGP (Vídeo: MotoGP)

“Eu nunca tive velocidade para acompanhar Ai Ogura e, quando estava pilotando sozinho, recebi o alerta de combustível. Então tive de colocar o maldito mapa ‘Moto2’, e Marc e Aldeguer passaram por mim como se eu estivesse parado. Não foi o ideal”, lamentou.

A redução de potência durou até que Binder economizasse combustível suficiente para voltar ao mapa normal. O #33 explicou que a mudança também afetou a pilotagem, já que a menor velocidade de chegada às curvas exigia alterações nos pontos de frenagem.

Brad Binder (Foto: Rob Gray/Polarity Photo)

“Assim que economizei combustível o suficiente, pude voltar a usar a potência, e comecei a me aproximar novamente. Foi um pouco complicado, porque você chega muito mais devagar à curva seguinte quando está economizando combustível, então precisa mudar todos os pontos de frenagem. Foram necessárias algumas voltas para me adaptar”, analisou.

Mesmo com o contratempo, Binder conseguiu sustentar o melhor resultado dele no campeonato e celebrou o resultado na etapa da casa da KTM.

“Estou feliz por ter conseguido meu melhor resultado do ano. Definitivamente gostaria de ter largado um pouco mais à frente. Dei o meu melhor. Fui para o aquecimento e me machuquei, o que definitivamente não ajudou muito. Mas, além disso, foi muito bom.”

“Parabéns à minha equipe, parabéns ao Pedro [Acosta] pela primeira vitória. Ele realmente merece e tenho certeza de que será a primeira de muitas”, concluiu.

A MotoGP volta a acelerar de 2 a 4 de outubro, em Motegi, para o GP do Japão, 16ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.

MotoGP hoje: quem vai ficar de fora do GP do Catar?

Yamaha

A Yamaha não vai participar do GP do Catar deste fim de semana. A equipe japonesa apontou para restrições de viagens impostas pela companhia para retirar não apenas a equipe de fábrica, mas também a Pramac da disputa em Lusail.

Assim, Fabio Quartararo, Álex Rins, Jack Miller e Augusto Fernández ― que é substituto do lesionado Toprak Razgatlioğlu ― estão fora desta antepenúltima etapa do campeonato.

Álex Márquez

O piloto da Gresini, que já tinha manifestado oposição à realização do GP do Catar por causa dos conflitos no Oriente Médio, passou por uma cirurgia na segunda-feira e não poderá correr. Álex removeu peças de cirurgias anteriores e aproveitou para tratar uma lesão no ombro.

Joan Mir

Depois de voltar a sentir durante o GP da Malásia os problemas que o afastaram da MotoGP por quatro etapas, Joan Mir vai ficar de fora do GP do Catar. O espanhol será substituído por Jake Dixon.