Fernando Alonso voltou a enfrentar problemas com a unidade de potência da Honda no GP do Azerbaijão. O engenheiro-chefe da fabricante japonesa na Fórmula 1, Shintaro Orihara, confirmou que a equipe detectou sinais anormais nos dados do sistema de lubrificação durante o TL2 desta quinta-feira (24) e decidiu retirar o espanhol da pista para preservar a unidade. Como consequência, alguns componentes terão de ser substituídos antes do TL3.
A Honda instalou novos componentes nas unidades de potência de Alonso e Stroll, que vão ter de largar do fim do grid como consequência. A primeira sessão foi utilizada justamente para verificar o funcionamento das peças. Durante a sessão, a câmera on-board revelou que o espanhol voltou a sofrer com fortes vibrações — problema recorrente no inicio do ano, que havia sido resolvido — e precisou tirar as mãos do volante na reta.
Segundo Orihara, os dados coletados inicialmente indicavam que tudo estava dentro do planejado, apesar das vibrações enfrentadas por Alonso. Após o TL2, porém, foi detectado um problema no sistema de lubrificação, que precisará ser trocado.
“Colocamos novos componentes da unidade de potência nos dois carros para este fim de semana, então a primeira coisa que fizemos no TL1 foi verificar o funcionamento deles. Depois, confirmamos que tudo estava acontecendo conforme o planejado”, explicou.
“Durante o TL2, detectamos alguns sinais anormais nos dados do sistema de lubrificação de Fernando. Verificamos cuidadosamente durante a sessão e foi tomada a decisão de não colocar Fernando novamente na pista para proteger a nova unidade. Infelizmente, isso significa que teremos de trocar algumas peças, o que será feito nesta noite”, confirmou.
O problema encerrou antecipadamente a participação de Alonso no TL2. Nem Aston Martin, nem Honda confirmaram se as vibrações têm relação com essa falha ou se foi causada por outro motivo.

O cenário também representa um desafio particular em Baku. O circuito urbano tem uma das maiores retas do calendário e exige atenção especial ao gerenciamento da energia para permitir que os pilotos tenham desempenho adequado tanto na longa aceleração quanto nas partes mais travadas do traçado. Os carros da Aston Martin alcançaram velocidades baixíssimas nas atividades desta quinta-feira, ficando abaixo até dos carros da F2.
Orihara explicou que a fabricante trabalhou nas simulações antes do fim de semana e continuou ajustando a configuração com base nos dados coletados em pista.
“Neste circuito, o gerenciamento da energia é extremamente importante, então fizemos nossas simulações e as colocamos em prática. Com base nos dados de pista em tempo real, conseguimos fazer alguns ajustes ao longo das duas sessões”, disse.
“No trecho de baixa velocidade, a dirigibilidade é, claro, importante, assim como o atraso do turbo, já que temos muitas curvas fechadas. Trabalhamos no ajuste dos dados ao longo do dia, mas ainda temos trabalho pela frente”, concluiu.
O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP do Azerbaijão AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV. Além da cobertura completa, o GRANDE PRÊMIO está in loco com o repórter Leonid Kliuev.
GP do Azerbaijão de F1: veja os horários no Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
Horários no Brasil*
Sexta-feira (25)
- Treino livre 3: 05:30
- Classificação: 09:00
Sábado (26)
- Corrida: 08:00
Horários em Cabo Verde
Sexta-feira (25)
- Treino livre 3: 07:30
- Classificação: 11:00
Sábado (26)
- Corrida: 10:00
Horários em Portugal e Angola
Sexta-feira (25)
- Treino livre 3: 09:30
- Classificação: 13:00
Sábado (26)
- Corrida: 12:00
Horários em Moçambique
Sexta-feira (25)
- Treino livre 3: 10:30
- Classificação: 14:00
Sábado (26)
- Corrida: 13:00
*Horários de Brasília