A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) já está debruçada no novo ciclo técnico da Fórmula 1 e trabalha com objetivos bem claros no desenvolvimento do regulamento. Segundo o diretor de monopostos da entidade, Nikolas Tombazis, o plano mira em reduzir o peso e os custos dos motores, além de facilitar as ultrapassagens com mudanças aerodinâmicas. Para isso, os ajustes anunciados já para os próximos anos fazem parte de uma mudança progressiva que pavimente o caminho para essa revolução.

Apesar de a F1 viver apenas a primeira temporada do conjunto de regras que contou com mudanças significativas nos motores após mais de uma década, a reação negativa de parte do público e dos pilotos acelerou o debate sobre a próxima geração e levou a FIA a fazer ajustes já para os próximos anos. Em agosto, a entidade chegou a um acordo com as montadoras para alterar a proporção entre combustão e eletricidade nas unidades.

O reequilíbrio será feito em etapas. Atualmente, a potência máxima do Motor de Combustão Interna (ICE) está em 400 kW, enquanto o MGU-K fornece 350 kW na parte elétrica (em proproção, 53/47). Esse número vai cair para 300 kW em 2027 e seguir assim em 2028, enquanto o ICE sobe para 420 kW na próxima temporada (58/42) e vai a 450 kW na seguinte (60/40).

Para o ciclo que se iniciará na próxima década, a FIA trabalha por uma remodelação completa no coração dos monopostos e já tem um princípio de acordo sobre os novo pilares: V8 turbo de 3 litros, um sistema elétrico muito menor e redução de, aproximadamente, 50 kg no peso dos motores.

Em entrevista ao portal italiano Formula Passion, Tombazis explicou que ideia é manter elementos de alta tecnologia, mas conter o nível de investimento necessário para o desenvolvimento dos motores. Neste novo cenário idealizado, a parte elétrica deixa de ser o centro do projeto.

“Nosso objetivo é ter um motor V8 com um componente elétrico menor. Ainda haverá um turbocompressor, mas com pressões menores, porque queremos conter o turbo lag. Haverá sempre componentes de alta tecnologia e combustíveis sustentáveis, porque consideramos muito importante, mas também queremos proteger a F1 de uma espiral de custos”, detalhou.

Motores estão no centro da discussão do regulamento técnico da F1 (Foto: Honda)

“A potência do motor elétrico será menor, mas em corrida será usada predominantemente para a parte de ultrapassagens. Desta forma, pensamos em manter este elemento intacto”, seguiu.

A parte aerodinâmica também será atacada pela FIA. O próprio Tombazis já admitiu anteriormente que a entidade “não esperava” algumas soluções desenvolvidas pelas equipes, o que gerou restrições para 2027. No próximo ciclo técnico, a ideia é que os carros sejam mais leves e com menos downforce, facilitando a gestão do desgaste dos pneus e as disputas

“Queremos ter carros mais empolgantes, que sejam notavelmente mais leves do que agora, mais naturais e reativos. Não quero dar números, porque ainda temos de finalizar alguns aspectos, mas temos a ambição de diminuir pelo menos mais 60 kg com os carros, talvez até mais“, estipulou.

“Em termos de tempo de volta, queremos continuar na linha atual. Isso significa que, se reduzirmos o peso, podemos fazer uma redução equivalente na aerodinâmica. Tudo isso deve levar a um comportamento mais favorável dos pneus do ponto de vista do desgaste e impulsionar batalhas mais empolgantes“, avaliou Tombazis.

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FIA quer carros mais leves e que facilitem disputas na pista (Foto: Pirelli)

Caso as mudanças não sejam suficientes para promover melhores disputas na pista, a entidade não descarta o retorno do DRS. “Temos a opção de fazê-lo. Uma vez que as coisas se acalmem e vejamos como se ajustam, podemos considerar se serve uma ajuda extra do DRS ou não. Não é uma decisão que devemos tomar neste instante”, ponderou.

Por fim, o dirigente evitou cravar a data que o novo regulamento será posto em prática. Na última semana, no evento de lançamento do GP da África, em Ruanda, o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, deixou clara a intenção da adoção em 2030. Porém, as discussões seguem em andamento, segundo Tombazis.

“Ainda não decidimos se essas mudanças ocorrerão em 2030 ou 2031. Ainda estamos discutindo o assunto”, finalizou.

A Fórmula 1 volta de 23 a 25 de outubro em Austin, com o GP dos Estados Unidos. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da 18ª etapa da temporada 2026 da Fórmula 1, AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.

Horários do GP dos Estados Unidos da F1 2026

O GP dos Estados Unidos acontece de 23 a 25 de outubro, em Austin, com treinos livres, classificação e corrida.

DiaSessãoBrasilPortugalAngolaCabo VerdeMoçambique
Sexta, 23/10Treino livre 114h3018h3018h3016h3019h30
Sexta, 23/10Treino livre 218h22h22h20h23h
Sábado, 23/10Treino livre 314h3018h3018h3016h3019h30
Sábado, 23/10Classificação18h22h22h20h23h
Domingo, 11/10Corrida17h21h21h19h22h

Horário de Brasília para o Brasil e de Portugal continental e Madeira para Portugal.