A classificação para o GP de São Paulo, disputada neste sábado (7), deixou Carlos Sainz com um gosto agridoce. Embora vá largar apenas na 14ª colocação, o piloto da Williams se mostrou positivamente surpreso com o ritmo do carro no asfalto molhado de Interlagos. O espanhol revelou que tinha potencial para brigar pelo top-10, mas creditou a eliminação na segunda fase da sessão a uma falha técnica do bólido e ao azar com o momento da bandeira vermelha.
Mesmo com um acerto de pouca pressão aerodinâmica, Sainz conseguiu extrair desempenho dos pneus de chuva extrema. O grande obstáculo, além do clima, foi o próprio equipamento. Durante o Q2, Sainz chegou a protagonizar uma escapada da pista justamente por conta de um desequilíbrio na traseira do carro inglês.
“Sinceramente, estava me sentindo muito bem com o carro, estava muito rápido no Q1 e Q2. Fiquei surpreso por estar lutando pelo top-10 com o carro que temos, mas conseguimos fazer os pneus funcionarem”, afirmou em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO.
“O único problema que tivemos foi que, na curva 12, às vezes a recuperação de potência e o freio motor faziam o que queriam, e estávamos tendo travamentos traseiros enormes, o que me fazia rodar. Mas, tirando isso, quando estávamos bem na volta, fazia tempos competitivos”, explicou.
A eliminação no Q2, no entanto, foi selada pela interrupção causada pela batida de Rafael Câmara nos minutos finais. O estreante brasileiro passou reto na mesma Junção onde Sainz teve problemas e bateu na barreira de proteção, causando uma bandeira vermelha e, consequentemente, impedindo o piloto da Williams de completar a última tentativa.
“Uma pena aquela última bandeira vermelha que não nos permitiu marcar tempo com os pneus intermediários, que eram 2s mais rápidos no final. Foi apenas azar. Se tivéssemos começado a usá-los 40s antes, o resultado teria sido completamente diferente“, lamentou.

Sobre as condições extremas do asfalto, o piloto relatou momentos de tensão e falta de segurança nos primeiros minutos da atividade, admitindo que o carro aquaplanava nas retas. Contudo, elogiou a melhora gradual da pista. Para a corrida deste domingo (8), não escondeu sua preferência: quer chuva, desde que haja condições de guiar.
“Foi um pouco difícil quando saímos com os pneus de pista molhada, estávamos aquaplanando em sexta e sétima marchas nas retas, e perder o controle do carro nessas velocidades sempre acaba gerando um acidente grave“, alertou.
“A visibilidade também era muito baixa quando corríamos perto de outros carros, mas como não somos obrigados a andar próximos na classificação, criamos uma pequena margem de segurança para enxergar, mas a situação ficou bem incerta por duas voltas. Depois, conseguimos criar um pequeno trecho de pista seca e os pneus começaram a funcionar, a aquaplanagem começou a diminuir e conseguimos manter o carro na pista”, relatou.
“Gostaria de um pouco de chuva, sim, desde que seja o suficiente para ver. Sempre gosto de correr na chuva, mas quando você consegue ver algo. Quando você não vê, não pode correr, mas a chuva é bem-vinda. Resta saber se podemos confiar que a FIA tomará as decisões certas amanhã, mas hoje, na minha opinião, a situação foi administrada de forma bastante adequada”, concluiu.
O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP de São Paulo, 20ª etapa da temporada 2026 da Fórmula 1, AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
Além disso, o GP está in loco em Interlagos com os repórteres Evelyn Guimarães, Luana Marino, Vicente Soella e Daniel Balsa.
F1 2026: confira horários do GP de São Paulo no Brasil, em Portugal, Cabo Verde, Angola e Moçambique
| DIA | ATIVIDADE | BRA* | POR | CBV | ANG | MOZ |
| 8/11 | Corrida | 14:00 | 17:00 | 16:00 | 18:00 | 19:00 |
*Horários de Brasília